sábado, 26 de março de 2011

Meio.

Pra mim, é muito estranho parar, analisar o tempo e perceber que cheguei exatamente no meio do meu intercâmbio. Hoje, dia 26 de Março, fazem 85 dias que eu estou aqui e faltam 85 dias para eu chegar em casa.

O tempo passou tão rápido, que quando eu menos esperei, já passou a metade da minha estadia no Canadá. Junto a isso, essa semana que se passou foi a última semana da minha sessão de aulas de Março. Nas quais eu assisti aula de Comunicação pela manhã - Essa é a foto da turma de Comunicação - e Audição pela tarde.

Considerei a aula de Comunicação muito boa e bastante dinâmica, a professora era muito gente boa e engraçada, porém, a aula de Audição era bastante monótona, pois todos os dias nós fazíamos a mesma coisa e o tempo passava se arrastando. Enfim, já passaram e na última Quarta-feira eu escolhi as aulas que vou assistir nas próximas quatro semanas.

Para a aula da manhã, optei por uma aula cujo nome é Pessoas e lugares famosos, onde a gente discutirá sobre vidas de pessoas famosas, como Bob Marley, John Lennon, Gandhi e sobre histórias do que já aconteceu eu lugares famosos, como Nova Iorque, Roma, Grécia. Pela tarde, minha professora me recomendou fazer aula de Discurso em público, ela disse que isso poderia me ajudar a falar mais devagar em uma conversa com muitas pessoas.

Bem, acredito que era só isso que eu precisava dizer pra deixar vocês mais atualizados. Com a chegada do meio da viagem, agora só faltam mais três meses de aula, cujos eu tenho certeza que vão passar bem mais rápido do que os três que já passaram.

Ps.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Dois pequenos assuntos.

Tenho duas coisas pra contar hoje, uma bem engraçada e outra bem interessante. Como ambas são pequenas, resolvi fazer a mesma postagem para as duas.

Vou começar contando sobre a mudança de horário no Canadá na última Segunda (13/03). Domingo passado antes de dormir, meu host father me perguntou se eu já tinha ajeitado meu relógio, não entendi o porquê dele ter perguntado isso mas respondi que sim, pois na semana passada eu tinha acordado tarde um dia e minha desculpa pelos vinte minutos a mais de sono foi que meu relógio tinha quebrado. Logo, pensei que ele estava se referindo a isso. Respondi sem muitas delongas: sim, já ajeitei.

Fui dormir achando-o completamente louco, pois eu tinha me atrasado na última Quarta-feira e na Quinta e na Sexta seguinte eu acordei no horário normal, logo, não haveria motivos para ele me perguntar isso, já que teoricamente eu já teria ajeitado o relógio. Mesmo achando muito estranho, fui dormir sem perguntar mais nada.

Na Segunda-feira, às 6h50 da manhã, eu acordo com minha host mother batendo na porta do meu quarto e gritando 'PEDROOOO, JÁ SÃO QUASE 8 HORAS, VOCÊ TÁ ATRASADO!!'. Ao ouvir o grito, primeiramente eu já penso 'Essa mulher tá louca', olho para o relógio, vejo que são 6h50 e confirmo o que estava pensando 'Essa mulher está muito louca', mas mesmo assim levantei, abri a porta e disse 'O que houve? Ainda são 6h50, eu só levando às 7h30' fazendo uma cara de desprezo, ela me disse 'Não! Já são 7h50, meu marido não lhe perguntou ontem se você tinha ajeitado o relógio?' Daí, caiu a ficha que nós tinhamos entrado no horário de verão, e todos deveriam adiantar em uma hora os relógios. Percebi o quão atrasado eu estava e fui correndo fazer as coisas, cheguei na escola com meia hora de atraso e passei o resto do dia completamente louco. Pra falar a verdade, ainda tô me adaptando com essa mudança, pois é horrivel acordar às 7h30 e ver que o tempo ainda está totalmente escuro.

Quando cheguei em casa, eu pedi desculpas pela minha falha e disse que não tinha entendido o que meu host father tinha me falado em relação ao relógio.

Mudando completamente de assunto, agora eu vou falar sobre a vida dos deficientes físicos em Vancouver. Sem dúvidas, um deficiente físico que mora aqui, não vai querer nunca se mudar para outro lugar, pois é de se impressionar o respeito que essa cidade tem para com os mesmos.

Todas, absolutamente todas as calçadas da grande Vancouver tem uma inclinação para os cadeirantes. Aqui, um deficiente pode sair desacompanhado de sua casa e cruzar toda a cidade sem nenhuma dificuldade, incluindo o uso dos ônibus e do skytrain. Em Recife eu já vi alguns ônibus que tem um elevador para os cadeirantes, porém convenhamos que não faz muita diferença. Para um cadeirante entrar no ônibus leva minutos, pois é preciso a força física de alguém para lhe colocar no elevador, além de esperar um bom tempo até o elevador baixar por completo. Enfim, causando um contrangimento para o deficiente, ao pensar - e saber - que está atrasando a viagem dos outros passageiros.

Os ônibus daqui são diferentes, quando o motorista ver algum deficiente na parada, basta ele estacionar o ônibus e acionar um botão, que em questão de segundos uma rampa chega até a calçada, e dessa forma, o deficiente pode entrar no ônibus. Ao fazer a mesma coisa para sair, ele pode seguir o seu trajeto, andando pelas calçadas, atravessando as ruas, até chegar em alguma estação de skytrain, usar o elevador - presente em todas as estações - e chegar ao local do trem. Dessa forma, eles podem ir e vir com total independência.

Esses fatos são sem dúvidas de se admirar, pois a sensação que um cadeirante tem de se sentir nas mesmas condições de uma pessoa que tem os movimentos das pernas, é de que ser deficiente não sinônimo de problema e dessa forma, acredito que não se torna algo tão depressivo o fato de precisar de uma cadeira para se locomover.

Essa foto mostra exatamente como é a rampa para os cadeirantes, presente em todos os ônibus da cidade.

Ps.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Vancouver Multicultural.

Se eu tivesse que definir Vancouver em uma palavra, acho que seria 'Multicultural', pois com mais de dois meses aqui, eu ainda me impressiono com a quantidade de culturas e modos de vida diferentes que existem nessa cidade. Lugar onde brasileiros, árabes, coreanos, colombianos, japoneses, franceses e outros inúmeros estrangeiros vivem juntos. As vezes eu acho que é até mais difícil encontrar algum canadense do que estrangeiro nas ruas de Vancouver.

A minha escola, é uma escola de linguas, onde só estudam pessoas de outros países que vem para cá pra aprender ou aumentar seus níveis de inglês, e isso me faz ter contato todos os dias com dezenas de pessoas de diferentes lugares do mundo, com diferentes histórias pra contar. Algumas histórias, eu ouço inúmeras vezes e nunca me canso, pois determinadas coisas me impressionam bastante. Assim como, alguns modos e costumes brasileiros impressionam os estudantes asiáticos.

Tô escrevendo aqui hoje pra contar a vocês sobre histórias que me chamam bastante atenção sobre os costumes de outros países, alguns são bem engraçados, eu garanto. Vou começar contando os fatos mais interessantes de outras culturas, e depois conto os fatos que os asiáticos ficam mais impressionados com determinados hábitos brasileiros.

Coreana, japonesa e árabe são as culturas que eu fico mais impressionado ao saber de algo. Por exemplo, na Arábia existem praticamente dois mundos, um para os homens e outro para as mulheres, absolutamente tudo é separado, como escolas, festas, mercados, shoppings. Exceto hospitais, nos mesmos homens e mulheres podem trabalhar juntos. O homem pode ter quatro esposas, mas cada uma em uma casa diferente. A Arábia é um país extremamente quente, mas as mulheres não podem sair de casa de jeito nenhum sem roupas que cubram-a da cabeça aos pés, e ela só pode tirar o pano da cabeça em casa e se não tiver ninguém que não seja da família. Outra coisa interessante é que todos, absolutamente todos os homens árabes que eu conheci aqui fumam. Acho que é uma condição pra ser árabe, Deus deve dizer: você vai ser árabe, logo, fume.

Japoneses e coreanos tem modos muito similares de viver, eles prezam muito pelo respeito para com pessoas mais velhas, tanto é que é muito importante saber da idade das outras pessoas, para que assim você possa cumprimenta-la de uma determinada forma diferente. Coreanos tem um método diferente de contabilizar a idade, eles sempre tem dois anos a mais do que o normal. Por exemplo, quando pergunto a idade de algum deles, eles sempre respondem "Na Corea 25, aqui 23". Isso é porque eles contabilizam assim: quando a criança nasce, ela já tem um ano, e no próximo primeiro de Janeiro, ela faz dois anos. Então, se uma criança nasce dia 31 de Dezembro, no outro dia ela já vai ter dois anos, quando na verdade, só tem dois dias de vida. E isso é bastante engraçado, pois duas crianças que nascem no mesmo ano, uma no dia 1 de Janeiro e outra no dia 31 de Dezembro, vão ter a mesma idade.

Quanto aos costumes brasileiros que deixam asiáticos de boca aberta: pra eles, é a coisa mais absurda do mundo ir para festas todos os finais de semana, e as vezes, ir também no meio da semana. Quando digo para eles que também é normal ir para uma festa e beijar mais de uma pessoa em uma noite só, eles também ficam impressionados, achando coisa de outro mundo, principalmente as meninas. Elas já fazem uma cara de 'Ai meu Deus, não acredito!' e sempre ficam com vergonha de conversar sobre esses tipos de assunto.

Pra finalizar, essa foto foi na última segunda no aniversário do estudante tailândes que mora aqui em casa. Fizeram uma janta estupidamente grande, vinheram todos os membros da família que nós conhecemos e depois teve um bolo pra cantar parabéns para o mesmo. Nessa noite ele faturou uns quatro presentes, ficou todo besta de felicidade.

Ps.

terça-feira, 1 de março de 2011

Taxas por todos os cantos.

No Canadá, como no Brasil, como nos Estados Unidos, como em qualquer outro país do mundo, existem taxas em cima de tudo que as pessoas compram. Sejam vestimentas, comidas ou qualquer outra coisa.

No Brasil, as taxas já estão incluídas no preço do produto, por exemplo: indo a alguma loja e vendo que uma camisa custa 20 reais, incluso nesses 20 reais já está a taxa, e assim sucessívamente. O mesmo acontece com produtos de supermercados, shoppings, padarias e outros pontos comerciais. Até então, eu nunca tinha visto problema nenhum em relação a isso, pois sempre achei muito cômodo já saber a quantia total que eu vou pagar só em ver o preço que o estabelecimento diz. Porém, depois de vir pra cá, eu percebi o quanto é sem nexo o método brasileiro em relação a taxas.

Aqui no Canadá, as taxas não são inclusas no preço de absolutamente produto nenhum. Ao entrar em qualquer lugar, você se depara com determinados diferentes preços de muitos produtos, e fica a dica: nunca vá ao caixa com a quantia exata de dinheiro, pois a taxa extra é inclusa na hora. E isso independe se o produto é roupa, eletrônico, comidas, medicamentos, entre outros.

Esse método pode não ser tão cômodo quanto o do Brasil, mas com certeza é muito mais correto, já que você tem a oportunidade de saber o quanto está pagando de taxa por cada coisa que compra. Antes de chegar aqui, eu não tinha absolutamente noção nenhuma sobre o valor das taxas que eu pagava ou em que eu pagava mais ou pagava menos, esse era um dos assuntos que eu era completamente leigo. Não fazia realmente a mínima noção.

As taxas no Canadá variam de acordo com os produtos, produtos mais caros, taxas mais caras e vice-versa. Há pouco tempo atrás, ainda podia-se pegar de volta essas taxas ao chegar na alfândega, mas hoje em dia isso não é mais possível, pois era bastante complicado saber ao total a quantia de dinheiro que você deveria ser remunerado, já que em tudo paga-se taxa. Hoje por sinal, eu fui cortar o cabelo, e até lá eu tive que pagar a mesma.

Só uma observação: como não tinha ideia alguma de que foto postar para essa atualização, resolvi colocar a foto do meu quarto, lugar onde muita gente tem curiosidade de saber como é. Como é o quarto de um estudante na casa de uma família. Taí, esse é o meu.

Ps.