- Que horas é seu voo no Sábado?
- Às 14h.
- Ok. Você volta no Sábado, e no Domingo vai chegar um Japonês.
- Sério? :(
Eu seria a pessoa mais hipócrita do mundo se eu disser que não fiquei com ciúme em saber disso. Um Japonês vai tomar posse de um quarto que eu já batizei como meu. E vai sentar pra tomar café da manhã na cadeira que eu sento desde Janeiro, e que teoricamente já é minha também. E vai roubar o espaço que supostamente era meu.
Sei que é meio estúpido pensar assim, pois antes de mim já tiveram dezenas de outros estudantes ocupando esse quarto que eu chamo de "meu", mas é que é engraçado o quanto eu terminei me apegando as coisas. Se dependesse de mim, depois que eu fosse embora eles colocariam um aviso na porta do quarto: interditado até a volta do proprietário. E olhe que eu volto mesmo!
Mas sendo bem franco agora (não que antes eu não tivesse sendo) eu não tenho ideia ainda da falta que eu vou sentir desse lugar. De cada momento, de cada pessoa e até de cada rotina. Em menos de 48 horas vou tá dentro de um avião, chegando na cidade que eu mais amo nesse mundo. E isso me deixa feliz! Porém, quando as pessoas me diziam que quando você volta de um intercâmbio, é um misto de sentimentos malucos, eu não acreditava. Pois é. É verdade. Eu tou com uma mistura de felicidade, saudade, tristeza, orgulho. Eu poderia até explicar como cada um deles tá atuando em mim, mas eu acho meio complicado. Coisa difícil de explicar.
Voltar para a minha cidade, ver a minha casa, os meus amigos, a minha família, vai ser algo extraordinário. Eu sei. Mas vocês não tem noção do quanto é estranho passar nos lugares por aqui nessa semana e pensar: "Essa é uma das últimas vezes que eu tou passando por aqui". Mas eu não digo nunca. Nunca é uma palavra muito forte, e eu sou completamente adépto a aquela sentença que diz "Nunca diga nunca." Nunca digo mesmo, pois, e quem disse que eu nunca mais vou voltar aqui? A gente nunca sabe!
Nessas últimas semanas eu comecei a ficar mais nostálgico. Pensando mais, lembrando de tudo que eu passei, de tudo que aprendi e de tudo que ensinei. E olhe, que não foi pouca coisa não. Ensinei para a metade dos asiáticos, europeus e até canadenses que no Brasil a gente fala PORTUGUÊS e não espanhol - E uma das coisas mais engraças que eu via aqui, era a cara de espanto das pessoas em saber disso. Ensinei que o Brasil não se resume só a Carnaval, samba, festa e feijão com arroz. Mostrei o quão maravilhoso o nosso país é, e nossa cidade? Nem se fala! O que tem de gringo aqui querendo conhecer Recife não tá no gibi!
E o que eu aprendi? Pelo amor de Deus! Tava pensando aqui em como vou colocar tudo em palavras, e é meio difícil. Aprendi a ser paciente, a ser relevante, a esconder sentimentos que não precisam ser mostrados. Aprendi a engolir o choro, mas também aprendi que rir é o melhor remédio. Aprendi a sentir saudade, e também aprendi - ou descobri - o quanto sou uma pessoa que busca a felicidade dos outros pra se sentir feliz. Posso até tá parecendo patético ou então que minha humildade tá em falta. Mas isso tudo é pura verdade.
Despedidas. Taí uma parte que eu não gosto. Desde Segunda-feira estou em um dilema danado só pensando na hora da despedida. Fico imaginando como vai ser me despedir de cada amigo que fiz aqui, cada pessoa que foi especial pra mim durante esses seis meses, e tenho certeza que vão ser durante muito tempo ainda. Já tomei consciência que os Brasileiros que moram em outras cidades não vai ser problema. Tou preferindo não sofrer por ter que me despedir deles, pois pode parecer que não, mas é fácil demais ter outro reencontro dos "Brasileiros que se tornaram amigos no Canadá".
A parte mais difícil vai ser dizer o "Tchau, nos vemos em breve!" para amigos de outros países. Como vai ser desagradável abraçar cada um deles e dizer "Te espero em Recife" pois cada um deles criou um espaço especial no meu coração. Como esquecer a louca Maria da Colombia (Essa que tá na foto recebendo o diploma comigo. Chegamos no mesmo dia, e vamos embora no mesmo dia, porém, só nos conhecemos no meio do intercâmbio). Ou então dos Coreanos mais loucos que já vi na vida: Big Mac, Subin, Dong Ju, Yura, Tom e Soo Jung? Ou então dos Europeus mais humildes da face da terra: Lucien, Kevin, Lisa e Martina? E entre muitos outros que não cito aqui por não saber escrever os nomes - Tenho que admitir.
E uma família que eu pensei que não iria me fazer sentir saudades, mas já percebi que vou sentir muita falta sim: minha homestay. Incrível como vai fazer falta todo dia de manhã ouvir Ruben falando da previsão do tempo, ou então, de tal jogo do Canucks que teve em determinado dia. Sentir falta de Modesta quase sempre falando que eu deveria comer mais, e sempre adicionando algo no meu prato. Saudade de ir à escola na compania do Tailandês, e ouvi-lo falando religiosamente todo santo dia "Hoje tá mais frio que ontem!" E sem falar na família adicional que é Teresa, Lian e Ruben filho (Filho, nora e neto dos meus "pais" daqui). Sentir falta de vê-los perguntando sobre como minha família tá.
Mas e quem disse que eu vou esquece-los? Não vou. Todos tão guardados no meu coração e eu só tenho - ou só guardei, o que soar melhor - as melhores lembranças de cada um. E com toda sinceridade do mundo: espero vê-los o mais rápido possível. E tenham certeza: vou fazer o máximo para isso acontecer.
E assim eu finalizo minha última postagem daqui de vancouver. Domingo já estou de volta à minha Veneza Brasileira, e não pensem que estou triste por isso, pois eu estou feliz demais. Mal posso esperar pra esse reencontro chegar logo. Conto as horas!
Ps.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Abacaxi.
Não tenho nada pra escrever hoje, exatamente isso. Nadinha. Venho aqui pela falta do que fazer e também pela saudade de escrever algo em português, pois esse curso de Jornalismo que estou tendo agora, tá me fazendo escrever demais, mas em inglês. Por isso, vim aqui pra passar tempo escrevendo besteira, pra quem gosta de ler besteira. Sim, besteira. Não, besteira não.
Nessa altura do meu intercâmbio, não faz mais sentido nenhum fazer aquelas postagens do tipo 'Vi uma coisa hoje que me impressionou e blablabla' mesmo que eu algumas vezes realmente vejo, mas sinceramente falando? Não tenho mais vontade de colocar aqui, não faz mais sentido. Assim como, não faz sentido isso que eu tou escrevendo - Mas nem por isso vou parar, hehe.
Quase perco esse blog, por culpa da minha desorganização com e-mails e senhas diferentes, somados com meu desentendimento com tudo que tá ligado à internet. Nem parece, mas é. Há alguns dias atrás mais ou menos eu vim tentar abrir o blog e não consegui, dizia que eu tinha que confirmar meu e-mail, e o e-mail que tá atrelado ao blog é um que eu não uso há anos. Não faço nem ideia da senha, então, deixei pra lá, pra não ter que me aperriar muito. Vinha tentando abrir o blog todos os dias, e nada. Até que hoje, eu abro e ele entra normal. Consegue entender? Nem eu. E isso me fez pensar em sei lá, abacaxis, maçãs, biscoitos e conceito de felicidade. Tenho certeza que se meu pai tiver lendo isso aqui, deve tá pensando: 'Esse menino tá doido, é?' Já respondendo antes que tu pergunte, pai, eu não tou doido não, pode ficar tranquilo.
Mas falando em conceito de felicidade. Quem nunca teve um conceito de felicidade mudado ao extremo só por causa de uma situação? Eu sempre tenho. Meus conceitos de felicidade não são fixos, eles se alteram inúmeras vezes toda semana. Pois graças a Deus eu fico feliz por qualquer coisa, seja estando com fome e ver um cookie delicioso na minha frente, ou está morrendo de sono e ver minha cama pronta pra eu dormir (Coisa que nunca acontece). Tá bom, não quero mais falar disso, pois percebi que ia me prolongar muito e ninguém ia entender nada, e nesse exato momento eu tou muito psicologicamente cansado pra pensar demais.
Mudando de tópico, que tal Monobloco? Estou ouvindo agora e eles são uma das bandas que aumenta mais ainda minha saudade de Recife. Eles tem uma mistura de samba com alguma coisa que eu não sei. Super recomendo baixarem o cd deles e ouvi-lo todo, e quem sabe até baixar no Ipod e colocar pra tocar em alguma festinha (Por favor, me chamem!). Soube que teve um show deles na veneza brasileira, e fiquei com uma vontade enorme de ir, assim como fiquei com o que teve de Jack Johnson (Mesmo gostando mais de Jason Mraz) e os inúmeros outros que tiveram de Mamelungos e Faringes da Paixão, sim, Faringes da Paixão sim. Só não consigo lembrar agora se teve de Volver, mas se teve, já adianto dizendo que fiquei com vontade também.
Outra coisa antes de apertar em 'publicar postagem', quem precisa limpar o quarto durante seis meses? Ninguém. Descobri que limpeza é psicológico. Desde que eu cheguei aqui, sabe quantas vezes eu limpei esse quarto? Uma! Foi no meu primeiro final de semana, que eu quis fazer isso pra mostrar serviço, depois percebi que eles não se importavam, e até então nunca mais passei um aspirador de pó, nadinha, nadinha. Por favor, não pensem que eu sou o sujinho, o sujinho é o quarto (Que na verdade nem tá tão sujo assim), mas se quiserem pensar que sou eu, eu também não ligo.
Vou parar por aqui porque meu sono já tá extrapolando, boa noite meus caros medíocres amigos e parentes, que ao invés de tá lendo isso aqui, deveriam está pensando em ideias pra acabar com o aquecimento global. NÃOOOOOOOO AQUECIMENTO GLOBAL NÃOOOOO.
Ps.
Nessa altura do meu intercâmbio, não faz mais sentido nenhum fazer aquelas postagens do tipo 'Vi uma coisa hoje que me impressionou e blablabla' mesmo que eu algumas vezes realmente vejo, mas sinceramente falando? Não tenho mais vontade de colocar aqui, não faz mais sentido. Assim como, não faz sentido isso que eu tou escrevendo - Mas nem por isso vou parar, hehe.
Quase perco esse blog, por culpa da minha desorganização com e-mails e senhas diferentes, somados com meu desentendimento com tudo que tá ligado à internet. Nem parece, mas é. Há alguns dias atrás mais ou menos eu vim tentar abrir o blog e não consegui, dizia que eu tinha que confirmar meu e-mail, e o e-mail que tá atrelado ao blog é um que eu não uso há anos. Não faço nem ideia da senha, então, deixei pra lá, pra não ter que me aperriar muito. Vinha tentando abrir o blog todos os dias, e nada. Até que hoje, eu abro e ele entra normal. Consegue entender? Nem eu. E isso me fez pensar em sei lá, abacaxis, maçãs, biscoitos e conceito de felicidade. Tenho certeza que se meu pai tiver lendo isso aqui, deve tá pensando: 'Esse menino tá doido, é?' Já respondendo antes que tu pergunte, pai, eu não tou doido não, pode ficar tranquilo.
Mas falando em conceito de felicidade. Quem nunca teve um conceito de felicidade mudado ao extremo só por causa de uma situação? Eu sempre tenho. Meus conceitos de felicidade não são fixos, eles se alteram inúmeras vezes toda semana. Pois graças a Deus eu fico feliz por qualquer coisa, seja estando com fome e ver um cookie delicioso na minha frente, ou está morrendo de sono e ver minha cama pronta pra eu dormir (Coisa que nunca acontece). Tá bom, não quero mais falar disso, pois percebi que ia me prolongar muito e ninguém ia entender nada, e nesse exato momento eu tou muito psicologicamente cansado pra pensar demais.
Mudando de tópico, que tal Monobloco? Estou ouvindo agora e eles são uma das bandas que aumenta mais ainda minha saudade de Recife. Eles tem uma mistura de samba com alguma coisa que eu não sei. Super recomendo baixarem o cd deles e ouvi-lo todo, e quem sabe até baixar no Ipod e colocar pra tocar em alguma festinha (Por favor, me chamem!). Soube que teve um show deles na veneza brasileira, e fiquei com uma vontade enorme de ir, assim como fiquei com o que teve de Jack Johnson (Mesmo gostando mais de Jason Mraz) e os inúmeros outros que tiveram de Mamelungos e Faringes da Paixão, sim, Faringes da Paixão sim. Só não consigo lembrar agora se teve de Volver, mas se teve, já adianto dizendo que fiquei com vontade também.
Outra coisa antes de apertar em 'publicar postagem', quem precisa limpar o quarto durante seis meses? Ninguém. Descobri que limpeza é psicológico. Desde que eu cheguei aqui, sabe quantas vezes eu limpei esse quarto? Uma! Foi no meu primeiro final de semana, que eu quis fazer isso pra mostrar serviço, depois percebi que eles não se importavam, e até então nunca mais passei um aspirador de pó, nadinha, nadinha. Por favor, não pensem que eu sou o sujinho, o sujinho é o quarto (Que na verdade nem tá tão sujo assim), mas se quiserem pensar que sou eu, eu também não ligo.
Vou parar por aqui porque meu sono já tá extrapolando, boa noite meus caros medíocres amigos e parentes, que ao invés de tá lendo isso aqui, deveriam está pensando em ideias pra acabar com o aquecimento global. NÃOOOOOOOO AQUECIMENTO GLOBAL NÃOOOOO.
Ps.
sábado, 21 de maio de 2011
Falando em saudade...
Faz tempo que não apareço por aqui, peço desculpas, mas não foi por culpa minha. Meu computador deu um problema, daí tive que esperar tudo se ajeitar até tê-lo de volta, e agora já tá tudo certo. Por aqui está tudo bem, Terça começo minha nova e última sessão, nesse último mês vou fazer o curso de Jornalismo aqui na escola e em menos de um mês, já tou de volta pra minha terra linda. Mas eu não vim aqui hoje pra falar sobre mim, ou como eu estou. Eu vim pra falar de saudade, pela primeira vez nesse blog, eu vou falar de sentimentos que eu sinto, ou que já senti durante meu intercâmbio. Pensei que fosse mais fácil pensar em tudo e colocá-los aqui, mas nem é.
Acho que nunca tinha sentido a real sensação de dizer 'Estou com saudades', pode até parecer rude, mas não é. Pois uma coisa é você dizer que tá com saudade, e não sentir realmente o que é saudade. E era isso que acontecia comigo. Quando eu passava 'muito' tempo longe dos meus pais, em época de férias, na praia com minha irmã e meus primos, eu pensava que sentia saudade deles, mas não chegava nem perto. Lembro quando conversava com eles pelo telefone, e eles diziam 'Estamos com saudade já' e eu respondia 'Eu também!'. Mas na verdade, isso não chegava nem aos pés do real sentido da palavra 'Saudade'. Saudade é pensar, pensar e pensar. Rir pensando em momentos juntos com determinadas pessoas. Dormir - e sonhar - com aquilo que te faz falta. Saudade é um misto de sentimentos bem difícil de explicar.
Depois de quase cinco meses aqui, eu tenho a certeza que posso dizer que sei o que é esse sentimento, e garanto que não tem só seu lado ruim não. Saudade também é gostoso de se sentir. Dá uma coisa boa no coração quando se lembra de alguém que se ama e o mesmo bate mais forte. Como a maioria de vocês já sabem, meus pais vinheram me visitar aqui e foi uma das coisas mais maravilhosas que já me aconteceram por aqui, vê-los chegando naquele aeroporto foi mágico. Passamos cinco dias gastando a voz com tantas risadas e tantas besteiras faladas. A saudade que eu sentia não era algo normal. Saudade de olhar pra minha mãe e dizer o meu bom e velho 'Tou cansado!!' ou então de olhar pro meu pai e dizer 'É muita besteira!'. Coisas - que parecem ser - bestas, mas que me levam a sentir falta. Uma rotina. Exatamente isso, uma rotina. Isso talvez seja uma das coisas que eu mais sinta falta. Rotina de sair pra almoçar todo mundo junto no final de semana, ou então de ficar em casa em um sábado de chuva. Enfim, rotinas.
Meus pais passaram cinco dias aqui, e quando eles foram embora, parecia que eu tinha ficado mais vulnerável a tudo, como se uma parte de mim quisesse ir com eles, e outra quisesse ficar. E sabe o que aconteceu? Cinco dias não foram o suficiente pra aquela saudade que já vinha acumulada ir toda embora. Quando eles sairam daqui, parece que tudo triplicou. Toda a saudade que eu sentia há quatro meses, triplicou em alguns dias. Esse tipo de coisa, acho que não tem explicação, é do ser humano, enfim, não faço nem ideia do porquê de que isso acontece.
Meus amigos. Outra grande parte que componhe minha saudade. Sinto falta de todos, e de uma forma bem singular. Seja ouvindo uma música e lembrando de um, ou vendo uma foto e lembrando de outro. Em muitos diferentes métodos, eu lembro de cada um. Acredito que agora esteja mais fácil me dá com esse tipo de saudade, pois eu tinha medo de um dia cair no esquecimento deles, ou algo do tipo. Mas só depois que eu me dei conta, que isso é uma experiência maravilhosa pra você poder colocar na peneira e avaliar quem realmente gosta de você. Após cinco meses, agora posso perceber qual das pessoas que eu considerava 'meus amigos' são realmente meus amigos. E não é difícil ver isso não, é fácil de perceber, é fácil analisar aqueles que fazem questão de verdade de conversar comigo e aqueles que no máximo deixam um recadinho - Ou nem isso.
Esse tipo de pensamento pode parecer forte demais, mas não é. É só verdade. Depois que eu voltar pra Recife, eu já vou poder ter a certeza dos quais são verdadeiramente meus amigos - Seja por ter se preocupado comigo aqui, por ter mandado uma mensagem perguntando como eu tou, por ter conversado horas comigo, perguntando minhas novidades. Ou seja pelo método da saudade, aqueles que eu sinto saudade daqui, tenho certeza que são os que eu realmente gosto. Hoje em dia, essa parte da minha saudade, não se torna mais uma preocupação, pois eu já sei quais são meus amigos e quais eu poderei contar daqui pra frente.
Falei, falei, falei, e ainda não cheguei em um dos pontos mais importantes, pelo qual eu tou escrevendo tudo isso aqui hoje. Sabem qual é? O nome é Isabela. Sim, Isabela.
Nunca, absolutamente nunca tinha sentido saudade dela. Nos meus 17 anos de vida, e nos 15 dela, nunca passamos muito tempo longe um do outro. No máximo, uma viagem, um final de semana na casa de amigos, ou algo do tipo. Sempre fomos juntos assim, e esse é o motivo de que eu sinto tanta saudade dela. Para os que não sabem, Isabela é minha irmã. Nunca imaginei que um dia iria tá escrevendo aqui sobre isso, mostrando meus sentimentos, e principalmente quando se fala em Isabela. Sempre fomos unidos, e sempre gostamos um do outro, porém, nunca fomos de demostrar isso. Sempre foi aquela situação de 'gosto do meu jeito, não preciso mostrar isso'. Até nas brigas tinha um pouco de amor, quando em dez minutos depois, um ou outro arrumava algum motivo de começar a pentelhar de novo. E isso me faz uma falta danada.
Pra falar a verdade, ela sempre foi minha companheira naqueles domingos que a gente ira pra casa de algum amigo de painho, e os dois ficavam de cara feia, e ao chegar em casa, levavamos broncas em dose dupla. Ou então quando iriamos dormir às 20h30 sem sono nenhum e ficavamos conversando potoca até o primeiro se entregar ao sono. Isso tudo são fatores que me levam a pensar tanto nela e a sentir uma saudade absurda. E sabe quando foi que eu me dei conta disso? Sábado passado. Exatamente isso, sábado passado a minha ficha caiu.
A gente já vinha conversando há mais de um mês sobre a abertura dos jogos dela, da dança dela, e a ansiedade que ela tava, passava pra mim cada vez mais. Até que dia 11 de maio foi a tão esperada abertura, a coitada ficou em quarto, mas com o mérito de primeiro. Bem, voltando ao 'sábado passado', foi nesse dia que eu vi o primeiro vídeo da dança dela, e não sei, senti algo diferente de quando via fotos normais. Acho que ao ver um vídeo, ver a pessoa se movimentando, sorrindo, dançando, dá uma impressão maior de realidade do que foto, apesar de achar que foto é algo extraordinário, acredito que o vídeo possibilite um contato maior. Quando vi o vídeo dela dançando, me deu uma batida diferente, uma sensação de alegria em vê-la feliz em cumprir tamanha dedicação e esforço com aquela apresentação, e aí, me deu uma saudade enorme. E foi a partir daí, que eu me toquei do quanto tou sentindo falta dela.
Enfim, já me prolonguei muito, digo até que eu me empoguei escrevendo esse tipo de coisa. Vou parar por aqui, porque jajá tenho que ir alí comprar um hamburguer - pelo amor de Deus, hambuguer não!!!- pra almoçar. Minha mensagem final, é só que eu amo demais essas quatro pessoas da foto, amo minha família (Avós, tios, tias, primos, primas), amo Nadja e os meus amigos também. E em muito em breve, estaremos juntos de novo.
Ps.
Acho que nunca tinha sentido a real sensação de dizer 'Estou com saudades', pode até parecer rude, mas não é. Pois uma coisa é você dizer que tá com saudade, e não sentir realmente o que é saudade. E era isso que acontecia comigo. Quando eu passava 'muito' tempo longe dos meus pais, em época de férias, na praia com minha irmã e meus primos, eu pensava que sentia saudade deles, mas não chegava nem perto. Lembro quando conversava com eles pelo telefone, e eles diziam 'Estamos com saudade já' e eu respondia 'Eu também!'. Mas na verdade, isso não chegava nem aos pés do real sentido da palavra 'Saudade'. Saudade é pensar, pensar e pensar. Rir pensando em momentos juntos com determinadas pessoas. Dormir - e sonhar - com aquilo que te faz falta. Saudade é um misto de sentimentos bem difícil de explicar.
Depois de quase cinco meses aqui, eu tenho a certeza que posso dizer que sei o que é esse sentimento, e garanto que não tem só seu lado ruim não. Saudade também é gostoso de se sentir. Dá uma coisa boa no coração quando se lembra de alguém que se ama e o mesmo bate mais forte. Como a maioria de vocês já sabem, meus pais vinheram me visitar aqui e foi uma das coisas mais maravilhosas que já me aconteceram por aqui, vê-los chegando naquele aeroporto foi mágico. Passamos cinco dias gastando a voz com tantas risadas e tantas besteiras faladas. A saudade que eu sentia não era algo normal. Saudade de olhar pra minha mãe e dizer o meu bom e velho 'Tou cansado!!' ou então de olhar pro meu pai e dizer 'É muita besteira!'. Coisas - que parecem ser - bestas, mas que me levam a sentir falta. Uma rotina. Exatamente isso, uma rotina. Isso talvez seja uma das coisas que eu mais sinta falta. Rotina de sair pra almoçar todo mundo junto no final de semana, ou então de ficar em casa em um sábado de chuva. Enfim, rotinas.
Meus pais passaram cinco dias aqui, e quando eles foram embora, parecia que eu tinha ficado mais vulnerável a tudo, como se uma parte de mim quisesse ir com eles, e outra quisesse ficar. E sabe o que aconteceu? Cinco dias não foram o suficiente pra aquela saudade que já vinha acumulada ir toda embora. Quando eles sairam daqui, parece que tudo triplicou. Toda a saudade que eu sentia há quatro meses, triplicou em alguns dias. Esse tipo de coisa, acho que não tem explicação, é do ser humano, enfim, não faço nem ideia do porquê de que isso acontece.
Meus amigos. Outra grande parte que componhe minha saudade. Sinto falta de todos, e de uma forma bem singular. Seja ouvindo uma música e lembrando de um, ou vendo uma foto e lembrando de outro. Em muitos diferentes métodos, eu lembro de cada um. Acredito que agora esteja mais fácil me dá com esse tipo de saudade, pois eu tinha medo de um dia cair no esquecimento deles, ou algo do tipo. Mas só depois que eu me dei conta, que isso é uma experiência maravilhosa pra você poder colocar na peneira e avaliar quem realmente gosta de você. Após cinco meses, agora posso perceber qual das pessoas que eu considerava 'meus amigos' são realmente meus amigos. E não é difícil ver isso não, é fácil de perceber, é fácil analisar aqueles que fazem questão de verdade de conversar comigo e aqueles que no máximo deixam um recadinho - Ou nem isso.
Esse tipo de pensamento pode parecer forte demais, mas não é. É só verdade. Depois que eu voltar pra Recife, eu já vou poder ter a certeza dos quais são verdadeiramente meus amigos - Seja por ter se preocupado comigo aqui, por ter mandado uma mensagem perguntando como eu tou, por ter conversado horas comigo, perguntando minhas novidades. Ou seja pelo método da saudade, aqueles que eu sinto saudade daqui, tenho certeza que são os que eu realmente gosto. Hoje em dia, essa parte da minha saudade, não se torna mais uma preocupação, pois eu já sei quais são meus amigos e quais eu poderei contar daqui pra frente.
Falei, falei, falei, e ainda não cheguei em um dos pontos mais importantes, pelo qual eu tou escrevendo tudo isso aqui hoje. Sabem qual é? O nome é Isabela. Sim, Isabela.
Nunca, absolutamente nunca tinha sentido saudade dela. Nos meus 17 anos de vida, e nos 15 dela, nunca passamos muito tempo longe um do outro. No máximo, uma viagem, um final de semana na casa de amigos, ou algo do tipo. Sempre fomos juntos assim, e esse é o motivo de que eu sinto tanta saudade dela. Para os que não sabem, Isabela é minha irmã. Nunca imaginei que um dia iria tá escrevendo aqui sobre isso, mostrando meus sentimentos, e principalmente quando se fala em Isabela. Sempre fomos unidos, e sempre gostamos um do outro, porém, nunca fomos de demostrar isso. Sempre foi aquela situação de 'gosto do meu jeito, não preciso mostrar isso'. Até nas brigas tinha um pouco de amor, quando em dez minutos depois, um ou outro arrumava algum motivo de começar a pentelhar de novo. E isso me faz uma falta danada.
Pra falar a verdade, ela sempre foi minha companheira naqueles domingos que a gente ira pra casa de algum amigo de painho, e os dois ficavam de cara feia, e ao chegar em casa, levavamos broncas em dose dupla. Ou então quando iriamos dormir às 20h30 sem sono nenhum e ficavamos conversando potoca até o primeiro se entregar ao sono. Isso tudo são fatores que me levam a pensar tanto nela e a sentir uma saudade absurda. E sabe quando foi que eu me dei conta disso? Sábado passado. Exatamente isso, sábado passado a minha ficha caiu.
A gente já vinha conversando há mais de um mês sobre a abertura dos jogos dela, da dança dela, e a ansiedade que ela tava, passava pra mim cada vez mais. Até que dia 11 de maio foi a tão esperada abertura, a coitada ficou em quarto, mas com o mérito de primeiro. Bem, voltando ao 'sábado passado', foi nesse dia que eu vi o primeiro vídeo da dança dela, e não sei, senti algo diferente de quando via fotos normais. Acho que ao ver um vídeo, ver a pessoa se movimentando, sorrindo, dançando, dá uma impressão maior de realidade do que foto, apesar de achar que foto é algo extraordinário, acredito que o vídeo possibilite um contato maior. Quando vi o vídeo dela dançando, me deu uma batida diferente, uma sensação de alegria em vê-la feliz em cumprir tamanha dedicação e esforço com aquela apresentação, e aí, me deu uma saudade enorme. E foi a partir daí, que eu me toquei do quanto tou sentindo falta dela.
Enfim, já me prolonguei muito, digo até que eu me empoguei escrevendo esse tipo de coisa. Vou parar por aqui, porque jajá tenho que ir alí comprar um hamburguer - pelo amor de Deus, hambuguer não!!!- pra almoçar. Minha mensagem final, é só que eu amo demais essas quatro pessoas da foto, amo minha família (Avós, tios, tias, primos, primas), amo Nadja e os meus amigos também. E em muito em breve, estaremos juntos de novo.
Ps.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Whistler.
No feriado da semana santa, fiz a primeira viagem com a escola. Fomos para Whistler e passamos três dias lá. Whistler fica há umas duas horas daqui de Vancouver e é uma cidade bem pequena, mas muito bonita. Acredito que seja a montanha mais famosa por aqui, pois é uma das maiores e que as pessoas que esquiam consideram a melhor pra praticar o esporte. E também foi lá que ocorreu as Olimpíadas de Inverno de 2010, por isso, a cidade se tornou um grande foco para o turísmo.
Saímos daqui na Sexta pela manhã e chegamos lá um pouco depois da hora do almoço, fomos logo conhecer a vila, onde ficam os bares, boates, lojinhas, restaurantes, lanchonetes e esse símbolo das Olimpíadas. Como tava havendo um festival, a cidade tava cheia de gente, música pra todo lado e calor também - Pois é, CALOR! Na minha mala, tinham uns quatro casacos gigantes de frio, pois como é uma montanha, todo mundo fala que o frio é insuportável, e essa é a lógica. Porém, tivemos sorte de pegar os três dias de sol quente, e como o inverno já tá indo embora, o tempo tava lindo demais. Só com um casaco fininho resolvia o problema.
Depois de conhecer a vila, fomos nos acomodar no hotel e à noite foi totalmene livre, todo mundo poderia fazer o que quizesse. No outro dia, foi o dia de ir nas montanhas, quem quizesse esquiar, era só esquiar, mas como já tentei uma vez antes e percebi que não nasci pra isso, preferi só subir na montanha e olhar a paisagem mesmo. E foi isso que eu fiz, subi com um amigo que também não ia esquiar e ficamos vendo as paisagens, tirando fotos e claro, rindo dos nossos outros amigos que se atreveram a tentar esquiar. No outro dia, ninguém não conseguia nem mexer as pernas.
E finalmente no último dia, fizemos uma trilha pra conhecer um lago congelado, uma das coisas mais bonitas que eu já vi na vida, sem dúvidas. A vontade de caminhar o lago todo era fora do normal, mas o guia falou logo no começo que era perigoso, pois com o final do inverno, a camada de gelo tava ficando cada vez mais fina, então o perigo de quebrar era muito maior, logo, voltei pra casa sem caminhar sobre a água.
Assim, acabou a semana santa e começou mais uma sessão de novas aulas. Nessa minha penúltima sessão, escolhi fazer a primeira aula de discurssões sobre acontecimentos mundiais como fome, pobreza, aborto, legalização de drogas, e pela tarde eu optei a aula de escrita, pra aprimorar essa parte do inglês. Continuo escrevendo pra vocês o mais breve possível.
Ps.
Saímos daqui na Sexta pela manhã e chegamos lá um pouco depois da hora do almoço, fomos logo conhecer a vila, onde ficam os bares, boates, lojinhas, restaurantes, lanchonetes e esse símbolo das Olimpíadas. Como tava havendo um festival, a cidade tava cheia de gente, música pra todo lado e calor também - Pois é, CALOR! Na minha mala, tinham uns quatro casacos gigantes de frio, pois como é uma montanha, todo mundo fala que o frio é insuportável, e essa é a lógica. Porém, tivemos sorte de pegar os três dias de sol quente, e como o inverno já tá indo embora, o tempo tava lindo demais. Só com um casaco fininho resolvia o problema.
Depois de conhecer a vila, fomos nos acomodar no hotel e à noite foi totalmene livre, todo mundo poderia fazer o que quizesse. No outro dia, foi o dia de ir nas montanhas, quem quizesse esquiar, era só esquiar, mas como já tentei uma vez antes e percebi que não nasci pra isso, preferi só subir na montanha e olhar a paisagem mesmo. E foi isso que eu fiz, subi com um amigo que também não ia esquiar e ficamos vendo as paisagens, tirando fotos e claro, rindo dos nossos outros amigos que se atreveram a tentar esquiar. No outro dia, ninguém não conseguia nem mexer as pernas.
E finalmente no último dia, fizemos uma trilha pra conhecer um lago congelado, uma das coisas mais bonitas que eu já vi na vida, sem dúvidas. A vontade de caminhar o lago todo era fora do normal, mas o guia falou logo no começo que era perigoso, pois com o final do inverno, a camada de gelo tava ficando cada vez mais fina, então o perigo de quebrar era muito maior, logo, voltei pra casa sem caminhar sobre a água.
Assim, acabou a semana santa e começou mais uma sessão de novas aulas. Nessa minha penúltima sessão, escolhi fazer a primeira aula de discurssões sobre acontecimentos mundiais como fome, pobreza, aborto, legalização de drogas, e pela tarde eu optei a aula de escrita, pra aprimorar essa parte do inglês. Continuo escrevendo pra vocês o mais breve possível.
Ps.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Vamos à praia.
Primeira impressão que tive ao ver a imagem das pessoas na praia em uma cidade fria: que coisa estranha. A segunda impressão já foi diferente: que coisa engraçada.
No último final de semana, foi a segunda vez que fui à praia aqui em Vancouver. A primeira vez que eu tinha ido, foi em Janeiro, e como o tempo estava bastante nublado, não me espantei tanto, pois não vi quase ninguém por lá. Coisa que eu já esperava. Porém, quando fui da segunda fez, foi em um dia de sol forte, entretanto, muito frio. E aí sim, me espantei bastante com todo o cenário que eu presenciei.
Ambas as vezes que fui, ao chegar no mar fui logo colocando a mão na água e em seguida, colocando a mão na boca, só pra sentir o gostinho do mar. Coisa que eu achava que só eu tinha feito, mas ao conversar com outros brasileiros que vivem em cidades litorâneas e costumam frequentar a praia, eles me afirmaram que fizeram a mesma coisa. O porquê? Eu não sei. Depois de mais de três meses sem nem saber mais o que é passar um dia de sol na praia, quando fui na mesma no último Sábado e pude sentir o cheirinho de mar, mesmo antes de chegar na areia, já me deu uma sensação maravilhosa de 'é com isso que eu me identifico'.
Quando fui em Janeiro, não aproveitei nada, pois o tempo estava muito feio, só deu tempo de olhar, tirar algumas fotos e voltar. Mas dessa última vez, nós chegamos e ficamos um bom tempo curtindo um dia de sol na praia. Mesmo que pra isso, precisasse usar alguns casacos. Quer saber como é a imagem de um dia de sol na praia em uma cidade como Vancouver? Primeiro, apague toda a imagem que você tem sobre praia em qualquer lugar do Brasil. Garanto que ficará mais fácil.
Sem absolutamente ninguém na água - Claro! - e algumas criaças, parecendo uns pacotes de presente, brincando na areia, já nos mostra o quanto é diferente. Os canadenses adoram ir à praia, sem dúvidas é um passeio bem fora da rotina deles. Porém, eles fazem o uso da mesma, dependendo das condições que o tempo lhes oferece. Como o dia estava com bastante sol, então foi muito comum ver muitas pessoas sentadas na areia, só conversando e tomando café - Sim, café. E essa foi logo a primeira piadinha que nós tiramos: no Brasil, quando surge a ideia de ir à praia, as conversas são logo do tipo 'Vamos comprar umas cervejas e ficar curtindo o sol'. Aqui, não é bem assim por dois motivos: o primeiro, é que não se pode beber nada alcoolico nas ruas, e isso, inclui parques, shoppings, e até praias. Se você quiser beber, tem que ir aos bares ou boates. E o segundo motivo, é que é completamente impossível tomar uma cerveja gelada no tempo que Vancouver apresenta. Logo, do outro lado da rua, tem uma grande franquia da Starbucks, onde é muito comum as pessoas pararem lá antes de ir à praia, e comprarem seus cafés.
Outra utilidade que esse ambiente proporciona para as pessoas, é de fazer atividades físicas, como por exemplo, caminhadas e corridas. Como a praia apresenta um grande 'calçadão', as pessoas aproveitam para se exercitarem nos mesmos.
E finalmente, outro ponto que algumas pessoas realmente gostam de apreciar nas praias, é fumar maconha. Pode parecer engraçado ou mentira, mas não é. Nessa última vez que estive lá, sem ficar atento em quem estava fumando ou não, somente sentido o cheiro por onde eu passava, eu pude ver três diferentes grupos de pessoas fazendo o uso da droga em frente ao mar. Como aqui não é algo que a polícia se preocupa muito em apreender, eles ficam muito mais tranquilos pra usar a mesma. E esse é um tópico que eu vou contar a vocês na próxima postagem: como funciona o esquema de uso de drogas aqui em Vancouver.
Sem mais, é basicamente dessa forma que as pessoas apreciam um dia de sol em qualquer praia daqui de Vancouver.
Ps.
No último final de semana, foi a segunda vez que fui à praia aqui em Vancouver. A primeira vez que eu tinha ido, foi em Janeiro, e como o tempo estava bastante nublado, não me espantei tanto, pois não vi quase ninguém por lá. Coisa que eu já esperava. Porém, quando fui da segunda fez, foi em um dia de sol forte, entretanto, muito frio. E aí sim, me espantei bastante com todo o cenário que eu presenciei.
Ambas as vezes que fui, ao chegar no mar fui logo colocando a mão na água e em seguida, colocando a mão na boca, só pra sentir o gostinho do mar. Coisa que eu achava que só eu tinha feito, mas ao conversar com outros brasileiros que vivem em cidades litorâneas e costumam frequentar a praia, eles me afirmaram que fizeram a mesma coisa. O porquê? Eu não sei. Depois de mais de três meses sem nem saber mais o que é passar um dia de sol na praia, quando fui na mesma no último Sábado e pude sentir o cheirinho de mar, mesmo antes de chegar na areia, já me deu uma sensação maravilhosa de 'é com isso que eu me identifico'.
Quando fui em Janeiro, não aproveitei nada, pois o tempo estava muito feio, só deu tempo de olhar, tirar algumas fotos e voltar. Mas dessa última vez, nós chegamos e ficamos um bom tempo curtindo um dia de sol na praia. Mesmo que pra isso, precisasse usar alguns casacos. Quer saber como é a imagem de um dia de sol na praia em uma cidade como Vancouver? Primeiro, apague toda a imagem que você tem sobre praia em qualquer lugar do Brasil. Garanto que ficará mais fácil.
Sem absolutamente ninguém na água - Claro! - e algumas criaças, parecendo uns pacotes de presente, brincando na areia, já nos mostra o quanto é diferente. Os canadenses adoram ir à praia, sem dúvidas é um passeio bem fora da rotina deles. Porém, eles fazem o uso da mesma, dependendo das condições que o tempo lhes oferece. Como o dia estava com bastante sol, então foi muito comum ver muitas pessoas sentadas na areia, só conversando e tomando café - Sim, café. E essa foi logo a primeira piadinha que nós tiramos: no Brasil, quando surge a ideia de ir à praia, as conversas são logo do tipo 'Vamos comprar umas cervejas e ficar curtindo o sol'. Aqui, não é bem assim por dois motivos: o primeiro, é que não se pode beber nada alcoolico nas ruas, e isso, inclui parques, shoppings, e até praias. Se você quiser beber, tem que ir aos bares ou boates. E o segundo motivo, é que é completamente impossível tomar uma cerveja gelada no tempo que Vancouver apresenta. Logo, do outro lado da rua, tem uma grande franquia da Starbucks, onde é muito comum as pessoas pararem lá antes de ir à praia, e comprarem seus cafés.
Outra utilidade que esse ambiente proporciona para as pessoas, é de fazer atividades físicas, como por exemplo, caminhadas e corridas. Como a praia apresenta um grande 'calçadão', as pessoas aproveitam para se exercitarem nos mesmos.
E finalmente, outro ponto que algumas pessoas realmente gostam de apreciar nas praias, é fumar maconha. Pode parecer engraçado ou mentira, mas não é. Nessa última vez que estive lá, sem ficar atento em quem estava fumando ou não, somente sentido o cheiro por onde eu passava, eu pude ver três diferentes grupos de pessoas fazendo o uso da droga em frente ao mar. Como aqui não é algo que a polícia se preocupa muito em apreender, eles ficam muito mais tranquilos pra usar a mesma. E esse é um tópico que eu vou contar a vocês na próxima postagem: como funciona o esquema de uso de drogas aqui em Vancouver.
Sem mais, é basicamente dessa forma que as pessoas apreciam um dia de sol em qualquer praia daqui de Vancouver.
Ps.
sábado, 2 de abril de 2011
Quatro estações muito bem definidas.
Nunca tinha visto em lugar nenhum algo tão impressionante como a mudança das paisagens com o decorrer das estações do ano como aqui. Fico realmente impressionado porque em Recife e acredito que em quase todas as cidades do Brasil, nós não temos grandes mudanças entre as estações. Pra falar a verdade, acho que nem existem mudanças. Primeiramente, primavera e outono nós não temos, e a única diferença no "inverno" nordestino, é que chove um pouco mais.
A temperatura não sofre oscilações no decorrer do ano. De Janeiro até Dezembro, o termômetro praticamente marca sempre a mesma temperatura. A diferença fica concentrada no dia e na noite, onde podemos ter um clima menos quente durante a noite.
Enfim, dei essa introdução pra fazer um grau comparativo com o tempo em Vancouver. Sendo a segunda cidade mais quente do Canadá, perdendo só para Victória, Vancouver é considerada o melhor lugar de se morar por aqui, pois é a cidade que tem o tempo mais favorável, já que os outros lugares como Toronto, Montreal, Quebec, apresentam um inverno com temperaturas baixíssimas, chegando aos menos 20/30/40 graus. Além de que, tem neve o tempo todo, atributo chato demais, diga-se de passagem.
Cheguei aqui em pleno auge do inverno, o mínimo que eu peguei foi em torno de -5 graus. Sim, era um frio insuportável, mas nada que pudesse se comparar as outras cidades. Agora, no começo de Abril, já estamos no fim do inverno e está se dando inícil à Primavera. É de ficar com a boca aberta ao perceber o quão diferente a cidade já está desde que eu cheguei, a começar pelas árvores. Podem perceber na foto desta postagem, essa é a vista da janela do meu quarto, é o mesmo lugar da foto principal do blog. Tomem nota do quanto as árvores estão bonitas com a chegada da primavera.
Depois da primavera, chega o verão, porém, não vou estar aqui pra curtir a melhor época do verão vancouvenho, que é no mês de Julho. Mas vou pegar o começo do mesmo e todos dizem que é a melhor época do ano pra se visitar a cidade, pois não é preciso sair de casa com milhões de casacos, muito pelo contrário: não precisa de casacos. E é nessa parte do ano que os lugares ficam mais acessíveis e mais bonitos de conhecer. Mas não tem problema, os lugares eu já conheci quase todos, e garanto que não deixaram de ser menos bonitos só porque foi no inverno, e outra, nessa época eu vou está no inverno da minha cidade maravilhosa, cuja tem a temperatuda do inverno mais quente que a do verão daqui.
Ps.
A temperatura não sofre oscilações no decorrer do ano. De Janeiro até Dezembro, o termômetro praticamente marca sempre a mesma temperatura. A diferença fica concentrada no dia e na noite, onde podemos ter um clima menos quente durante a noite.
Enfim, dei essa introdução pra fazer um grau comparativo com o tempo em Vancouver. Sendo a segunda cidade mais quente do Canadá, perdendo só para Victória, Vancouver é considerada o melhor lugar de se morar por aqui, pois é a cidade que tem o tempo mais favorável, já que os outros lugares como Toronto, Montreal, Quebec, apresentam um inverno com temperaturas baixíssimas, chegando aos menos 20/30/40 graus. Além de que, tem neve o tempo todo, atributo chato demais, diga-se de passagem.
Cheguei aqui em pleno auge do inverno, o mínimo que eu peguei foi em torno de -5 graus. Sim, era um frio insuportável, mas nada que pudesse se comparar as outras cidades. Agora, no começo de Abril, já estamos no fim do inverno e está se dando inícil à Primavera. É de ficar com a boca aberta ao perceber o quão diferente a cidade já está desde que eu cheguei, a começar pelas árvores. Podem perceber na foto desta postagem, essa é a vista da janela do meu quarto, é o mesmo lugar da foto principal do blog. Tomem nota do quanto as árvores estão bonitas com a chegada da primavera.
Depois da primavera, chega o verão, porém, não vou estar aqui pra curtir a melhor época do verão vancouvenho, que é no mês de Julho. Mas vou pegar o começo do mesmo e todos dizem que é a melhor época do ano pra se visitar a cidade, pois não é preciso sair de casa com milhões de casacos, muito pelo contrário: não precisa de casacos. E é nessa parte do ano que os lugares ficam mais acessíveis e mais bonitos de conhecer. Mas não tem problema, os lugares eu já conheci quase todos, e garanto que não deixaram de ser menos bonitos só porque foi no inverno, e outra, nessa época eu vou está no inverno da minha cidade maravilhosa, cuja tem a temperatuda do inverno mais quente que a do verão daqui.
Ps.
sábado, 26 de março de 2011
Meio.
Pra mim, é muito estranho parar, analisar o tempo e perceber que cheguei exatamente no meio do meu intercâmbio. Hoje, dia 26 de Março, fazem 85 dias que eu estou aqui e faltam 85 dias para eu chegar em casa.
O tempo passou tão rápido, que quando eu menos esperei, já passou a metade da minha estadia no Canadá. Junto a isso, essa semana que se passou foi a última semana da minha sessão de aulas de Março. Nas quais eu assisti aula de Comunicação pela manhã - Essa é a foto da turma de Comunicação - e Audição pela tarde.
Considerei a aula de Comunicação muito boa e bastante dinâmica, a professora era muito gente boa e engraçada, porém, a aula de Audição era bastante monótona, pois todos os dias nós fazíamos a mesma coisa e o tempo passava se arrastando. Enfim, já passaram e na última Quarta-feira eu escolhi as aulas que vou assistir nas próximas quatro semanas.
Para a aula da manhã, optei por uma aula cujo nome é Pessoas e lugares famosos, onde a gente discutirá sobre vidas de pessoas famosas, como Bob Marley, John Lennon, Gandhi e sobre histórias do que já aconteceu eu lugares famosos, como Nova Iorque, Roma, Grécia. Pela tarde, minha professora me recomendou fazer aula de Discurso em público, ela disse que isso poderia me ajudar a falar mais devagar em uma conversa com muitas pessoas.
Bem, acredito que era só isso que eu precisava dizer pra deixar vocês mais atualizados. Com a chegada do meio da viagem, agora só faltam mais três meses de aula, cujos eu tenho certeza que vão passar bem mais rápido do que os três que já passaram.
Ps.
O tempo passou tão rápido, que quando eu menos esperei, já passou a metade da minha estadia no Canadá. Junto a isso, essa semana que se passou foi a última semana da minha sessão de aulas de Março. Nas quais eu assisti aula de Comunicação pela manhã - Essa é a foto da turma de Comunicação - e Audição pela tarde.
Considerei a aula de Comunicação muito boa e bastante dinâmica, a professora era muito gente boa e engraçada, porém, a aula de Audição era bastante monótona, pois todos os dias nós fazíamos a mesma coisa e o tempo passava se arrastando. Enfim, já passaram e na última Quarta-feira eu escolhi as aulas que vou assistir nas próximas quatro semanas.
Para a aula da manhã, optei por uma aula cujo nome é Pessoas e lugares famosos, onde a gente discutirá sobre vidas de pessoas famosas, como Bob Marley, John Lennon, Gandhi e sobre histórias do que já aconteceu eu lugares famosos, como Nova Iorque, Roma, Grécia. Pela tarde, minha professora me recomendou fazer aula de Discurso em público, ela disse que isso poderia me ajudar a falar mais devagar em uma conversa com muitas pessoas.
Bem, acredito que era só isso que eu precisava dizer pra deixar vocês mais atualizados. Com a chegada do meio da viagem, agora só faltam mais três meses de aula, cujos eu tenho certeza que vão passar bem mais rápido do que os três que já passaram.
Ps.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Dois pequenos assuntos.
Tenho duas coisas pra contar hoje, uma bem engraçada e outra bem interessante. Como ambas são pequenas, resolvi fazer a mesma postagem para as duas.
Vou começar contando sobre a mudança de horário no Canadá na última Segunda (13/03). Domingo passado antes de dormir, meu host father me perguntou se eu já tinha ajeitado meu relógio, não entendi o porquê dele ter perguntado isso mas respondi que sim, pois na semana passada eu tinha acordado tarde um dia e minha desculpa pelos vinte minutos a mais de sono foi que meu relógio tinha quebrado. Logo, pensei que ele estava se referindo a isso. Respondi sem muitas delongas: sim, já ajeitei.
Fui dormir achando-o completamente louco, pois eu tinha me atrasado na última Quarta-feira e na Quinta e na Sexta seguinte eu acordei no horário normal, logo, não haveria motivos para ele me perguntar isso, já que teoricamente eu já teria ajeitado o relógio. Mesmo achando muito estranho, fui dormir sem perguntar mais nada.
Na Segunda-feira, às 6h50 da manhã, eu acordo com minha host mother batendo na porta do meu quarto e gritando 'PEDROOOO, JÁ SÃO QUASE 8 HORAS, VOCÊ TÁ ATRASADO!!'. Ao ouvir o grito, primeiramente eu já penso 'Essa mulher tá louca', olho para o relógio, vejo que são 6h50 e confirmo o que estava pensando 'Essa mulher está muito louca', mas mesmo assim levantei, abri a porta e disse 'O que houve? Ainda são 6h50, eu só levando às 7h30' fazendo uma cara de desprezo, ela me disse 'Não! Já são 7h50, meu marido não lhe perguntou ontem se você tinha ajeitado o relógio?' Daí, caiu a ficha que nós tinhamos entrado no horário de verão, e todos deveriam adiantar em uma hora os relógios. Percebi o quão atrasado eu estava e fui correndo fazer as coisas, cheguei na escola com meia hora de atraso e passei o resto do dia completamente louco. Pra falar a verdade, ainda tô me adaptando com essa mudança, pois é horrivel acordar às 7h30 e ver que o tempo ainda está totalmente escuro.
Quando cheguei em casa, eu pedi desculpas pela minha falha e disse que não tinha entendido o que meu host father tinha me falado em relação ao relógio.
Mudando completamente de assunto, agora eu vou falar sobre a vida dos deficientes físicos em Vancouver. Sem dúvidas, um deficiente físico que mora aqui, não vai querer nunca se mudar para outro lugar, pois é de se impressionar o respeito que essa cidade tem para com os mesmos.
Todas, absolutamente todas as calçadas da grande Vancouver tem uma inclinação para os cadeirantes. Aqui, um deficiente pode sair desacompanhado de sua casa e cruzar toda a cidade sem nenhuma dificuldade, incluindo o uso dos ônibus e do skytrain. Em Recife eu já vi alguns ônibus que tem um elevador para os cadeirantes, porém convenhamos que não faz muita diferença. Para um cadeirante entrar no ônibus leva minutos, pois é preciso a força física de alguém para lhe colocar no elevador, além de esperar um bom tempo até o elevador baixar por completo. Enfim, causando um contrangimento para o deficiente, ao pensar - e saber - que está atrasando a viagem dos outros passageiros.
Os ônibus daqui são diferentes, quando o motorista ver algum deficiente na parada, basta ele estacionar o ônibus e acionar um botão, que em questão de segundos uma rampa chega até a calçada, e dessa forma, o deficiente pode entrar no ônibus. Ao fazer a mesma coisa para sair, ele pode seguir o seu trajeto, andando pelas calçadas, atravessando as ruas, até chegar em alguma estação de skytrain, usar o elevador - presente em todas as estações - e chegar ao local do trem. Dessa forma, eles podem ir e vir com total independência.
Esses fatos são sem dúvidas de se admirar, pois a sensação que um cadeirante tem de se sentir nas mesmas condições de uma pessoa que tem os movimentos das pernas, é de que ser deficiente não sinônimo de problema e dessa forma, acredito que não se torna algo tão depressivo o fato de precisar de uma cadeira para se locomover.
Essa foto mostra exatamente como é a rampa para os cadeirantes, presente em todos os ônibus da cidade.
Ps.
Vou começar contando sobre a mudança de horário no Canadá na última Segunda (13/03). Domingo passado antes de dormir, meu host father me perguntou se eu já tinha ajeitado meu relógio, não entendi o porquê dele ter perguntado isso mas respondi que sim, pois na semana passada eu tinha acordado tarde um dia e minha desculpa pelos vinte minutos a mais de sono foi que meu relógio tinha quebrado. Logo, pensei que ele estava se referindo a isso. Respondi sem muitas delongas: sim, já ajeitei.
Fui dormir achando-o completamente louco, pois eu tinha me atrasado na última Quarta-feira e na Quinta e na Sexta seguinte eu acordei no horário normal, logo, não haveria motivos para ele me perguntar isso, já que teoricamente eu já teria ajeitado o relógio. Mesmo achando muito estranho, fui dormir sem perguntar mais nada.
Na Segunda-feira, às 6h50 da manhã, eu acordo com minha host mother batendo na porta do meu quarto e gritando 'PEDROOOO, JÁ SÃO QUASE 8 HORAS, VOCÊ TÁ ATRASADO!!'. Ao ouvir o grito, primeiramente eu já penso 'Essa mulher tá louca', olho para o relógio, vejo que são 6h50 e confirmo o que estava pensando 'Essa mulher está muito louca', mas mesmo assim levantei, abri a porta e disse 'O que houve? Ainda são 6h50, eu só levando às 7h30' fazendo uma cara de desprezo, ela me disse 'Não! Já são 7h50, meu marido não lhe perguntou ontem se você tinha ajeitado o relógio?' Daí, caiu a ficha que nós tinhamos entrado no horário de verão, e todos deveriam adiantar em uma hora os relógios. Percebi o quão atrasado eu estava e fui correndo fazer as coisas, cheguei na escola com meia hora de atraso e passei o resto do dia completamente louco. Pra falar a verdade, ainda tô me adaptando com essa mudança, pois é horrivel acordar às 7h30 e ver que o tempo ainda está totalmente escuro.
Quando cheguei em casa, eu pedi desculpas pela minha falha e disse que não tinha entendido o que meu host father tinha me falado em relação ao relógio.
Mudando completamente de assunto, agora eu vou falar sobre a vida dos deficientes físicos em Vancouver. Sem dúvidas, um deficiente físico que mora aqui, não vai querer nunca se mudar para outro lugar, pois é de se impressionar o respeito que essa cidade tem para com os mesmos.
Todas, absolutamente todas as calçadas da grande Vancouver tem uma inclinação para os cadeirantes. Aqui, um deficiente pode sair desacompanhado de sua casa e cruzar toda a cidade sem nenhuma dificuldade, incluindo o uso dos ônibus e do skytrain. Em Recife eu já vi alguns ônibus que tem um elevador para os cadeirantes, porém convenhamos que não faz muita diferença. Para um cadeirante entrar no ônibus leva minutos, pois é preciso a força física de alguém para lhe colocar no elevador, além de esperar um bom tempo até o elevador baixar por completo. Enfim, causando um contrangimento para o deficiente, ao pensar - e saber - que está atrasando a viagem dos outros passageiros.
Os ônibus daqui são diferentes, quando o motorista ver algum deficiente na parada, basta ele estacionar o ônibus e acionar um botão, que em questão de segundos uma rampa chega até a calçada, e dessa forma, o deficiente pode entrar no ônibus. Ao fazer a mesma coisa para sair, ele pode seguir o seu trajeto, andando pelas calçadas, atravessando as ruas, até chegar em alguma estação de skytrain, usar o elevador - presente em todas as estações - e chegar ao local do trem. Dessa forma, eles podem ir e vir com total independência.
Esses fatos são sem dúvidas de se admirar, pois a sensação que um cadeirante tem de se sentir nas mesmas condições de uma pessoa que tem os movimentos das pernas, é de que ser deficiente não sinônimo de problema e dessa forma, acredito que não se torna algo tão depressivo o fato de precisar de uma cadeira para se locomover.
Essa foto mostra exatamente como é a rampa para os cadeirantes, presente em todos os ônibus da cidade.
Ps.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Vancouver Multicultural.
Se eu tivesse que definir Vancouver em uma palavra, acho que seria 'Multicultural', pois com mais de dois meses aqui, eu ainda me impressiono com a quantidade de culturas e modos de vida diferentes que existem nessa cidade. Lugar onde brasileiros, árabes, coreanos, colombianos, japoneses, franceses e outros inúmeros estrangeiros vivem juntos. As vezes eu acho que é até mais difícil encontrar algum canadense do que estrangeiro nas ruas de Vancouver.
A minha escola, é uma escola de linguas, onde só estudam pessoas de outros países que vem para cá pra aprender ou aumentar seus níveis de inglês, e isso me faz ter contato todos os dias com dezenas de pessoas de diferentes lugares do mundo, com diferentes histórias pra contar. Algumas histórias, eu ouço inúmeras vezes e nunca me canso, pois determinadas coisas me impressionam bastante. Assim como, alguns modos e costumes brasileiros impressionam os estudantes asiáticos.
Tô escrevendo aqui hoje pra contar a vocês sobre histórias que me chamam bastante atenção sobre os costumes de outros países, alguns são bem engraçados, eu garanto. Vou começar contando os fatos mais interessantes de outras culturas, e depois conto os fatos que os asiáticos ficam mais impressionados com determinados hábitos brasileiros.
Coreana, japonesa e árabe são as culturas que eu fico mais impressionado ao saber de algo. Por exemplo, na Arábia existem praticamente dois mundos, um para os homens e outro para as mulheres, absolutamente tudo é separado, como escolas, festas, mercados, shoppings. Exceto hospitais, nos mesmos homens e mulheres podem trabalhar juntos. O homem pode ter quatro esposas, mas cada uma em uma casa diferente. A Arábia é um país extremamente quente, mas as mulheres não podem sair de casa de jeito nenhum sem roupas que cubram-a da cabeça aos pés, e ela só pode tirar o pano da cabeça em casa e se não tiver ninguém que não seja da família. Outra coisa interessante é que todos, absolutamente todos os homens árabes que eu conheci aqui fumam. Acho que é uma condição pra ser árabe, Deus deve dizer: você vai ser árabe, logo, fume.
Japoneses e coreanos tem modos muito similares de viver, eles prezam muito pelo respeito para com pessoas mais velhas, tanto é que é muito importante saber da idade das outras pessoas, para que assim você possa cumprimenta-la de uma determinada forma diferente. Coreanos tem um método diferente de contabilizar a idade, eles sempre tem dois anos a mais do que o normal. Por exemplo, quando pergunto a idade de algum deles, eles sempre respondem "Na Corea 25, aqui 23". Isso é porque eles contabilizam assim: quando a criança nasce, ela já tem um ano, e no próximo primeiro de Janeiro, ela faz dois anos. Então, se uma criança nasce dia 31 de Dezembro, no outro dia ela já vai ter dois anos, quando na verdade, só tem dois dias de vida. E isso é bastante engraçado, pois duas crianças que nascem no mesmo ano, uma no dia 1 de Janeiro e outra no dia 31 de Dezembro, vão ter a mesma idade.
Quanto aos costumes brasileiros que deixam asiáticos de boca aberta: pra eles, é a coisa mais absurda do mundo ir para festas todos os finais de semana, e as vezes, ir também no meio da semana. Quando digo para eles que também é normal ir para uma festa e beijar mais de uma pessoa em uma noite só, eles também ficam impressionados, achando coisa de outro mundo, principalmente as meninas. Elas já fazem uma cara de 'Ai meu Deus, não acredito!' e sempre ficam com vergonha de conversar sobre esses tipos de assunto.
Pra finalizar, essa foto foi na última segunda no aniversário do estudante tailândes que mora aqui em casa. Fizeram uma janta estupidamente grande, vinheram todos os membros da família que nós conhecemos e depois teve um bolo pra cantar parabéns para o mesmo. Nessa noite ele faturou uns quatro presentes, ficou todo besta de felicidade.
Ps.
A minha escola, é uma escola de linguas, onde só estudam pessoas de outros países que vem para cá pra aprender ou aumentar seus níveis de inglês, e isso me faz ter contato todos os dias com dezenas de pessoas de diferentes lugares do mundo, com diferentes histórias pra contar. Algumas histórias, eu ouço inúmeras vezes e nunca me canso, pois determinadas coisas me impressionam bastante. Assim como, alguns modos e costumes brasileiros impressionam os estudantes asiáticos.
Tô escrevendo aqui hoje pra contar a vocês sobre histórias que me chamam bastante atenção sobre os costumes de outros países, alguns são bem engraçados, eu garanto. Vou começar contando os fatos mais interessantes de outras culturas, e depois conto os fatos que os asiáticos ficam mais impressionados com determinados hábitos brasileiros.
Coreana, japonesa e árabe são as culturas que eu fico mais impressionado ao saber de algo. Por exemplo, na Arábia existem praticamente dois mundos, um para os homens e outro para as mulheres, absolutamente tudo é separado, como escolas, festas, mercados, shoppings. Exceto hospitais, nos mesmos homens e mulheres podem trabalhar juntos. O homem pode ter quatro esposas, mas cada uma em uma casa diferente. A Arábia é um país extremamente quente, mas as mulheres não podem sair de casa de jeito nenhum sem roupas que cubram-a da cabeça aos pés, e ela só pode tirar o pano da cabeça em casa e se não tiver ninguém que não seja da família. Outra coisa interessante é que todos, absolutamente todos os homens árabes que eu conheci aqui fumam. Acho que é uma condição pra ser árabe, Deus deve dizer: você vai ser árabe, logo, fume.
Japoneses e coreanos tem modos muito similares de viver, eles prezam muito pelo respeito para com pessoas mais velhas, tanto é que é muito importante saber da idade das outras pessoas, para que assim você possa cumprimenta-la de uma determinada forma diferente. Coreanos tem um método diferente de contabilizar a idade, eles sempre tem dois anos a mais do que o normal. Por exemplo, quando pergunto a idade de algum deles, eles sempre respondem "Na Corea 25, aqui 23". Isso é porque eles contabilizam assim: quando a criança nasce, ela já tem um ano, e no próximo primeiro de Janeiro, ela faz dois anos. Então, se uma criança nasce dia 31 de Dezembro, no outro dia ela já vai ter dois anos, quando na verdade, só tem dois dias de vida. E isso é bastante engraçado, pois duas crianças que nascem no mesmo ano, uma no dia 1 de Janeiro e outra no dia 31 de Dezembro, vão ter a mesma idade.
Quanto aos costumes brasileiros que deixam asiáticos de boca aberta: pra eles, é a coisa mais absurda do mundo ir para festas todos os finais de semana, e as vezes, ir também no meio da semana. Quando digo para eles que também é normal ir para uma festa e beijar mais de uma pessoa em uma noite só, eles também ficam impressionados, achando coisa de outro mundo, principalmente as meninas. Elas já fazem uma cara de 'Ai meu Deus, não acredito!' e sempre ficam com vergonha de conversar sobre esses tipos de assunto.
Pra finalizar, essa foto foi na última segunda no aniversário do estudante tailândes que mora aqui em casa. Fizeram uma janta estupidamente grande, vinheram todos os membros da família que nós conhecemos e depois teve um bolo pra cantar parabéns para o mesmo. Nessa noite ele faturou uns quatro presentes, ficou todo besta de felicidade.
Ps.
terça-feira, 1 de março de 2011
Taxas por todos os cantos.
No Canadá, como no Brasil, como nos Estados Unidos, como em qualquer outro país do mundo, existem taxas em cima de tudo que as pessoas compram. Sejam vestimentas, comidas ou qualquer outra coisa.
No Brasil, as taxas já estão incluídas no preço do produto, por exemplo: indo a alguma loja e vendo que uma camisa custa 20 reais, incluso nesses 20 reais já está a taxa, e assim sucessívamente. O mesmo acontece com produtos de supermercados, shoppings, padarias e outros pontos comerciais. Até então, eu nunca tinha visto problema nenhum em relação a isso, pois sempre achei muito cômodo já saber a quantia total que eu vou pagar só em ver o preço que o estabelecimento diz. Porém, depois de vir pra cá, eu percebi o quanto é sem nexo o método brasileiro em relação a taxas.
Aqui no Canadá, as taxas não são inclusas no preço de absolutamente produto nenhum. Ao entrar em qualquer lugar, você se depara com determinados diferentes preços de muitos produtos, e fica a dica: nunca vá ao caixa com a quantia exata de dinheiro, pois a taxa extra é inclusa na hora. E isso independe se o produto é roupa, eletrônico, comidas, medicamentos, entre outros.
Esse método pode não ser tão cômodo quanto o do Brasil, mas com certeza é muito mais correto, já que você tem a oportunidade de saber o quanto está pagando de taxa por cada coisa que compra. Antes de chegar aqui, eu não tinha absolutamente noção nenhuma sobre o valor das taxas que eu pagava ou em que eu pagava mais ou pagava menos, esse era um dos assuntos que eu era completamente leigo. Não fazia realmente a mínima noção.
As taxas no Canadá variam de acordo com os produtos, produtos mais caros, taxas mais caras e vice-versa. Há pouco tempo atrás, ainda podia-se pegar de volta essas taxas ao chegar na alfândega, mas hoje em dia isso não é mais possível, pois era bastante complicado saber ao total a quantia de dinheiro que você deveria ser remunerado, já que em tudo paga-se taxa. Hoje por sinal, eu fui cortar o cabelo, e até lá eu tive que pagar a mesma.
Só uma observação: como não tinha ideia alguma de que foto postar para essa atualização, resolvi colocar a foto do meu quarto, lugar onde muita gente tem curiosidade de saber como é. Como é o quarto de um estudante na casa de uma família. Taí, esse é o meu.
Ps.
No Brasil, as taxas já estão incluídas no preço do produto, por exemplo: indo a alguma loja e vendo que uma camisa custa 20 reais, incluso nesses 20 reais já está a taxa, e assim sucessívamente. O mesmo acontece com produtos de supermercados, shoppings, padarias e outros pontos comerciais. Até então, eu nunca tinha visto problema nenhum em relação a isso, pois sempre achei muito cômodo já saber a quantia total que eu vou pagar só em ver o preço que o estabelecimento diz. Porém, depois de vir pra cá, eu percebi o quanto é sem nexo o método brasileiro em relação a taxas.
Aqui no Canadá, as taxas não são inclusas no preço de absolutamente produto nenhum. Ao entrar em qualquer lugar, você se depara com determinados diferentes preços de muitos produtos, e fica a dica: nunca vá ao caixa com a quantia exata de dinheiro, pois a taxa extra é inclusa na hora. E isso independe se o produto é roupa, eletrônico, comidas, medicamentos, entre outros.
Esse método pode não ser tão cômodo quanto o do Brasil, mas com certeza é muito mais correto, já que você tem a oportunidade de saber o quanto está pagando de taxa por cada coisa que compra. Antes de chegar aqui, eu não tinha absolutamente noção nenhuma sobre o valor das taxas que eu pagava ou em que eu pagava mais ou pagava menos, esse era um dos assuntos que eu era completamente leigo. Não fazia realmente a mínima noção.
As taxas no Canadá variam de acordo com os produtos, produtos mais caros, taxas mais caras e vice-versa. Há pouco tempo atrás, ainda podia-se pegar de volta essas taxas ao chegar na alfândega, mas hoje em dia isso não é mais possível, pois era bastante complicado saber ao total a quantia de dinheiro que você deveria ser remunerado, já que em tudo paga-se taxa. Hoje por sinal, eu fui cortar o cabelo, e até lá eu tive que pagar a mesma.
Só uma observação: como não tinha ideia alguma de que foto postar para essa atualização, resolvi colocar a foto do meu quarto, lugar onde muita gente tem curiosidade de saber como é. Como é o quarto de um estudante na casa de uma família. Taí, esse é o meu.
Ps.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Retomando.
Primeiramente eu peço desculpas por tanto tempo sem escrever aqui. E juro que tenho explicações plausíveis para está tanto tempo ausente daqui.
Vou fazer dessa postagem uma mistura: vou contar tudo que me aconteceu durante esses mais de vinte dias sem escrever, como também vou contar o porquê desse tempo todo sem aparecer por aqui. Bem, vou começar por essa segunda parte.
Vida de intercambista não é nada fácil. Alguns podem pensar que eu vim passar seis meses de férias no Canadá, me divertindo a toda hora e de bem pro mundo a todo momento. Mas não é nada disso. Quem já fez intercâmbio sabe o que eu estou falando. O psicológico de intercambistas é algo bastante importante, nós estamos a todo momento oscilando o mesmo. Tem época que é tudo muito bom, tudo novidade, assim como tem época que tudo vira rotina, a saudade bate mais forte, a sensação de solidão é maior. Não é um jogo fácil.
Nos meus primeiros 40 dias aqui, eu tava vivendo realmente naquela fase de ser tudo incrível - E ainda é. Do final de Janeiro até o meio de Fevereiro, todos os amigos que eu fiz aqui já estavam indo embora, e isso pode nem parecer, mas bate um aperto no coração, medo de ficar sozinho, inveja - Branca - pelo fato deles irem ver a família. Enfim, juntaram diversas coisas que me fizeram ficar numa fase bastante anti social. Passei mais de vinte dias fazendo o trajeto casa, escola, escola, casa todo dia. Não tinha a mínima vontade de sair pra canto nenhum.
Juntando todos esses fatos, eu também ficava meio sem ideias do que escrever aqui - E até sem vontade, confesso - então eu passei esse tempo todo sem nem abrir o blog. Meus pais e meus amigos sempre me cobravam postagens, e eu sempre dizia essa resposta: não to numa fase boa, não tenho vontade de escrever. E eu até acho que é melhor fazer isso do que ficar escrevendo besteira aqui só pra encher linguiça.
Bom, foi esse o motivo que me fez ficar tanto tempo ausente daqui. Alguns podem julgar de besteira, de mente fraca, de frescura de intercambista. Mas não é. Nem tudo são mil maravilhas como alguns pensam. Ah, eu prometo não passar mais tanto tempo sem voltar aqui.
Mudando completamente de assunto e começando a contar por onde andei durante esses dias: minha sessão de aulas de Fevereiro acabou semana passada. Consegui passar de nível e já escolhi as aulas que quero fazer na sessão de Março. Na última Sexta-feira, fomos fazer uma aula diferente já que era o último dia de aula da sessão de Fevereiro. Fomos conhecer uma parte de Vancouver que eu nunca tinha ido, com certeza é um dos lugares mais bonitos que eu já vi na vida - Podem conferir na foto da postagem. Passamos a manhã nessa praia, onde tem muitos pontos turísticos pra se conhecer com paisagens exuberantes.
Há duas semanas atrás, chegou um novo estudante pra morar aqui. Ele é Tailandês e tem 27 anos, vai ficar aqui durante um ano. Muito gente boa, só não entende muito bem inglês, aí dificulda nossa comunicação...Mas é tranquilo. Vamos todo dia juntos pra escola, ele não fala muito, logo, não temos muita amizade fina.
Ontem, foi embora o meu último amigo que tava aqui desde que eu cheguei. Tenho saudade de todos, mas graças a Deus já conheci gente nova - E de Recife! - que só vão voltar na mesma época que eu. Isso com certeza me deu uma animada.
Aproveito o ensejo desse tópico pra dizer a todos meus amigos e familiares que eu posso nem demonstrar, mas eu sinto uma falta absurda de todos. Só quando se está longe é que dar pra ter uma noção do quanto você gosta das pessoas. Bem, é isso, prometo voltar aqui em breve!
Ps.
Vou fazer dessa postagem uma mistura: vou contar tudo que me aconteceu durante esses mais de vinte dias sem escrever, como também vou contar o porquê desse tempo todo sem aparecer por aqui. Bem, vou começar por essa segunda parte.
Vida de intercambista não é nada fácil. Alguns podem pensar que eu vim passar seis meses de férias no Canadá, me divertindo a toda hora e de bem pro mundo a todo momento. Mas não é nada disso. Quem já fez intercâmbio sabe o que eu estou falando. O psicológico de intercambistas é algo bastante importante, nós estamos a todo momento oscilando o mesmo. Tem época que é tudo muito bom, tudo novidade, assim como tem época que tudo vira rotina, a saudade bate mais forte, a sensação de solidão é maior. Não é um jogo fácil.
Nos meus primeiros 40 dias aqui, eu tava vivendo realmente naquela fase de ser tudo incrível - E ainda é. Do final de Janeiro até o meio de Fevereiro, todos os amigos que eu fiz aqui já estavam indo embora, e isso pode nem parecer, mas bate um aperto no coração, medo de ficar sozinho, inveja - Branca - pelo fato deles irem ver a família. Enfim, juntaram diversas coisas que me fizeram ficar numa fase bastante anti social. Passei mais de vinte dias fazendo o trajeto casa, escola, escola, casa todo dia. Não tinha a mínima vontade de sair pra canto nenhum.
Juntando todos esses fatos, eu também ficava meio sem ideias do que escrever aqui - E até sem vontade, confesso - então eu passei esse tempo todo sem nem abrir o blog. Meus pais e meus amigos sempre me cobravam postagens, e eu sempre dizia essa resposta: não to numa fase boa, não tenho vontade de escrever. E eu até acho que é melhor fazer isso do que ficar escrevendo besteira aqui só pra encher linguiça.
Bom, foi esse o motivo que me fez ficar tanto tempo ausente daqui. Alguns podem julgar de besteira, de mente fraca, de frescura de intercambista. Mas não é. Nem tudo são mil maravilhas como alguns pensam. Ah, eu prometo não passar mais tanto tempo sem voltar aqui.
Mudando completamente de assunto e começando a contar por onde andei durante esses dias: minha sessão de aulas de Fevereiro acabou semana passada. Consegui passar de nível e já escolhi as aulas que quero fazer na sessão de Março. Na última Sexta-feira, fomos fazer uma aula diferente já que era o último dia de aula da sessão de Fevereiro. Fomos conhecer uma parte de Vancouver que eu nunca tinha ido, com certeza é um dos lugares mais bonitos que eu já vi na vida - Podem conferir na foto da postagem. Passamos a manhã nessa praia, onde tem muitos pontos turísticos pra se conhecer com paisagens exuberantes.
Há duas semanas atrás, chegou um novo estudante pra morar aqui. Ele é Tailandês e tem 27 anos, vai ficar aqui durante um ano. Muito gente boa, só não entende muito bem inglês, aí dificulda nossa comunicação...Mas é tranquilo. Vamos todo dia juntos pra escola, ele não fala muito, logo, não temos muita amizade fina.
Ontem, foi embora o meu último amigo que tava aqui desde que eu cheguei. Tenho saudade de todos, mas graças a Deus já conheci gente nova - E de Recife! - que só vão voltar na mesma época que eu. Isso com certeza me deu uma animada.
Aproveito o ensejo desse tópico pra dizer a todos meus amigos e familiares que eu posso nem demonstrar, mas eu sinto uma falta absurda de todos. Só quando se está longe é que dar pra ter uma noção do quanto você gosta das pessoas. Bem, é isso, prometo voltar aqui em breve!
Ps.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Go Canucks Go!
Assim como todo brasileiro é louco por futebol, canadense é louco por hockey. É uma paixão fora do normal que eles expresam de todas as formas, seja indo ao estádio, vestindo a camisa, comentando sobre jogos ou até colocando no letreiro dos ônibus.
O grande Canadá, tem em média 7 famosos times de hockey. Aqui em Vancouver, o time que é a paixão da população é o Canucks. Nesses pouco mais de quarenta dias que estou aqui, já vi inúmeras vezes várias formas de amor pelo time e pelo esporte.
Religiosamente todos os dias eu passo em frente ao estádio do Canucks, é lá onde acontecem os principais jogos de hockey de Vancouver. O estádio é bastante bonito e organizado, tudo nas cores da equipe, verde e azul, e aparentemente é um lugar muito agradável de assistir partidas de hockey. Ainda não fui em nenhum jogo do Canucks pelo fato do ingresso ser bem salgado, como diz o ditado. Geralmente os mesmos custam entre 70 e 80 dólares, e mesmo assim, os vancouvenhos - Sim, é essa a naturalidade de quem nasce em Vancouver - lotam o estádio para ver o time do coração jogar.
Aqui existe também outra equipe muito conhecida que é o Giants, esse é o time dos juniores, no caso, os garotos que ainda não são profissionais, mas que tem de tudo para ingressar no Canucks em poucos anos. No jogo do Giants eu já fui, o ingresso é bem mais em conta - 20 ou 25 dólares - mas paixão é a mesma. Fiquei impressionado quando fui, porque fiz uma ponte entre os times juniores de Recife e esse time de juniores daqui. Não me impressionei com qualidade, pois acho que os juniores do futebol recifense são tão bons quanto os juniores do hockey vancouvenho. O que mais me chamou atenção foi o fanatismo que a população daqui também tem pelo time junior. Eles lotam as arquibancadas, gritam, torcem, xigam e se emocionam por um time quem nem profissional é.
Como disse no início da postagem, eles estampam esse amor em todos os lugares, e um lugar que me chamou muito atenção foi no letreiro dos ônibus. Em dia de jogo de qualquer um desses times, eles colocam no letreiro eletrônico do ônibus 'Go Canucks Go' ou então 'Go Giants Go', e assim passa o dia todo, alternando entre o nome do ônibus e a frase de apoio ao time.
Saindo um pouco do assunto de time de hockey, vou aproveitar o ensejo para falar de atividade física e esportes de um modo geral em Vancouver. Aqui existem muitos grandes e bonitos parques que teoricamente seriam um atrativo para a prática de uma corrida ou caminhada - Se não fosse o frio para atrapalhar. Mas quem disse que atrapalha? É a coisa mais comum do mundo ver os Vancouvenhos fazendo corridas em dias ensolarados nas calçadas das ruas próximas de casa ou então nesses parques. É só colocar um agasalho e pronto! Ficar parado é que não pode. Já vi inclusive em um dia de chuva alguns homens fazendo caminhadas com um guarda-chuva - Bem, aí eu já não sei se posso julgar de "pessoas normais" pois chuva e frio só fazem comibação com cama!
O inverno canadense é nos primeiros meses do ano, ou seja, de Janeiro até Março, nesse período a prática de esportes é bastante escassa, pois com chuva quase todos os dias e muito frio, fica complicado seguir praticando algum tipo de esporte. Então, nesses três meses, a população se concentra 100% em jogos de hockey, algumas vezes jogam futebol ou handall em quadras fechadas e quando o dia tá bonito, se atrevem a fazer as tais caminhadas. Mas quando o verão chega, facilita a vida de todo mundo em relação a esse assunto. A prática de atividades físicas e jogos esportivos são bem mais intensas nas quadras e parques públicos
Fazendo uma conclusão bem geral, eu acredito que as pessoas aqui em Vancouver gostam de esportes e de praticar os mesmos. Afinal, já que comem mal, isso deveria ser pelo menos uma obrigação para todos.
Ps.
O grande Canadá, tem em média 7 famosos times de hockey. Aqui em Vancouver, o time que é a paixão da população é o Canucks. Nesses pouco mais de quarenta dias que estou aqui, já vi inúmeras vezes várias formas de amor pelo time e pelo esporte.
Religiosamente todos os dias eu passo em frente ao estádio do Canucks, é lá onde acontecem os principais jogos de hockey de Vancouver. O estádio é bastante bonito e organizado, tudo nas cores da equipe, verde e azul, e aparentemente é um lugar muito agradável de assistir partidas de hockey. Ainda não fui em nenhum jogo do Canucks pelo fato do ingresso ser bem salgado, como diz o ditado. Geralmente os mesmos custam entre 70 e 80 dólares, e mesmo assim, os vancouvenhos - Sim, é essa a naturalidade de quem nasce em Vancouver - lotam o estádio para ver o time do coração jogar.
Aqui existe também outra equipe muito conhecida que é o Giants, esse é o time dos juniores, no caso, os garotos que ainda não são profissionais, mas que tem de tudo para ingressar no Canucks em poucos anos. No jogo do Giants eu já fui, o ingresso é bem mais em conta - 20 ou 25 dólares - mas paixão é a mesma. Fiquei impressionado quando fui, porque fiz uma ponte entre os times juniores de Recife e esse time de juniores daqui. Não me impressionei com qualidade, pois acho que os juniores do futebol recifense são tão bons quanto os juniores do hockey vancouvenho. O que mais me chamou atenção foi o fanatismo que a população daqui também tem pelo time junior. Eles lotam as arquibancadas, gritam, torcem, xigam e se emocionam por um time quem nem profissional é.
Como disse no início da postagem, eles estampam esse amor em todos os lugares, e um lugar que me chamou muito atenção foi no letreiro dos ônibus. Em dia de jogo de qualquer um desses times, eles colocam no letreiro eletrônico do ônibus 'Go Canucks Go' ou então 'Go Giants Go', e assim passa o dia todo, alternando entre o nome do ônibus e a frase de apoio ao time.
Saindo um pouco do assunto de time de hockey, vou aproveitar o ensejo para falar de atividade física e esportes de um modo geral em Vancouver. Aqui existem muitos grandes e bonitos parques que teoricamente seriam um atrativo para a prática de uma corrida ou caminhada - Se não fosse o frio para atrapalhar. Mas quem disse que atrapalha? É a coisa mais comum do mundo ver os Vancouvenhos fazendo corridas em dias ensolarados nas calçadas das ruas próximas de casa ou então nesses parques. É só colocar um agasalho e pronto! Ficar parado é que não pode. Já vi inclusive em um dia de chuva alguns homens fazendo caminhadas com um guarda-chuva - Bem, aí eu já não sei se posso julgar de "pessoas normais" pois chuva e frio só fazem comibação com cama!
O inverno canadense é nos primeiros meses do ano, ou seja, de Janeiro até Março, nesse período a prática de esportes é bastante escassa, pois com chuva quase todos os dias e muito frio, fica complicado seguir praticando algum tipo de esporte. Então, nesses três meses, a população se concentra 100% em jogos de hockey, algumas vezes jogam futebol ou handall em quadras fechadas e quando o dia tá bonito, se atrevem a fazer as tais caminhadas. Mas quando o verão chega, facilita a vida de todo mundo em relação a esse assunto. A prática de atividades físicas e jogos esportivos são bem mais intensas nas quadras e parques públicos
Fazendo uma conclusão bem geral, eu acredito que as pessoas aqui em Vancouver gostam de esportes e de praticar os mesmos. Afinal, já que comem mal, isso deveria ser pelo menos uma obrigação para todos.
Ps.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Feliz ano novo, China!
Primeiro de tudo, uma correção: na postagem anterior eu me equivoquei quando escrevi 'casa' ao invés de 'cada' no título. Me desculpem.
Começando a falar do que interessa, o assunto de hoje é o ano novo chinês. Na grande Vancouver existe uma parte - Teoricamente poderiamos chamar de 'bairro' - que é a parete chinesa da cidade. Com o nome de Chinatown, lá é a verdadeira China no Canadá. Pessoas, comercios, ruas, tudo é a lá China. Há uma semana atrás, tinha ido lá só para conhecer o lugar e o famoso Jardim Chinês, que todos os canadenses consideram um pecado vir aqui e não conhecer esse tal jardim - Eu particularmente não vi nada demais no mesmo.
Na última Sexta-feira, uns amigos coreanos nos contaram que no Domingo(06/02) iria ter uma grande festa no Chinatown em comemoração ao ano novo chinês, festa que ninguém poderia perder. Nos programamos e no Domingo estávamos lá, meia hora antes de começar o evento chegamos para assitir toda a apresentação. Nos encontramos em um determinado lugar e fomos todos juntos andando até o local dos desfiles, comemorações, fogos. Enfim, até o local da festa.
No meio do percurso, fui pedindo a um amigo coreano algumas explicações sobre essa festa. Ele me explicou que segundo o calendário Lunar, 2011 começa nessa semana de Fevereiro na China, então é muito comum essas festas para celebrar a chegada do novo ano. Adicionou alguns comentários a mais, dizendo que o povo chinês é um povo bastante feliz e muito festeiro, e que a chegada de um ano novo para eles, é motivo de bastante festa, música e dança.
Quando chegamos na festa, me senti em um filme. Exatamente aqueles filmes em que o cenário é algum lugar na China. Muitos orientais juntos, muitas cores nas roupas, e bastante música - Música de péssimo gosto por sinal, mas que fazia aquele povo se animar de uma forma impressionante - tratamos logo de achar um bom lugar para ver as apresentações, e no meio do caminho, uma amiga coreana viu uma barraquinha vendendo algum tipo de lanche que ela enlouqueceu e foi correndo comprar. Depois que comprou, ela nos ofereceu, comi por educação, porque o negócio era feio demais. Botei na boca. Mastiguei. Percebi que tinha o mesmo gosto de batata doce, porém o formato parecia uma castanha. Resumindo: Ruim era elogio perto daquilo.
Depois disso, conseguimos subir em um prédio e assistir todo o desfile em um verdadeiro camarote. Após alguns minutos, saimos para almoçar e nos despedimos da celebração do ano novo chinês.
É engraçado pensar "Porque eles fazem tudo isso aqui? Muita produção envolvida, muito dinheiro gasto, muito estresse mental e físico, se aqui nem é a China?" mas aí é que está o negócio da questão: se os chineses e amantes da cultura, cuidam desse 'bairro' por anos a fio, deixando-o cada vez mais com a cara da própria China, por que eles não podem ter esse prazer pelo menos uma vez no ano de se sentirem literalmente nos seus país de origem?
Ps.
Começando a falar do que interessa, o assunto de hoje é o ano novo chinês. Na grande Vancouver existe uma parte - Teoricamente poderiamos chamar de 'bairro' - que é a parete chinesa da cidade. Com o nome de Chinatown, lá é a verdadeira China no Canadá. Pessoas, comercios, ruas, tudo é a lá China. Há uma semana atrás, tinha ido lá só para conhecer o lugar e o famoso Jardim Chinês, que todos os canadenses consideram um pecado vir aqui e não conhecer esse tal jardim - Eu particularmente não vi nada demais no mesmo.
Na última Sexta-feira, uns amigos coreanos nos contaram que no Domingo(06/02) iria ter uma grande festa no Chinatown em comemoração ao ano novo chinês, festa que ninguém poderia perder. Nos programamos e no Domingo estávamos lá, meia hora antes de começar o evento chegamos para assitir toda a apresentação. Nos encontramos em um determinado lugar e fomos todos juntos andando até o local dos desfiles, comemorações, fogos. Enfim, até o local da festa.
No meio do percurso, fui pedindo a um amigo coreano algumas explicações sobre essa festa. Ele me explicou que segundo o calendário Lunar, 2011 começa nessa semana de Fevereiro na China, então é muito comum essas festas para celebrar a chegada do novo ano. Adicionou alguns comentários a mais, dizendo que o povo chinês é um povo bastante feliz e muito festeiro, e que a chegada de um ano novo para eles, é motivo de bastante festa, música e dança.
Quando chegamos na festa, me senti em um filme. Exatamente aqueles filmes em que o cenário é algum lugar na China. Muitos orientais juntos, muitas cores nas roupas, e bastante música - Música de péssimo gosto por sinal, mas que fazia aquele povo se animar de uma forma impressionante - tratamos logo de achar um bom lugar para ver as apresentações, e no meio do caminho, uma amiga coreana viu uma barraquinha vendendo algum tipo de lanche que ela enlouqueceu e foi correndo comprar. Depois que comprou, ela nos ofereceu, comi por educação, porque o negócio era feio demais. Botei na boca. Mastiguei. Percebi que tinha o mesmo gosto de batata doce, porém o formato parecia uma castanha. Resumindo: Ruim era elogio perto daquilo.
Depois disso, conseguimos subir em um prédio e assistir todo o desfile em um verdadeiro camarote. Após alguns minutos, saimos para almoçar e nos despedimos da celebração do ano novo chinês.
É engraçado pensar "Porque eles fazem tudo isso aqui? Muita produção envolvida, muito dinheiro gasto, muito estresse mental e físico, se aqui nem é a China?" mas aí é que está o negócio da questão: se os chineses e amantes da cultura, cuidam desse 'bairro' por anos a fio, deixando-o cada vez mais com a cara da própria China, por que eles não podem ter esse prazer pelo menos uma vez no ano de se sentirem literalmente nos seus país de origem?
Ps.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Coisas novas em casa virada de mês.
Desde que cheguei aqui, eu já sabia que em todo final de mês, eu poderia mudar o curso da manhã ou da tarde. No caso, chegaria ao fim de uma sessão, como eles chamam.
No mês de Janeiro, escolhi fazer Gramática pela manhã e Vocabulário pela tarde. Gostei demais da primeira aula, pois o professor era bastante gente boa e o assunto era bem interessante (essa foto é da sala de Gramática), mas a segunda aula era terrivelmente chata. A professora era completamente louca. Mas eu me divertia muito, pois tinham nove brasileiros na sala e toda vez que ela começava a falar, algum soltava uma piadinha do tipo 'Ah, cala a boa' e ela ficava achando que era alguém tentando participar da aula.
Chegando no fim de Janeiro, nós já fomos informados que já era hora de trocar os cursos. Optei por Inglês Criativo pela manhã e Leitura pela tarde. Tô considerando esse mês de Fevereiro bem mais produtivo, pois em ambas as salas, só tem eu e mais dois brasileiros e as aulas são bastante legais e dinâmicas. Além da possibilidade de poder conversar mais com pessoas de outras nacionalidades, como árabes, coreanos, fraceses, japoneses, mexicanos, venezuelanos, entre outros.
O divertido de tudo isso é ficar por dentro de todo o mundo deles. Por exemplo, estou pegando aversão a árabe. Os mesmos parecem que nunca tomaram um banho desde que chegaram aqui, fedem e fedem muito. Mas as mulheres árabes parecem ser mais limpinhas e simpáticas; ontem tava conversnado com uma delas, e perguntei o porquê delas usarem o pano na cabeça, a resposta foi muito simples: "É por causa da nossa religião, e não é algo obrigado. Você usa se quiser."
Falando em estrangeiros, sou obrigado a comentar sobre a simpatia dos coreanos. Acho que eles são brasileiros de olhos puxados, pois são bem receptivos e animados, além de ter um humor fora do normal. Adoram aprender palavras feias em português, assim como, também adoram nos ensinar outras palavras feias em coreano. Aprendi uma que nunca mais esqueço: Tchutchu Pampam, a escrita deve estar completamente errada, os coreanos que me desculpem. E quanto ao significado, vou deixar vocês na curiosidade! Haha.
Como tudo tem um porém, o chato dessas mudanças de mês, é porque geralmente sempre no final de algum mês, tem um grupo de pessoas voltando para casa. Agora no final de Janeiro/começo de Fevereiro, alguns amigos que eu fiz aqui, já voltaram - Japa, Felipe, Natália, saudade de vocês! - e eu pensava que o problema maior seria a dificuldade de me encontrar com algum amigo de São Paulo, mas percebi que é bem mais triste se despedir de um coreano...Ai sim, bate a tristeza de saber que para haver outro encontro, será bastante difícil.
Mas como existe sempre a simpatia brasileira junto com a coreana, tiramos disso motivo para fazer brincadeiras do tipo "Quando a gente se ver de novo, não esquece de levar os netos!" E os convites de ir para a Corea ou deles virem para o Brasil são milhares.
Isso é bom pra mim, me faz suprir mais a falta que sinto de todos meus amigos daí de Recife, além de poder tá sempre mostrando a simpatia brasileira para estrangeiros. Bem, acho que farei uma próxima viagem internacional para a Corea, haha!
Ps.
No mês de Janeiro, escolhi fazer Gramática pela manhã e Vocabulário pela tarde. Gostei demais da primeira aula, pois o professor era bastante gente boa e o assunto era bem interessante (essa foto é da sala de Gramática), mas a segunda aula era terrivelmente chata. A professora era completamente louca. Mas eu me divertia muito, pois tinham nove brasileiros na sala e toda vez que ela começava a falar, algum soltava uma piadinha do tipo 'Ah, cala a boa' e ela ficava achando que era alguém tentando participar da aula.
Chegando no fim de Janeiro, nós já fomos informados que já era hora de trocar os cursos. Optei por Inglês Criativo pela manhã e Leitura pela tarde. Tô considerando esse mês de Fevereiro bem mais produtivo, pois em ambas as salas, só tem eu e mais dois brasileiros e as aulas são bastante legais e dinâmicas. Além da possibilidade de poder conversar mais com pessoas de outras nacionalidades, como árabes, coreanos, fraceses, japoneses, mexicanos, venezuelanos, entre outros.
O divertido de tudo isso é ficar por dentro de todo o mundo deles. Por exemplo, estou pegando aversão a árabe. Os mesmos parecem que nunca tomaram um banho desde que chegaram aqui, fedem e fedem muito. Mas as mulheres árabes parecem ser mais limpinhas e simpáticas; ontem tava conversnado com uma delas, e perguntei o porquê delas usarem o pano na cabeça, a resposta foi muito simples: "É por causa da nossa religião, e não é algo obrigado. Você usa se quiser."
Falando em estrangeiros, sou obrigado a comentar sobre a simpatia dos coreanos. Acho que eles são brasileiros de olhos puxados, pois são bem receptivos e animados, além de ter um humor fora do normal. Adoram aprender palavras feias em português, assim como, também adoram nos ensinar outras palavras feias em coreano. Aprendi uma que nunca mais esqueço: Tchutchu Pampam, a escrita deve estar completamente errada, os coreanos que me desculpem. E quanto ao significado, vou deixar vocês na curiosidade! Haha.
Como tudo tem um porém, o chato dessas mudanças de mês, é porque geralmente sempre no final de algum mês, tem um grupo de pessoas voltando para casa. Agora no final de Janeiro/começo de Fevereiro, alguns amigos que eu fiz aqui, já voltaram - Japa, Felipe, Natália, saudade de vocês! - e eu pensava que o problema maior seria a dificuldade de me encontrar com algum amigo de São Paulo, mas percebi que é bem mais triste se despedir de um coreano...Ai sim, bate a tristeza de saber que para haver outro encontro, será bastante difícil.
Mas como existe sempre a simpatia brasileira junto com a coreana, tiramos disso motivo para fazer brincadeiras do tipo "Quando a gente se ver de novo, não esquece de levar os netos!" E os convites de ir para a Corea ou deles virem para o Brasil são milhares.
Isso é bom pra mim, me faz suprir mais a falta que sinto de todos meus amigos daí de Recife, além de poder tá sempre mostrando a simpatia brasileira para estrangeiros. Bem, acho que farei uma próxima viagem internacional para a Corea, haha!
Ps.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Refeição: Hora do desafio.
Não tenho outra descrição para esse assunto a não ser exatamente isso: hora do desafio. Todos os dias antes do meu café da manhã e do jantar, eu sempre me preparo psicologicamente para o que está por vir.
Minhas refeições aqui funcionam basicamente dessa forma: café da manhã e jantar, na minha casa e almoço, na rua. Já que tenho três horas de aula pela manhã e uma hora e meia pela tarde. Nesse meio tempo, tenho uma hora para comer qualquer porcaria na rua. Pra ser bem sincero, eu realmente não sei onde eu como pior, se é na rua ou se é aqui em casa.
Não posso negar que nesse primeiro mês, eu já comi quatro vezes uma comida digna de querer mais: macarrão à bolonhesa. Pronto, essa foi a única. Todas as outras coisas que já comi aqui, são dignas de porco comer também. Como já comentei em algumas postagens anteriores, os canadenses não tem o costume de comer comida nenhuma com sal e/ou outro tempero, a não ser que seja pimenta, e isso faz piorar mais ainda minhas refeições, porque eu gosto de uma comida bem temperada e sem pimenta. Tudo aqui é completamente diferente do que eu gosto.
Não vou listar todas as coisas ruins que eu já comi nessa casa, vou apenas comentar os fatos que são até de se julgar como cômicos. Bem, começando por um café da manhã dos horrores: certo dia, acordei feliz da vida porque era uma Sexta-feira. Tomei banho, me organizei todo e fui toma café. Quando olhei meu prato, tinham duas salsichas completamente feias e mal cheirosas. Bom, como eu realmente não tenho problema em comer nada, pensei "Ah, não deve ser tão ruim". Quando pus o primeiro pedaço na boca, quase vomitei em cima do prato de tão ruim que era. Não tive dúvida: como não tinha ninguém na sala de jantar comigo, já estava tudo esquematizado para enrolar as salsichas em um papel e jogar no lixo do meu quarto. Enrolei a primeira e coloquei no meu bolso, quando tava prestes a enrolar a segunda, meu host father chegou para ler jornal do meu lado. Putz, não acreditei. Sabia que não poderia jogar aquele outro pedaço fora na frente dele. Pensei, pensei, pensei e cheguei a conclusão: "Vou fingir que tô comendo tudo e depois jogar no lixo" Pus toda a salsicha na boa, guardei nas bochechas e me levantei com a boca cheia, dizendo para ele por sinais que eu já ia embora. Quando tava na porta da cozinha, ele falou algo. Pensei: "Lascou, como vou falar agora?" A sorte foi que eu só precisava dizer "Sim" ou "Não", respondi aquele velho "Aham" e corri para o meu quarto pra jogar as salsichas fora.
Outro dia foi no jantar de um Sábado. Cheguei em casa às 17h e percebi que não tinha ninguém. Fui na cozinha e meu prato já estava pronto com um bilhete que dizia: "Pedro, esse é seu jantar, ponha no microondas e se quiser, tem mais no fogão" Foi só olhar para o prato, que meu estômago deu uma volta. Tinha certeza que não ia comer aquilo. Então, fui pro meu quarto, comi um salgadinho pra enganar a fome e quando o salgadinho acabou eu coloquei toda aquela comida no saquinho do salgadinho. Depois coloquei tudo no lixo. - Claro, o que eu pedi de perdão a Papai do céu não tá no gibi.
Não posso reclamar da minha Homestay em nada, eles são bastante atenciosos comigo e me dão comida a toda hora - Ok, não sei se isso é um ponto positivo - o problema é que a culinária no Canadá é que é ruim mesmo, ainda mais quando se fala em culinária canadense feita por Filipinos. Pronto, aí fecha com chave de ouro.
Enquanto aos meus almoços, também tenho que confessar que estão longe de ser um dos melhores. Aqui come-se muita besteira na hora que deveria ser a refeição mais importante do dia - No meu ponto de vista. Todo dia eu como alguma coisa bem variada: hamburguer ou pizza. Nas Sextas é que fica mais fácil de se comer algo 'melhor' porque não tem a aula da tarde, daí dá pra ir almoçar em alum restaurante que ofereça uma comida mais digna para brasileiros.
Enfim, eu gostaria de colocar na foto de hoje, algum prato que eu como aqui na minha casa, mas ainda não tive a oportunidade de tirar foto de nenhum. Sempre tem alguém por perto. Essa foto aí, é um prato de batatas fritas com bastante recheio. Todo mundo come muito por aqui, mas me dá naúseas só de sentir o cheiro.
Só tenho a dizer uma coisa para concluir: se orgulhem bastante desse nosso feijão com arroz, porque no mundo todo, não há outro tipo de comida que se possa comparar.
Ps.
Minhas refeições aqui funcionam basicamente dessa forma: café da manhã e jantar, na minha casa e almoço, na rua. Já que tenho três horas de aula pela manhã e uma hora e meia pela tarde. Nesse meio tempo, tenho uma hora para comer qualquer porcaria na rua. Pra ser bem sincero, eu realmente não sei onde eu como pior, se é na rua ou se é aqui em casa.
Não posso negar que nesse primeiro mês, eu já comi quatro vezes uma comida digna de querer mais: macarrão à bolonhesa. Pronto, essa foi a única. Todas as outras coisas que já comi aqui, são dignas de porco comer também. Como já comentei em algumas postagens anteriores, os canadenses não tem o costume de comer comida nenhuma com sal e/ou outro tempero, a não ser que seja pimenta, e isso faz piorar mais ainda minhas refeições, porque eu gosto de uma comida bem temperada e sem pimenta. Tudo aqui é completamente diferente do que eu gosto.
Não vou listar todas as coisas ruins que eu já comi nessa casa, vou apenas comentar os fatos que são até de se julgar como cômicos. Bem, começando por um café da manhã dos horrores: certo dia, acordei feliz da vida porque era uma Sexta-feira. Tomei banho, me organizei todo e fui toma café. Quando olhei meu prato, tinham duas salsichas completamente feias e mal cheirosas. Bom, como eu realmente não tenho problema em comer nada, pensei "Ah, não deve ser tão ruim". Quando pus o primeiro pedaço na boca, quase vomitei em cima do prato de tão ruim que era. Não tive dúvida: como não tinha ninguém na sala de jantar comigo, já estava tudo esquematizado para enrolar as salsichas em um papel e jogar no lixo do meu quarto. Enrolei a primeira e coloquei no meu bolso, quando tava prestes a enrolar a segunda, meu host father chegou para ler jornal do meu lado. Putz, não acreditei. Sabia que não poderia jogar aquele outro pedaço fora na frente dele. Pensei, pensei, pensei e cheguei a conclusão: "Vou fingir que tô comendo tudo e depois jogar no lixo" Pus toda a salsicha na boa, guardei nas bochechas e me levantei com a boca cheia, dizendo para ele por sinais que eu já ia embora. Quando tava na porta da cozinha, ele falou algo. Pensei: "Lascou, como vou falar agora?" A sorte foi que eu só precisava dizer "Sim" ou "Não", respondi aquele velho "Aham" e corri para o meu quarto pra jogar as salsichas fora.
Outro dia foi no jantar de um Sábado. Cheguei em casa às 17h e percebi que não tinha ninguém. Fui na cozinha e meu prato já estava pronto com um bilhete que dizia: "Pedro, esse é seu jantar, ponha no microondas e se quiser, tem mais no fogão" Foi só olhar para o prato, que meu estômago deu uma volta. Tinha certeza que não ia comer aquilo. Então, fui pro meu quarto, comi um salgadinho pra enganar a fome e quando o salgadinho acabou eu coloquei toda aquela comida no saquinho do salgadinho. Depois coloquei tudo no lixo. - Claro, o que eu pedi de perdão a Papai do céu não tá no gibi.
Não posso reclamar da minha Homestay em nada, eles são bastante atenciosos comigo e me dão comida a toda hora - Ok, não sei se isso é um ponto positivo - o problema é que a culinária no Canadá é que é ruim mesmo, ainda mais quando se fala em culinária canadense feita por Filipinos. Pronto, aí fecha com chave de ouro.
Enquanto aos meus almoços, também tenho que confessar que estão longe de ser um dos melhores. Aqui come-se muita besteira na hora que deveria ser a refeição mais importante do dia - No meu ponto de vista. Todo dia eu como alguma coisa bem variada: hamburguer ou pizza. Nas Sextas é que fica mais fácil de se comer algo 'melhor' porque não tem a aula da tarde, daí dá pra ir almoçar em alum restaurante que ofereça uma comida mais digna para brasileiros.
Enfim, eu gostaria de colocar na foto de hoje, algum prato que eu como aqui na minha casa, mas ainda não tive a oportunidade de tirar foto de nenhum. Sempre tem alguém por perto. Essa foto aí, é um prato de batatas fritas com bastante recheio. Todo mundo come muito por aqui, mas me dá naúseas só de sentir o cheiro.
Só tenho a dizer uma coisa para concluir: se orgulhem bastante desse nosso feijão com arroz, porque no mundo todo, não há outro tipo de comida que se possa comparar.
Ps.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Um pouco de Downtown.
Downtown. Lugar onde tudo e todos se encontram. Ponto de referência para as responsabilidades - E para as compras.
Como a palavra mesmo diz, Downtown é o centro de Vancouver, lugar que faz a vida acontecer nessa cidade. Acredito que grande parte da economia local venha de Downtown. Também é lá onde pode-se encontrar muitos pontos turísticos e os gigantes arranha-céus da cidade.
Muito antes de chegar aqui, eu já sabia dessa fama que Downtonw tinha, mas não imaginava que a intensidade era tão grande. Sempre ficava fazendo um parâmetro com o centro de Recife e todas as vezes me vinha na cabeça: "Vou sempre passar longe desse tal Downtown de Vancouver. Deve ser o mesmo inferno que o daqui de Recife!" E eu - mais uma vez - estava enganado com meus palpites.
É fato que o centro de Vancouver é a parte mais agitada da cidade, como a maioria - ou todas - as cidades do Brasil. No gigante Downtown encontra-se as principais lojas da cidade, restaurantes, grandes shopping centers, cafeterias e tantos outros pontos comerciais. O que mais me impressiona nisso tudo não é nem o tamanho que todo o Downtown tem, mas sim a tranquilidade que é o lugar. As vezes eu to caminhando pelo mesmo e me pego pensando: "Putz, não acredito que estou no centro de uma cidade enorme e não tem aquele barulho todo, aquelas mil e uma pessoas passando - e batendo - ao seu lado, ou o medo de ser assaltado. Não tem nada disso nesse centro" É de se impressionar com a paz que aquele lugar tem - Tendo-se em mente que é o centro, onde tudo acontece em uma cidade.
Da minha casa - e da maioria das casas dos meus amigos - para o Downtown são cerca de 40/45 minutos. Já que as casas de Vancouver ficam em bairros meio afastados do centro da cidade. A coisa mais difícil do mundo é encontrar algum estudante morando em um prédio em Downtown - Ops, isso é até uma analogia, já que todos - ou 95% - dos prédios de Vancouver ficam em Downtown.
Falando nisso, e voltando para aquele assunto de Planejamento, também é incrível como a divisão e a organização dessa cidade é bem feita, como por exemplo: Lugar de prédios é em Downtown ou nas suas proximidades e lugar de casas, são nos bairros. Talvez, isso seja um diferencial aqui em Vancouver, essa inexistência de poluição visual nos bairros facilita tudo, ajuda muito aos estrangeiros - eu que o diga - a não se perder. Já que todos os imóveis são casas, escolas, cemitérios, mercados. Fica bastante fácil de se achar nos bairros, além de sempre ter aquele prazer de ficar olhando as paisagens sem ter um ou outro prédio no meio para atrapalhar.
Pronto, essa seria outra coisa que se eu pudesse, colocaria na minha mala e levaria para Recife: A calmaria de Downtown. Ensinaria todas aquelas pessoas que passam todos os dias pelo centro do Recife como não se estressar no meio de tanta gente e tanto calor. Tarefa díficil, mas para ter a paz que eu tenho no centro daqui, eu juro que tentaria.
Ps.
Como a palavra mesmo diz, Downtown é o centro de Vancouver, lugar que faz a vida acontecer nessa cidade. Acredito que grande parte da economia local venha de Downtown. Também é lá onde pode-se encontrar muitos pontos turísticos e os gigantes arranha-céus da cidade.
Muito antes de chegar aqui, eu já sabia dessa fama que Downtonw tinha, mas não imaginava que a intensidade era tão grande. Sempre ficava fazendo um parâmetro com o centro de Recife e todas as vezes me vinha na cabeça: "Vou sempre passar longe desse tal Downtown de Vancouver. Deve ser o mesmo inferno que o daqui de Recife!" E eu - mais uma vez - estava enganado com meus palpites.
É fato que o centro de Vancouver é a parte mais agitada da cidade, como a maioria - ou todas - as cidades do Brasil. No gigante Downtown encontra-se as principais lojas da cidade, restaurantes, grandes shopping centers, cafeterias e tantos outros pontos comerciais. O que mais me impressiona nisso tudo não é nem o tamanho que todo o Downtown tem, mas sim a tranquilidade que é o lugar. As vezes eu to caminhando pelo mesmo e me pego pensando: "Putz, não acredito que estou no centro de uma cidade enorme e não tem aquele barulho todo, aquelas mil e uma pessoas passando - e batendo - ao seu lado, ou o medo de ser assaltado. Não tem nada disso nesse centro" É de se impressionar com a paz que aquele lugar tem - Tendo-se em mente que é o centro, onde tudo acontece em uma cidade.
Da minha casa - e da maioria das casas dos meus amigos - para o Downtown são cerca de 40/45 minutos. Já que as casas de Vancouver ficam em bairros meio afastados do centro da cidade. A coisa mais difícil do mundo é encontrar algum estudante morando em um prédio em Downtown - Ops, isso é até uma analogia, já que todos - ou 95% - dos prédios de Vancouver ficam em Downtown.
Falando nisso, e voltando para aquele assunto de Planejamento, também é incrível como a divisão e a organização dessa cidade é bem feita, como por exemplo: Lugar de prédios é em Downtown ou nas suas proximidades e lugar de casas, são nos bairros. Talvez, isso seja um diferencial aqui em Vancouver, essa inexistência de poluição visual nos bairros facilita tudo, ajuda muito aos estrangeiros - eu que o diga - a não se perder. Já que todos os imóveis são casas, escolas, cemitérios, mercados. Fica bastante fácil de se achar nos bairros, além de sempre ter aquele prazer de ficar olhando as paisagens sem ter um ou outro prédio no meio para atrapalhar.
Pronto, essa seria outra coisa que se eu pudesse, colocaria na minha mala e levaria para Recife: A calmaria de Downtown. Ensinaria todas aquelas pessoas que passam todos os dias pelo centro do Recife como não se estressar no meio de tanta gente e tanto calor. Tarefa díficil, mas para ter a paz que eu tenho no centro daqui, eu juro que tentaria.
Ps.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Agilidade na questão de emergência.
É inacreditável a competência dos serviços públicos em Vancouver. Deixa qualquer brasileiro de boca aberta e até com uma pequena - Ou grande - inveja.
Antes de vir pra cá, já tinha lido algumas coisas sobre a segurança no Canadá, e confesso que sempre achei utópico. Não acreditava que tal país pudesse ter tanta determinação nesses tipos de serviços: Policiamento, ambulâncias, corpo de bombeiros. Mas depois que cheguei aqui, logo no primeiro dia de aula já aconteceu uma situação que eu pude parar e pensar: Não, não existe utopia nenhuma. Tudo que eu li realmente é verdade.
No primeiro dia de aula, estávamos ouvindo as dezenas de explicações de como funcionava a escola e de repente uma sirene começou a tocar sem parar. A professora disse que deveriamos todos deixar o prédio e aguardar alguma resposta sobre o que era aquilo. Só foi o tempo de todo mundo sair do prédio que em cinco - Sim, cinco! - minutos já estava o corpo de bombeiros na frente da escola com mil e uma mangueiras e outros equipamentos para apagar um suposto "incêncio". Depois que perceberam que era só alarme falso, foram embora sem raiva nenhuma de terem 'perdido' tempo. Foi só um alarme falso, segundo eles...Acontece. Essa foto foi no dia desse acontecimento, o corpo de bombeiros na frente da escola.
Esse é só um de tantos outros exemplos que eu posso falar sobre o que eu já vi por aqui. Hoje mesmo eu estava tomando um café no Starbucks com um amigo, quando entraram dois bebados e ficaram falando alto lá dentro, criando problema. O gerente da cafeteria ligou pra polícia e em cerca de 5 minutos também, a mesma já estava lá. Mas quando eles chegaram, os bebados já tinham ido embora. O gerente explicou o que tinha acontecido e os policiais foram embora, também sem criar problemas por terem 'perdido' tempo.
Aqui em Vancouver eles dão muita importância quando se fala nesses serviços. A competência dos mesmos é incrível, seja policiais, bombeiros ou ambulâncias. Já vi por aqui uma ambulância com a sirene ligada no meio da rua e todos os carros ficarem bastante preocupados em dar logo a vez para a mesma. Isso comprova que não é só o serviço deles que é bom, a população também contribui muito.
Falando em população, não posso deixar de comentar o quanto é prazeroso andar nas ruas sem medo de ser furtado ou assaltado. É muito comum o uso com tranquilidade de aparelhos de valor nas ruas. Notebooks no Skytrain ou no ônibus. Celulares, Ipods, câmeras nas ruas. Aqui não existe o medo de levarem o que é seu. As vezes estou andando na rua e preciso pegar algo na minha carteira, fico com medo nos primeiros instantes mas depois lembro que estou aqui e mexo na mesma sem problemas, onde estiver. Tiro a câmera da bolsa onde estiver também. Aqui, sem dúvidas é um lugar pra se morar se você quer ter essa tranquilidade sempre. Taí, é uma das coisas que eu vou sentir muita diferença e saudade quando voltar pra Recife.
Outra coisa que é bom lembrar, é que também não tem hora pra essa segurança. Alguns dias eu precisei voltar tarde pra casa e em momento nenhum me deu um medo de andar à noite sozinho pelas ruas. Já andei em plena Meia noite a caminho de casa, tirando fotos da neve, sem ver ninguém na rua e o medo passava longe de mim.
O grande problema vai ser se eu me acostumar com isso durante esses seis meses e chegar em Recife com esses hábitos. Não dou um mês pra não ter mais pertence nenhum.
Ps.
Antes de vir pra cá, já tinha lido algumas coisas sobre a segurança no Canadá, e confesso que sempre achei utópico. Não acreditava que tal país pudesse ter tanta determinação nesses tipos de serviços: Policiamento, ambulâncias, corpo de bombeiros. Mas depois que cheguei aqui, logo no primeiro dia de aula já aconteceu uma situação que eu pude parar e pensar: Não, não existe utopia nenhuma. Tudo que eu li realmente é verdade.
No primeiro dia de aula, estávamos ouvindo as dezenas de explicações de como funcionava a escola e de repente uma sirene começou a tocar sem parar. A professora disse que deveriamos todos deixar o prédio e aguardar alguma resposta sobre o que era aquilo. Só foi o tempo de todo mundo sair do prédio que em cinco - Sim, cinco! - minutos já estava o corpo de bombeiros na frente da escola com mil e uma mangueiras e outros equipamentos para apagar um suposto "incêncio". Depois que perceberam que era só alarme falso, foram embora sem raiva nenhuma de terem 'perdido' tempo. Foi só um alarme falso, segundo eles...Acontece. Essa foto foi no dia desse acontecimento, o corpo de bombeiros na frente da escola.
Esse é só um de tantos outros exemplos que eu posso falar sobre o que eu já vi por aqui. Hoje mesmo eu estava tomando um café no Starbucks com um amigo, quando entraram dois bebados e ficaram falando alto lá dentro, criando problema. O gerente da cafeteria ligou pra polícia e em cerca de 5 minutos também, a mesma já estava lá. Mas quando eles chegaram, os bebados já tinham ido embora. O gerente explicou o que tinha acontecido e os policiais foram embora, também sem criar problemas por terem 'perdido' tempo.
Aqui em Vancouver eles dão muita importância quando se fala nesses serviços. A competência dos mesmos é incrível, seja policiais, bombeiros ou ambulâncias. Já vi por aqui uma ambulância com a sirene ligada no meio da rua e todos os carros ficarem bastante preocupados em dar logo a vez para a mesma. Isso comprova que não é só o serviço deles que é bom, a população também contribui muito.
Falando em população, não posso deixar de comentar o quanto é prazeroso andar nas ruas sem medo de ser furtado ou assaltado. É muito comum o uso com tranquilidade de aparelhos de valor nas ruas. Notebooks no Skytrain ou no ônibus. Celulares, Ipods, câmeras nas ruas. Aqui não existe o medo de levarem o que é seu. As vezes estou andando na rua e preciso pegar algo na minha carteira, fico com medo nos primeiros instantes mas depois lembro que estou aqui e mexo na mesma sem problemas, onde estiver. Tiro a câmera da bolsa onde estiver também. Aqui, sem dúvidas é um lugar pra se morar se você quer ter essa tranquilidade sempre. Taí, é uma das coisas que eu vou sentir muita diferença e saudade quando voltar pra Recife.
Outra coisa que é bom lembrar, é que também não tem hora pra essa segurança. Alguns dias eu precisei voltar tarde pra casa e em momento nenhum me deu um medo de andar à noite sozinho pelas ruas. Já andei em plena Meia noite a caminho de casa, tirando fotos da neve, sem ver ninguém na rua e o medo passava longe de mim.
O grande problema vai ser se eu me acostumar com isso durante esses seis meses e chegar em Recife com esses hábitos. Não dou um mês pra não ter mais pertence nenhum.
Ps.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Tranquilidade é sinônimo de trânsito.
Antes de chegar aqui, ficava me indagando como seria o trânsito em uma das maiores cidades do Canadá. Se em Recife é um caos, em Vancouver tenderia a ser pior ainda. Mas é ai que eu me enganava.
Não existe trânsito por aqui, o que existe é no máximo um semáforo fechado e uma fila de carros esperando o mesmo abrir. Tudo isso é devido ao planejamento que a cidade tem e a organização que a população sempre mantém no dia a dia. Barulho de buzinhas? Coisa mais rara do mundo!
Dá pra perceber o quanto a cidade é planejada, ainda dentro do avião quando você estar chegando e ver a cidade toda lá de cima. Incrível como todos os blocos são metricamente iguais. Esse foi um dos primeiros sustos que eu tomei mesmo antes de pisar aqui. Bem, voltando ao trânsito...Como já disse, existem vários fatores que levam a não existência do mesmo nessa cidade e um grande importante desses fatores é o transporte público.
Qual é a necessidade que tem em sair com o seu carro pela manhã e só voltar à noite? Você vai gastar gasolina, enfrentar dificuldade pra estacionar seu carro - Para as mulheres - e correr até o risco de alguma colisão com outros automóveis - Para as mulheres também - ao invés de todos esses incomodos, podes pegar um ônibus que passa pontualmente na parada e depois um Skytrain que a todo momento chega na estação e em poucos minutos chegar no seu destino. Sim, essa é uma opção que muitos canadenses tomam.
Com isso, já diminui bastante a quantidade de carros na rua, e os motoristas que optam por sair com seus carros, são bastantes educados tanto com os outros motoristas quanto com os pedestres. Pronto, cheguei na parte que eu queria: pedestres! Os pedestres de Vancouver são quase considerados como outros carros. Em todos - absolutamente todos - semáforos da cidade para automóveis, também existe um semáforo para pedestre, onde indica quando o mesmo pode atravessar. Ao ver uma imagem de uma pessoa caminhando, essa é a hora de atravessar! E ao ver a imagem de uma mão vermelha, deve-se esperar.
Outro meio de locomoção que aqui é respeitadíssimo são as bicicletas. É muito comum ver nas ruas pistas reservadas para as mesmas. Não são todas, mas grande parte das ruas tem essa parte reservada.
Bem, com espaços separados para automóveis, bicicletas e pedestres fica bem difícil ocorrer algum acidente, e contando com a ajuda do transporte público também fica difícil encontrar algum engarrafamento. É fato consumado que uma cidade muito bem planejada é outro nível. Todos essas qualidades ajudam na convivencia famíliar, aliviando o estresse diário do trânsito. Dúvido que alguém se irrite aqui porque atrasou dois minutos e por causa disso vai pegar um transito infernal até o local desejado.
Ps.
Não existe trânsito por aqui, o que existe é no máximo um semáforo fechado e uma fila de carros esperando o mesmo abrir. Tudo isso é devido ao planejamento que a cidade tem e a organização que a população sempre mantém no dia a dia. Barulho de buzinhas? Coisa mais rara do mundo!
Dá pra perceber o quanto a cidade é planejada, ainda dentro do avião quando você estar chegando e ver a cidade toda lá de cima. Incrível como todos os blocos são metricamente iguais. Esse foi um dos primeiros sustos que eu tomei mesmo antes de pisar aqui. Bem, voltando ao trânsito...Como já disse, existem vários fatores que levam a não existência do mesmo nessa cidade e um grande importante desses fatores é o transporte público.
Qual é a necessidade que tem em sair com o seu carro pela manhã e só voltar à noite? Você vai gastar gasolina, enfrentar dificuldade pra estacionar seu carro - Para as mulheres - e correr até o risco de alguma colisão com outros automóveis - Para as mulheres também - ao invés de todos esses incomodos, podes pegar um ônibus que passa pontualmente na parada e depois um Skytrain que a todo momento chega na estação e em poucos minutos chegar no seu destino. Sim, essa é uma opção que muitos canadenses tomam.
Com isso, já diminui bastante a quantidade de carros na rua, e os motoristas que optam por sair com seus carros, são bastantes educados tanto com os outros motoristas quanto com os pedestres. Pronto, cheguei na parte que eu queria: pedestres! Os pedestres de Vancouver são quase considerados como outros carros. Em todos - absolutamente todos - semáforos da cidade para automóveis, também existe um semáforo para pedestre, onde indica quando o mesmo pode atravessar. Ao ver uma imagem de uma pessoa caminhando, essa é a hora de atravessar! E ao ver a imagem de uma mão vermelha, deve-se esperar.
Outro meio de locomoção que aqui é respeitadíssimo são as bicicletas. É muito comum ver nas ruas pistas reservadas para as mesmas. Não são todas, mas grande parte das ruas tem essa parte reservada.
Bem, com espaços separados para automóveis, bicicletas e pedestres fica bem difícil ocorrer algum acidente, e contando com a ajuda do transporte público também fica difícil encontrar algum engarrafamento. É fato consumado que uma cidade muito bem planejada é outro nível. Todos essas qualidades ajudam na convivencia famíliar, aliviando o estresse diário do trânsito. Dúvido que alguém se irrite aqui porque atrasou dois minutos e por causa disso vai pegar um transito infernal até o local desejado.
Ps.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Por dentro do meio que vivo.
Somente a partir de hoje, é que eu comecei a entender como é que funciona essa minha família desde a raiz.
Quando tava saindo para ir à escola, dou de cara com Lian e sua mãe chegando em casa. Ela estava vindo trazer o garoto para depois ir trabalhar, logo, ela disse 'Petwron, me espera que eu vou com você hoje!' esperei-a acomodar o menino aqui em casa e logo em seguida fomos para as nossas obrigações.
Sendo uma mulher bastante simpática, fomos o percurso todo conversando bastante, e como ela mesma disse no começo: "É bom porque você treina cada vez mais o seu inglês". Percebi que ela estava me dando brecha pra qualquer tipo de conversa, e curioso como sou, tratei logo de perguntar absolutamente tudo sobre a família. Não nos exitamos em momento nenhum - A não ser na hora que chegou no assunto 'Lian'.
Comentei com ela que quando eu cheguei, pensava que ela era a filha dos meus pais daqui, ela gargalhou e disse que se dava muito bem com eles, mas que era nora dos mesmos. O marido dela é que é o filho. Isso foi o começo de uma longa conversa e descobertas. Ela me contou que meus pais tem quatro filhos homens - Ou quase homens, pois eu já conheci um semana passada que tem muita vontade de jogar no outro time!
Em seguida, perguntei se ela era Canadense, pois o que eu mais conheci aqui foram coreanos, filipinos, chineses e brasileiros. Mas não, ela não era canadense. Assim como minha família, ela também é filipina, e me adiantou logo que todos daquela família eram filipinos. Como meu host father me disse ontem, eles vinheram pra cá há mais de vinte e cinco anos. Perguntei-a qual dos dois países ela preferia: Canadá ou Filipinas. Ela me disse que saiu das Filipinas quando tinha apenas 7 anos de idade. Não saberia responder essa pergunta, mas que o Canadá pra ela é um lugar único. Depois desse diálogo, sem querer cheguei na parte chata. Perdendo uma ótima oportunidade de ficar calado, questionei-a sobre Lian, se ele era o único Canadense da família, já que tem apenas 2 anos.
Ela olhou-me com a cara mais errada possível, procurando palavras pra responder minha pergunta. Com bastante educação e sutileza ela começou a me responder e explicar: "Bem Petwron, eu não sou a mãe biológica de Lian. Se formos ver por sangue, Lian não faz parte dessa família. Ele é filipino também, mas nós só o descobrimos em Março do ano passado, quando meu marido voltou por motivos pessoais para resolver algumas coisas lá nas Filipinas e soube do caso do garoto Lian, sem exitar nada, ele o trouxe para cá e resolvemos todas as burocracias. Agora temos ele como nosso filho no papel. Lian tem dois anos, mas é nosso há 10 meses" Fiquei sem palavras, tanto pelo fato de ver a emoção nos olhos dela ao falar do garoto, quanto pelo fato da minha pergunta indiscreta. A verdade é que depois que ela me falou isso, eu comecei a perceber mais neles e pensei 'Putz, eu já podia ter descoberto isso há muito tempo, é só olhar pra eles! Pense em um menino bonito pra tanta gente feia nessa família!'
Meus pais tem uma aparencia muito sofrida, de pessoas que fizeram muito na vida e atualmente não tem tudo o que realmente mereciam, acredito que Lian tras uma vida pra essa casa, verdadeiramente é uma terapia para eles. Assim como os estudantes que eles recebem, acredito que tudo isso os fazem se sentirem menos sozinhos e mais felizes.
Depois de me atualizar bastante da história deles, ela quis saber da minha. Perguntou a idade dos meus pais, da minha irmã, das minhas avós. Contei tudo, e ela se impressionou com duas coisas: Primeiramente com a triste situação que foi eu ter que viajar sem poder receber um 'Boa viagem, vai com Deus' de uma das minhas avós, que estava bem mal na UTI. Porém, ela ficou imensamente feliz quando eu disse que há dois dias atrás, ela tinha saido do hospital. Outra coisa que a deixou de boca aberta foi saber a idade da minha mãe, quando eu disse que ela dinha 41, ela abriu a boca em um espanto e disse 'Oh my god! Eu tenho idade de ser sua mãe! Tenho 42 anos!!'
O papo tava tão bom, que eu terminei recaindo novamente na bobagem de falar no assunto 'Lian', perguntei se ele já estudava. Ela disse que ele tinha começado em um berçário nas Filipinas, mas que aqui ainda não tinha estrado na escola de verdade. Em frações de segundos ela mudou o assunto e foi aí que chegou minha estação do Skytrain e eu tive que descer.
Tentei por uma foto da minha casa nessa postagem, porém mais uma vez esse blog não ajudou. Fica para a próxima!
Ps.
Quando tava saindo para ir à escola, dou de cara com Lian e sua mãe chegando em casa. Ela estava vindo trazer o garoto para depois ir trabalhar, logo, ela disse 'Petwron, me espera que eu vou com você hoje!' esperei-a acomodar o menino aqui em casa e logo em seguida fomos para as nossas obrigações.
Sendo uma mulher bastante simpática, fomos o percurso todo conversando bastante, e como ela mesma disse no começo: "É bom porque você treina cada vez mais o seu inglês". Percebi que ela estava me dando brecha pra qualquer tipo de conversa, e curioso como sou, tratei logo de perguntar absolutamente tudo sobre a família. Não nos exitamos em momento nenhum - A não ser na hora que chegou no assunto 'Lian'.
Comentei com ela que quando eu cheguei, pensava que ela era a filha dos meus pais daqui, ela gargalhou e disse que se dava muito bem com eles, mas que era nora dos mesmos. O marido dela é que é o filho. Isso foi o começo de uma longa conversa e descobertas. Ela me contou que meus pais tem quatro filhos homens - Ou quase homens, pois eu já conheci um semana passada que tem muita vontade de jogar no outro time!
Em seguida, perguntei se ela era Canadense, pois o que eu mais conheci aqui foram coreanos, filipinos, chineses e brasileiros. Mas não, ela não era canadense. Assim como minha família, ela também é filipina, e me adiantou logo que todos daquela família eram filipinos. Como meu host father me disse ontem, eles vinheram pra cá há mais de vinte e cinco anos. Perguntei-a qual dos dois países ela preferia: Canadá ou Filipinas. Ela me disse que saiu das Filipinas quando tinha apenas 7 anos de idade. Não saberia responder essa pergunta, mas que o Canadá pra ela é um lugar único. Depois desse diálogo, sem querer cheguei na parte chata. Perdendo uma ótima oportunidade de ficar calado, questionei-a sobre Lian, se ele era o único Canadense da família, já que tem apenas 2 anos.
Ela olhou-me com a cara mais errada possível, procurando palavras pra responder minha pergunta. Com bastante educação e sutileza ela começou a me responder e explicar: "Bem Petwron, eu não sou a mãe biológica de Lian. Se formos ver por sangue, Lian não faz parte dessa família. Ele é filipino também, mas nós só o descobrimos em Março do ano passado, quando meu marido voltou por motivos pessoais para resolver algumas coisas lá nas Filipinas e soube do caso do garoto Lian, sem exitar nada, ele o trouxe para cá e resolvemos todas as burocracias. Agora temos ele como nosso filho no papel. Lian tem dois anos, mas é nosso há 10 meses" Fiquei sem palavras, tanto pelo fato de ver a emoção nos olhos dela ao falar do garoto, quanto pelo fato da minha pergunta indiscreta. A verdade é que depois que ela me falou isso, eu comecei a perceber mais neles e pensei 'Putz, eu já podia ter descoberto isso há muito tempo, é só olhar pra eles! Pense em um menino bonito pra tanta gente feia nessa família!'
Meus pais tem uma aparencia muito sofrida, de pessoas que fizeram muito na vida e atualmente não tem tudo o que realmente mereciam, acredito que Lian tras uma vida pra essa casa, verdadeiramente é uma terapia para eles. Assim como os estudantes que eles recebem, acredito que tudo isso os fazem se sentirem menos sozinhos e mais felizes.
Depois de me atualizar bastante da história deles, ela quis saber da minha. Perguntou a idade dos meus pais, da minha irmã, das minhas avós. Contei tudo, e ela se impressionou com duas coisas: Primeiramente com a triste situação que foi eu ter que viajar sem poder receber um 'Boa viagem, vai com Deus' de uma das minhas avós, que estava bem mal na UTI. Porém, ela ficou imensamente feliz quando eu disse que há dois dias atrás, ela tinha saido do hospital. Outra coisa que a deixou de boca aberta foi saber a idade da minha mãe, quando eu disse que ela dinha 41, ela abriu a boca em um espanto e disse 'Oh my god! Eu tenho idade de ser sua mãe! Tenho 42 anos!!'
O papo tava tão bom, que eu terminei recaindo novamente na bobagem de falar no assunto 'Lian', perguntei se ele já estudava. Ela disse que ele tinha começado em um berçário nas Filipinas, mas que aqui ainda não tinha estrado na escola de verdade. Em frações de segundos ela mudou o assunto e foi aí que chegou minha estação do Skytrain e eu tive que descer.
Tentei por uma foto da minha casa nessa postagem, porém mais uma vez esse blog não ajudou. Fica para a próxima!
Ps.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Custo de vida.
Como será que seria a vida de uma pessoa que recebe um salário mínimo (brasileiro) em uma cidade como Vancouver? Vou tentar mostrar isso para vocês agora.
Ciente que o salário mínimo de um trabalhador no Brasil é cerca de 540 reais, eu vou fazer meu relato baseado em 540 doláres canadenses, porque se eu for fazer o câmbio, ficaria em torno de 270 dólares e com essa quantia de dinheiro não daria nem para ele pensar em respirar por aqui.
A vida no Canadá é cara. Todos os dias a população passa por situações que é necessário gastar dinheiro - As vezes, muito dinheiro - e isso me faz acreditar que com 540 dólares mensais para pagar todas as contas e talvez, ainda ter um passeio no final de semana, se torne impossível. Aqui existem bairros e lugares que são considerados como "favelas" aí no Brasil, suponho que para fazer o aluguel de um imóvel nessas áreas seja em torno de 100 dólares mensais, só com isso, já vai boa parte do dinheiro.
Ao caminhar pelas ruas de Vancouver, você pode encontrar diferentes tipos de mercados, desde os mais simples até os mais caros. Uma feira de mês, deve custar 200 ou 250 dólares, para uma família com três pessoas mais ou menos. Porém, aqui no Canadá, as pessoas tem um costume muito grande de trocar alguma refeição por lanche. Muitas vezes, se come pizza, hamburguer ou qualquer outro tipo de comida gordurosa na hora do almoço. Isso já faz com que o gasto com alimentos durante o mês diminua.
Que os canadenses se alimentam muito mal, é fato. É de dar nausas ver ás 8 horas da manhã uma pessoa se lambuzando com um big tudo Mc. Mas como dizem por aí 'Educação vem de berço' e ontem eu descobri o porquê de tudo isso: Vi em uma hamburgueria, uma mãe dando um hamburguer do tamanho do mundo a uma criança que ainda usava carrinho de bebê.
Partindo para outro ponto, vou falar de carros. É bastante fácil comprar um carro no Canadá, esse é um dos únicos investimentos que por aqui, não é caro. Se você tem 700 dólares, já pode dar entrada em um carro de nível médio e investindo um pouco mais de dinheiro, quitá-lo completamente. Mas como tudo tem um 'porém', o caro aqui é o combustível. Geralmente, aqui não se para em um posto de gasolina para pedir 10, 15, 20 dólares de gasolinha ou alcool. Quando os canadenses vão colocar combustível, eles pedem para completar o tanque, e isso é em torno de 150/180 dólares. Se pensarmos em real...Pagar 300/360 reais para encher o tanque, é bem caro.
Em relação aos passeios de fim de semana, isso pode ser bem caro, como também, não custar nada. Existem diversos parques públicos por aqui, que geralmente famílias vão caminhar, jogar conversa fora e levar as crianças para brincar. Esses tipos de saídas não custam nada. Aqui também tem outros parques privados, como o Capilano e o Stanley, custam em torno de 25 dólares para passar o dia todo. Não é um tipo de passeio caro. Finalmente chegando nos absurdamentes caros, você pode ir esquiar em alguma montanha e pagar algo em torno de 150 dólares por algumas horas. Bem, vai da situação financeira de cada um!
As saídas noturnas para os jovens - A partir de 19 anos, sem restrições. Só e somente só pessoas com 19 anos ou mais - não é cara. Em frente às boates ficam bastantes organizadores de festas distribuindo ingressos, isso é bastante comum, não precisa ser uma pessoa especial ou então ganhar alguma promoção para receber esses ingressos. Basta ver alguém entregando e dizer 'Eu quero um também' e pronto, entrar na festa. Como não posso nem em sonho entrar em nenhuma boate ou mesmo bar por aqui, pergunto aos meus amigos quanto eles gastam em uma noite, e os mesmos dizem que não é caro, já que o ingresso é grátis. Lá dentro, a consumação custa entre 20/30 dólares.
Acho que ficou bem claro que é quase impossível alguém viver aqui com 540 dólares mensais, ou não?
Ps.
Ciente que o salário mínimo de um trabalhador no Brasil é cerca de 540 reais, eu vou fazer meu relato baseado em 540 doláres canadenses, porque se eu for fazer o câmbio, ficaria em torno de 270 dólares e com essa quantia de dinheiro não daria nem para ele pensar em respirar por aqui.
A vida no Canadá é cara. Todos os dias a população passa por situações que é necessário gastar dinheiro - As vezes, muito dinheiro - e isso me faz acreditar que com 540 dólares mensais para pagar todas as contas e talvez, ainda ter um passeio no final de semana, se torne impossível. Aqui existem bairros e lugares que são considerados como "favelas" aí no Brasil, suponho que para fazer o aluguel de um imóvel nessas áreas seja em torno de 100 dólares mensais, só com isso, já vai boa parte do dinheiro.
Ao caminhar pelas ruas de Vancouver, você pode encontrar diferentes tipos de mercados, desde os mais simples até os mais caros. Uma feira de mês, deve custar 200 ou 250 dólares, para uma família com três pessoas mais ou menos. Porém, aqui no Canadá, as pessoas tem um costume muito grande de trocar alguma refeição por lanche. Muitas vezes, se come pizza, hamburguer ou qualquer outro tipo de comida gordurosa na hora do almoço. Isso já faz com que o gasto com alimentos durante o mês diminua.
Que os canadenses se alimentam muito mal, é fato. É de dar nausas ver ás 8 horas da manhã uma pessoa se lambuzando com um big tudo Mc. Mas como dizem por aí 'Educação vem de berço' e ontem eu descobri o porquê de tudo isso: Vi em uma hamburgueria, uma mãe dando um hamburguer do tamanho do mundo a uma criança que ainda usava carrinho de bebê.
Partindo para outro ponto, vou falar de carros. É bastante fácil comprar um carro no Canadá, esse é um dos únicos investimentos que por aqui, não é caro. Se você tem 700 dólares, já pode dar entrada em um carro de nível médio e investindo um pouco mais de dinheiro, quitá-lo completamente. Mas como tudo tem um 'porém', o caro aqui é o combustível. Geralmente, aqui não se para em um posto de gasolina para pedir 10, 15, 20 dólares de gasolinha ou alcool. Quando os canadenses vão colocar combustível, eles pedem para completar o tanque, e isso é em torno de 150/180 dólares. Se pensarmos em real...Pagar 300/360 reais para encher o tanque, é bem caro.
Em relação aos passeios de fim de semana, isso pode ser bem caro, como também, não custar nada. Existem diversos parques públicos por aqui, que geralmente famílias vão caminhar, jogar conversa fora e levar as crianças para brincar. Esses tipos de saídas não custam nada. Aqui também tem outros parques privados, como o Capilano e o Stanley, custam em torno de 25 dólares para passar o dia todo. Não é um tipo de passeio caro. Finalmente chegando nos absurdamentes caros, você pode ir esquiar em alguma montanha e pagar algo em torno de 150 dólares por algumas horas. Bem, vai da situação financeira de cada um!
As saídas noturnas para os jovens - A partir de 19 anos, sem restrições. Só e somente só pessoas com 19 anos ou mais - não é cara. Em frente às boates ficam bastantes organizadores de festas distribuindo ingressos, isso é bastante comum, não precisa ser uma pessoa especial ou então ganhar alguma promoção para receber esses ingressos. Basta ver alguém entregando e dizer 'Eu quero um também' e pronto, entrar na festa. Como não posso nem em sonho entrar em nenhuma boate ou mesmo bar por aqui, pergunto aos meus amigos quanto eles gastam em uma noite, e os mesmos dizem que não é caro, já que o ingresso é grátis. Lá dentro, a consumação custa entre 20/30 dólares.
Acho que ficou bem claro que é quase impossível alguém viver aqui com 540 dólares mensais, ou não?
Ps.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Onze dias e muito mais.
Me peguei pensando hoje sobre tudo que já me aconteceu, desde que eu sai de Recife até agora. Só depois de lembrar do que já passei por aqui, é que pude perceber o quanto de coisas eu já conheci em onze dias.
Os acontecimentos aqui ocorrem muito diferentemente do que eu estou habituado, seja ao ver o sol nascer só às 9 horas da manhã ou em ver um único papel no chão e já achar coisa de outro mundo. Quando você está longe de casa, da família, dos amigos, tudo é mais intenso. Eu tô aqui há pouco mais de dez dias, mas parece que já fazem meses, a saudade bate muito mais rápido - Já que você sabe que não verá em breve determinadas pessoas e muito menos as encontrar ocasionalmente na rua - e a sensação de estar sozinho vem muito mais forte.
Por outro lado, tá sendo bom esse turbilhão de coisas acontecendo no mesmo tempo, pois só hoje eu me dei conta da quantidade de lugares que eu já conheci, das inúmeras comidas - Ruins - que eu comi, das pessoas maravilhosas que fiquei amigo e do quanto eu já aprendi por aqui. É engraçado ficar lembrando de como cheguei e de como, em apenas onde dias, eu já estou. A cabeça muda e o corpo se adapta - O paladar também!
Acho divertido lembrar dos fatos engraçados que já descobri e/ou já passei, tais como: Coreanos não nasceram para falar inglês. Minha família não é muito apta ao banho. O maior hobby da tarde é rir da professora. Nem sempre estar perdido é a pior coisa do mundo. Ensinar aos estrangeiros a falar algumas palavras feias em português é engraçadíssimo tanto para nós, quanto para eles. Dentre outas mil e uma coisas.
Entre outros momentos bons que passo por aqui, uma das coisas que mais me dão prazer, é quando em alguma aula eu tenho que fazer uma atividade com algum estrangeiro qualquer. É incrível como eles adoram saber da nossa cultura, principalmente os coreanos. Hoje, por exemplo, conversei com uma coreana, e quando ela viu minha letra, ela disse 'Oh, parece letra japonesa, na coreia nós não escrevemos palavras com letras ligadas, escrevemos tudo em letra de forma' e realmente é verdade, as letras deles são todas muito parecidas. Para ela entender a minha escrita e a de outros brasileiros, foi difícil!
São esses tipos de fatos que me deixam feliz aqui. Mostrar um pouco da nossa cultura, descobrir mais sobre a cultura de outros países, poder conhecer lugares que nunca imaginaria ir, sair andando nas ruas meio sem rumo, só por conhecer mesmo. E por fim, poder parar em alguma cafeteria, sem pressa, e tomar um bom café com os amigos.
Outro ponto que vou comentar, mas só quem estar aqui vai poder me compreender. Ninguém que estar no Brasil e que nunca veio por aqui, repito: ninguém, tem noção do quão agradável que é sair na rua a hora que for, mexer na carteira em qualquer lugar, usar qualquer tipo de objeto de valor nas ruas e não correr o risco de vim alguém tomar aquil que é seu. Isso com certeza é uma das coisas que mais estou adorando por aqui. As vezes percebo alguém atrás de mim por muito tempo, fico com medo por alguns minutos, mas depois lembro 'Ah, eu tô no Canadá, tá tudo bem!' e realmente, sempre tá tudo bem.
Sem mais por hoje, vejo vocês amanhã.
Ps.
Os acontecimentos aqui ocorrem muito diferentemente do que eu estou habituado, seja ao ver o sol nascer só às 9 horas da manhã ou em ver um único papel no chão e já achar coisa de outro mundo. Quando você está longe de casa, da família, dos amigos, tudo é mais intenso. Eu tô aqui há pouco mais de dez dias, mas parece que já fazem meses, a saudade bate muito mais rápido - Já que você sabe que não verá em breve determinadas pessoas e muito menos as encontrar ocasionalmente na rua - e a sensação de estar sozinho vem muito mais forte.
Por outro lado, tá sendo bom esse turbilhão de coisas acontecendo no mesmo tempo, pois só hoje eu me dei conta da quantidade de lugares que eu já conheci, das inúmeras comidas - Ruins - que eu comi, das pessoas maravilhosas que fiquei amigo e do quanto eu já aprendi por aqui. É engraçado ficar lembrando de como cheguei e de como, em apenas onde dias, eu já estou. A cabeça muda e o corpo se adapta - O paladar também!
Acho divertido lembrar dos fatos engraçados que já descobri e/ou já passei, tais como: Coreanos não nasceram para falar inglês. Minha família não é muito apta ao banho. O maior hobby da tarde é rir da professora. Nem sempre estar perdido é a pior coisa do mundo. Ensinar aos estrangeiros a falar algumas palavras feias em português é engraçadíssimo tanto para nós, quanto para eles. Dentre outas mil e uma coisas.
Entre outros momentos bons que passo por aqui, uma das coisas que mais me dão prazer, é quando em alguma aula eu tenho que fazer uma atividade com algum estrangeiro qualquer. É incrível como eles adoram saber da nossa cultura, principalmente os coreanos. Hoje, por exemplo, conversei com uma coreana, e quando ela viu minha letra, ela disse 'Oh, parece letra japonesa, na coreia nós não escrevemos palavras com letras ligadas, escrevemos tudo em letra de forma' e realmente é verdade, as letras deles são todas muito parecidas. Para ela entender a minha escrita e a de outros brasileiros, foi difícil!
São esses tipos de fatos que me deixam feliz aqui. Mostrar um pouco da nossa cultura, descobrir mais sobre a cultura de outros países, poder conhecer lugares que nunca imaginaria ir, sair andando nas ruas meio sem rumo, só por conhecer mesmo. E por fim, poder parar em alguma cafeteria, sem pressa, e tomar um bom café com os amigos.
Outro ponto que vou comentar, mas só quem estar aqui vai poder me compreender. Ninguém que estar no Brasil e que nunca veio por aqui, repito: ninguém, tem noção do quão agradável que é sair na rua a hora que for, mexer na carteira em qualquer lugar, usar qualquer tipo de objeto de valor nas ruas e não correr o risco de vim alguém tomar aquil que é seu. Isso com certeza é uma das coisas que mais estou adorando por aqui. As vezes percebo alguém atrás de mim por muito tempo, fico com medo por alguns minutos, mas depois lembro 'Ah, eu tô no Canadá, tá tudo bem!' e realmente, sempre tá tudo bem.
Sem mais por hoje, vejo vocês amanhã.
Ps.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Dia de neve.
Eu tinha outros planos completamente diferentes sobre o que ia escrever aqui hoje, mas ontem tive uma surpresa que não poderia deixar de fazer uma postagem especial: Neve na cidade.
Como já estava planejado desde o último Domingo, ontem nós fomos para um jogo de Hockey em um estádio que é uns 30 minutos de Downtown. Durante o dia foi tudo igual: Aula pela manhã, almoço, aula à tarde. Como a última aula acaba às 14h30 e o jogo era só às 19h30, fomos fazer hora no shopping e depois no Starbucks. O dia tava bom, o céu tava em uma tonalidade azul bem clarinho e não estava chovendo - Coisa que é extremamente rara na cidade que mais chove do Canadá.
Às 18h fomos para a concentração para depois irmos todos juntos ao jogo, o dia continuava bonito, porém já era noite. Fomos para o jogo e é uma sensação incrivel, pois eu realmente me sentia dentro de um filme. Nunca imaginava que um dia iria ver ao vivo um jogo de Hockey. Com duração de aproximadamente três horas, às 22h30 o jogo acabou e fomos saindo logo para não chegar tarde em casa.
Chegando perto da porta de saída do estádio, só ouviamos aquele 'zuzuzuzuzu, blablabalabla' e depois de perguntar o que estava acontecendo, recebemos a notícia: Estar nevando! Nossa, fiquei com o sorrido de orelha à orelha. Sair do estádio, fiquei brincando com a neve, abrindo a boca pra 'comer' neve. Parecia ter uns 5 anos. Não sabia que essa felicidade iria durar pouco tempo.
Estávamos meio perdidos, não sabiamos pra onde deviamos ir. Perguntamos a um homem na rua como fazia pra chegar em Downtown, ele explicou e apontou para onde deveriamos pegar o ônibus. A parada estava completamente lotada, nem se vinhessem uns quatro ônibus, nós não conseguiriamos entrar. Achamos outro caminho, e uma outra parada menos tumultuada, fomos para lá, esperamos o ônibus por uma hora.
Tenho que confessar que qualquer lugar fica extremamente bonito com neve, a mesma dá uma beleza muito especial em tudo, porém, a cidade fica um caos quando neva, os carros andam bastante devagar por causa da pista bastante escorregadia e atrasa tudo. Cheguei na estação do Skytrain mais próxima e aí foi outra loucura. Depois de entrarmos no mesmo, ele antou uns 10 metros e parou entre duas estações. Ficou cerca de uns 20 minutos parado, ninguém dizia nada. No meu vagão só tinha eu e mais quatro amigos. Sabe o que eu imaginei? Que iriam entrar assassinos no vagão, roubar todo mundo, abusar sexualmente e depois matar todos. No outro dia meu pai receberia uma coroa de flores com os pêsames da escola. Sim, tipo filme. Mas graças a Deus, nada disso aconteceu!
Cheguei na minha estação do Skytrain em 40 minutos e já fui correndo pra pegar o outro ônibus que me trás aqui pra casa. Vi o horário que ele chegaria - 23h37. Já comentei aqui da pontualidade, né? - e ainda faltavam uns 10 minutos. Aproveitei pra fotografar todas as paisagens da neve e depois peguei meu ônibus. O trajeto geralmente leva uns 6 minutos, ontem, levou 15. Neve, pra quê te quero! Entrei em casa à 00h10 e fui diretinho dormir.
Acordei, olhei a janela e vi que tudo estava mais branco do que na noite anterior. Respirei fundo. Olhei pra minha cama - Ela ainda estava me chamando. Tomei coragem. Fui tomar banho. Quando sair de casa, percebi que não existia mais grama, calçada, avenida, NADA! Só casas e árvores. Tudo estava em um plano só. Fui pisando - e afundando - na neve até chegar na minha parada e pensando 'Puta merda, sempre tive vontade de ver neve e agora tô passando a odiar a mesma'. Pura verdade, não faço muita questão de rever a neve, muito menos de andar sobre ela. Peguei meu ônibus e quando sentei, percebi que da batata pra baixo eu estava completamente molhado. Subiu um sangue quente. Respirei três vezes. Acalmei.
Largando da escola, vim diretamente pra casa, não aguentava mais ver as consequências da neve no dia a dia e só conseguia pensar na minha cama quentinha que estava me esperando.
Ps.
Como já estava planejado desde o último Domingo, ontem nós fomos para um jogo de Hockey em um estádio que é uns 30 minutos de Downtown. Durante o dia foi tudo igual: Aula pela manhã, almoço, aula à tarde. Como a última aula acaba às 14h30 e o jogo era só às 19h30, fomos fazer hora no shopping e depois no Starbucks. O dia tava bom, o céu tava em uma tonalidade azul bem clarinho e não estava chovendo - Coisa que é extremamente rara na cidade que mais chove do Canadá.
Às 18h fomos para a concentração para depois irmos todos juntos ao jogo, o dia continuava bonito, porém já era noite. Fomos para o jogo e é uma sensação incrivel, pois eu realmente me sentia dentro de um filme. Nunca imaginava que um dia iria ver ao vivo um jogo de Hockey. Com duração de aproximadamente três horas, às 22h30 o jogo acabou e fomos saindo logo para não chegar tarde em casa.
Chegando perto da porta de saída do estádio, só ouviamos aquele 'zuzuzuzuzu, blablabalabla' e depois de perguntar o que estava acontecendo, recebemos a notícia: Estar nevando! Nossa, fiquei com o sorrido de orelha à orelha. Sair do estádio, fiquei brincando com a neve, abrindo a boca pra 'comer' neve. Parecia ter uns 5 anos. Não sabia que essa felicidade iria durar pouco tempo.
Estávamos meio perdidos, não sabiamos pra onde deviamos ir. Perguntamos a um homem na rua como fazia pra chegar em Downtown, ele explicou e apontou para onde deveriamos pegar o ônibus. A parada estava completamente lotada, nem se vinhessem uns quatro ônibus, nós não conseguiriamos entrar. Achamos outro caminho, e uma outra parada menos tumultuada, fomos para lá, esperamos o ônibus por uma hora.
Tenho que confessar que qualquer lugar fica extremamente bonito com neve, a mesma dá uma beleza muito especial em tudo, porém, a cidade fica um caos quando neva, os carros andam bastante devagar por causa da pista bastante escorregadia e atrasa tudo. Cheguei na estação do Skytrain mais próxima e aí foi outra loucura. Depois de entrarmos no mesmo, ele antou uns 10 metros e parou entre duas estações. Ficou cerca de uns 20 minutos parado, ninguém dizia nada. No meu vagão só tinha eu e mais quatro amigos. Sabe o que eu imaginei? Que iriam entrar assassinos no vagão, roubar todo mundo, abusar sexualmente e depois matar todos. No outro dia meu pai receberia uma coroa de flores com os pêsames da escola. Sim, tipo filme. Mas graças a Deus, nada disso aconteceu!
Cheguei na minha estação do Skytrain em 40 minutos e já fui correndo pra pegar o outro ônibus que me trás aqui pra casa. Vi o horário que ele chegaria - 23h37. Já comentei aqui da pontualidade, né? - e ainda faltavam uns 10 minutos. Aproveitei pra fotografar todas as paisagens da neve e depois peguei meu ônibus. O trajeto geralmente leva uns 6 minutos, ontem, levou 15. Neve, pra quê te quero! Entrei em casa à 00h10 e fui diretinho dormir.
Acordei, olhei a janela e vi que tudo estava mais branco do que na noite anterior. Respirei fundo. Olhei pra minha cama - Ela ainda estava me chamando. Tomei coragem. Fui tomar banho. Quando sair de casa, percebi que não existia mais grama, calçada, avenida, NADA! Só casas e árvores. Tudo estava em um plano só. Fui pisando - e afundando - na neve até chegar na minha parada e pensando 'Puta merda, sempre tive vontade de ver neve e agora tô passando a odiar a mesma'. Pura verdade, não faço muita questão de rever a neve, muito menos de andar sobre ela. Peguei meu ônibus e quando sentei, percebi que da batata pra baixo eu estava completamente molhado. Subiu um sangue quente. Respirei três vezes. Acalmei.
Largando da escola, vim diretamente pra casa, não aguentava mais ver as consequências da neve no dia a dia e só conseguia pensar na minha cama quentinha que estava me esperando.
Ps.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Educação, cultura e desenvolvimento.
Sempre ficava me questionando qual era o porquê para o Brasil viver em uma situação difícil em relação a tudo: Economia, lazer, transporte. Apenas com uma semana aqui, já achei algumas respostas para esse questionamento.
Quando a fase é ruim, todo brasileiro tem a mania de colocar a culpa em alguém. Seja o patrão, os pais - ou os filhos - ou o presidente. Nunca temos o costume de olhar para o nosso próprio umbigo e pensar: O problema pode estar em mim. Acredito que duas simples coisas podem fazer grande diferença que é a educação e a cultura. Talvez, somando essas duas coisas, podemos um dia, quem sabe chegar ao desenvolvimento.
Alguns de vocês podem estar lendo isso aqui e pensando 'Ah, isso é história pra boi dormir que Pedro tá contanto. Todo dia nós vemos isso em noticiários, na escola e continua sempre a mesma coisa'. Sim, eu também pensava assim, até ver como é a realidade daqui. E o erro estava em mim, pois sabia de tudo isso e não movia uma palha pra tentar ver essa mudança.
Não é preciso ir muito longe - Aqui no Canadá - para ver a educação das pessoas. Algumas podem ser chatas, mas com certeza são educadas; e eu não falo de educação em relação a 'Oi. Tudo bom. Com licença. Obrigado. Desculpe' eu falo nesse assunto em realação a tudo, desde educação ambiental à educação colegial. Vou começar falando disso em um simples lugar: Ônibus coletivo. E vale salientar que todos os tópicos que eu abordar sobre educação, vocês podem ligar isso com cultura também. Pois se criarmos a cultura de sermos educados, podemos ir bem longe.
Bem, voltando ao lugar que eu citei logo a cima: É de se impressionar a quantidade de pessoas que entram e saem dos ônibus todos os dias. Certo dia, entrei no ônibus e o mesmo estava lotado, daí, fiquei bem perto do motorista, como sempre fico olhando a paisagem, as vezes eu não presto atenção nas pessoas, mas uma coisa me chamou atenção: A cada 10 pessoas que desciam do ônibus, 8 diziam 'Thanks very much' ao motorista - e não só as pessoas que descem pela porta que fica ao lado do motorista. As pessoas podem descer na última porta do ônibus, que mesmo assim elas vão dá um grito: 'THAAANKS' - e o mesmo se aplica às pessoas que sobem. Depois desse dia, começei a perceber mais nessa situação, e a partir daí pude comprovar isso: Não é só uma ou outra pessoa que agradecem ao subir ou descer do ônibus, 99% da população tem essa cultura.
Curioso como sou, uma vez vim sentado ao lado de uma senhora bem simpática e eu senti a necessidade de tocar naquele assunto com ela. Comentei que no Brasil as pessoas não tinham costume de agrader ao motorista ao usar um ônibus, e perguntei-a qual era o motivo deles fazerem isso. Com bastante espanto ela recebeu minha pergunta, e disse simplesmente isso: Se ele me leva para onde eu quero, a hora que eu quero, você não acha que eu devo no mínimo agradece-lo e/ou deseja-lo um bom dia? Fiquei realmente sem respostas. Preciso falar algo mais sobre a educação nos ônibus? Acho que não.
Partindo para outro ponto, vou falar sobre coleta seletiva. Os canadenses tem uma rigorosa seleção de lixo, em todos os lugares que você for por lixo, provavelmente vai encontrar diferentes cestos. E não são aqueles cestos do Brasil, onde tem escrito 'Plástico' e as pessoas jogam uma garrafa de vidro. Aqui eles são extremamente cautelosos quanto a isso e se verem alguém colocando errado, eles educadamente chamam sua atenção, como aconteceu comigo há três dias: Desci do ônibus e o primeiro cesto de lixo, joguei um copo de café. Imediatamente chegou um homem e me disse: Desculpe, mas esse cesto são para os jornais. Tirei meu copo de lá e levei para colocar no primeiro lixeiro que encontrasse na rua, daí, mais uma surpresa: Lixo nas ruas canadenses, são muito raros também. Perguntei ao meu host father o motivo disso e ele respondeu: Se você tem um lixo consigo, sabe que não pode jogar na rua, então pra que ter muitos lixeiros na mesma? Seu dever é joga-lo quando chegar em casa. Você só vai encontrar uns ou outros lixeiros na rua.
Falando rapidamente em um tópico que eu toquei no parágrafo anterior: Cesto para jornais. Aqui no Canadá, existem duas empresas de jornais (Metro de 24hrs) que seus exemplares são distribuidos gratuitamente por toda a cidade e você pode encontrar suas caixinhas em qualquer lugar da rua, ao lado do meu ponto de ônibus, por exemplo, tem uma caixinha do Metro, então todo dia eu puxo-a e cai um jornal. É bom para estrangeiros treinarem o inglês e para os nativos se manterem sempre por dentro do que acontece no mundo. - Embora nem sempre sejam boas matérias, uma vez vi uma matéria que o jornal julgava ser 'especialíssima' sobre Justin Bieber.
Eu sei que um exemplar de jornal não é caro, custa entre 1.50-2.00 reais, mas se o Brasil tomasse alguma iniciativa de fazer uma ação dessas, distribuir religiosamente todo dia jornais gratuitamente para a população, com certeza as pessoas menos favorecidas iriam poder ganhar um pouco de atualidade e cultura nos seus dia-a-dias.
Eu poderia escrever aqui muitos outros parágrafos abordando esse tema, mas resolvi dá uma resumida e escrever sobre esses subtemas, que são coisas que andam chamando muito minha atenção.
Essa foto de hoje, é um parque natural chamado Capilano. Comentei aqui sobre ele há uns dois dias atrás. Esse tipo de natureza, confesso que nunca tinha visto antes. Ah, um agradecimento em especial para minha amiga Aline, que me ensinou como por fotos nas minhas postagens e para meu amigo Isac, que anda me ajudando no desing do blog.
Ps.
Quando a fase é ruim, todo brasileiro tem a mania de colocar a culpa em alguém. Seja o patrão, os pais - ou os filhos - ou o presidente. Nunca temos o costume de olhar para o nosso próprio umbigo e pensar: O problema pode estar em mim. Acredito que duas simples coisas podem fazer grande diferença que é a educação e a cultura. Talvez, somando essas duas coisas, podemos um dia, quem sabe chegar ao desenvolvimento.
Alguns de vocês podem estar lendo isso aqui e pensando 'Ah, isso é história pra boi dormir que Pedro tá contanto. Todo dia nós vemos isso em noticiários, na escola e continua sempre a mesma coisa'. Sim, eu também pensava assim, até ver como é a realidade daqui. E o erro estava em mim, pois sabia de tudo isso e não movia uma palha pra tentar ver essa mudança.
Não é preciso ir muito longe - Aqui no Canadá - para ver a educação das pessoas. Algumas podem ser chatas, mas com certeza são educadas; e eu não falo de educação em relação a 'Oi. Tudo bom. Com licença. Obrigado. Desculpe' eu falo nesse assunto em realação a tudo, desde educação ambiental à educação colegial. Vou começar falando disso em um simples lugar: Ônibus coletivo. E vale salientar que todos os tópicos que eu abordar sobre educação, vocês podem ligar isso com cultura também. Pois se criarmos a cultura de sermos educados, podemos ir bem longe.
Bem, voltando ao lugar que eu citei logo a cima: É de se impressionar a quantidade de pessoas que entram e saem dos ônibus todos os dias. Certo dia, entrei no ônibus e o mesmo estava lotado, daí, fiquei bem perto do motorista, como sempre fico olhando a paisagem, as vezes eu não presto atenção nas pessoas, mas uma coisa me chamou atenção: A cada 10 pessoas que desciam do ônibus, 8 diziam 'Thanks very much' ao motorista - e não só as pessoas que descem pela porta que fica ao lado do motorista. As pessoas podem descer na última porta do ônibus, que mesmo assim elas vão dá um grito: 'THAAANKS' - e o mesmo se aplica às pessoas que sobem. Depois desse dia, começei a perceber mais nessa situação, e a partir daí pude comprovar isso: Não é só uma ou outra pessoa que agradecem ao subir ou descer do ônibus, 99% da população tem essa cultura.
Curioso como sou, uma vez vim sentado ao lado de uma senhora bem simpática e eu senti a necessidade de tocar naquele assunto com ela. Comentei que no Brasil as pessoas não tinham costume de agrader ao motorista ao usar um ônibus, e perguntei-a qual era o motivo deles fazerem isso. Com bastante espanto ela recebeu minha pergunta, e disse simplesmente isso: Se ele me leva para onde eu quero, a hora que eu quero, você não acha que eu devo no mínimo agradece-lo e/ou deseja-lo um bom dia? Fiquei realmente sem respostas. Preciso falar algo mais sobre a educação nos ônibus? Acho que não.
Partindo para outro ponto, vou falar sobre coleta seletiva. Os canadenses tem uma rigorosa seleção de lixo, em todos os lugares que você for por lixo, provavelmente vai encontrar diferentes cestos. E não são aqueles cestos do Brasil, onde tem escrito 'Plástico' e as pessoas jogam uma garrafa de vidro. Aqui eles são extremamente cautelosos quanto a isso e se verem alguém colocando errado, eles educadamente chamam sua atenção, como aconteceu comigo há três dias: Desci do ônibus e o primeiro cesto de lixo, joguei um copo de café. Imediatamente chegou um homem e me disse: Desculpe, mas esse cesto são para os jornais. Tirei meu copo de lá e levei para colocar no primeiro lixeiro que encontrasse na rua, daí, mais uma surpresa: Lixo nas ruas canadenses, são muito raros também. Perguntei ao meu host father o motivo disso e ele respondeu: Se você tem um lixo consigo, sabe que não pode jogar na rua, então pra que ter muitos lixeiros na mesma? Seu dever é joga-lo quando chegar em casa. Você só vai encontrar uns ou outros lixeiros na rua.
Falando rapidamente em um tópico que eu toquei no parágrafo anterior: Cesto para jornais. Aqui no Canadá, existem duas empresas de jornais (Metro de 24hrs) que seus exemplares são distribuidos gratuitamente por toda a cidade e você pode encontrar suas caixinhas em qualquer lugar da rua, ao lado do meu ponto de ônibus, por exemplo, tem uma caixinha do Metro, então todo dia eu puxo-a e cai um jornal. É bom para estrangeiros treinarem o inglês e para os nativos se manterem sempre por dentro do que acontece no mundo. - Embora nem sempre sejam boas matérias, uma vez vi uma matéria que o jornal julgava ser 'especialíssima' sobre Justin Bieber.
Eu sei que um exemplar de jornal não é caro, custa entre 1.50-2.00 reais, mas se o Brasil tomasse alguma iniciativa de fazer uma ação dessas, distribuir religiosamente todo dia jornais gratuitamente para a população, com certeza as pessoas menos favorecidas iriam poder ganhar um pouco de atualidade e cultura nos seus dia-a-dias.
Eu poderia escrever aqui muitos outros parágrafos abordando esse tema, mas resolvi dá uma resumida e escrever sobre esses subtemas, que são coisas que andam chamando muito minha atenção.
Essa foto de hoje, é um parque natural chamado Capilano. Comentei aqui sobre ele há uns dois dias atrás. Esse tipo de natureza, confesso que nunca tinha visto antes. Ah, um agradecimento em especial para minha amiga Aline, que me ensinou como por fotos nas minhas postagens e para meu amigo Isac, que anda me ajudando no desing do blog.
Ps.
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