terça-feira, 31 de maio de 2011

Abacaxi.

Não tenho nada pra escrever hoje, exatamente isso. Nadinha. Venho aqui pela falta do que fazer e também pela saudade de escrever algo em português, pois esse curso de Jornalismo que estou tendo agora, tá me fazendo escrever demais, mas em inglês. Por isso, vim aqui pra passar tempo escrevendo besteira, pra quem gosta de ler besteira. Sim, besteira. Não, besteira não.

Nessa altura do meu intercâmbio, não faz mais sentido nenhum fazer aquelas postagens do tipo 'Vi uma coisa hoje que me impressionou e blablabla' mesmo que eu algumas vezes realmente vejo, mas sinceramente falando? Não tenho mais vontade de colocar aqui, não faz mais sentido. Assim como, não faz sentido isso que eu tou escrevendo - Mas nem por isso vou parar, hehe.

Quase perco esse blog, por culpa da minha desorganização com e-mails e senhas diferentes, somados com meu desentendimento com tudo que tá ligado à internet. Nem parece, mas é. Há alguns dias atrás mais ou menos eu vim tentar abrir o blog e não consegui, dizia que eu tinha que confirmar meu e-mail, e o e-mail que tá atrelado ao blog é um que eu não uso há anos. Não faço nem ideia da senha, então, deixei pra lá, pra não ter que me aperriar muito. Vinha tentando abrir o blog todos os dias, e nada. Até que hoje, eu abro e ele entra normal. Consegue entender? Nem eu. E isso me fez pensar em sei lá, abacaxis, maçãs, biscoitos e conceito de felicidade. Tenho certeza que se meu pai tiver lendo isso aqui, deve tá pensando: 'Esse menino tá doido, é?' Já respondendo antes que tu pergunte, pai, eu não tou doido não, pode ficar tranquilo.

Mas falando em conceito de felicidade. Quem nunca teve um conceito de felicidade mudado ao extremo só por causa de uma situação? Eu sempre tenho. Meus conceitos de felicidade não são fixos, eles se alteram inúmeras vezes toda semana. Pois graças a Deus eu fico feliz por qualquer coisa, seja estando com fome e ver um cookie delicioso na minha frente, ou está morrendo de sono e ver minha cama pronta pra eu dormir (Coisa que nunca acontece). Tá bom, não quero mais falar disso, pois percebi que ia me prolongar muito e ninguém ia entender nada, e nesse exato momento eu tou muito psicologicamente cansado pra pensar demais.

Mudando de tópico, que tal Monobloco? Estou ouvindo agora e eles são uma das bandas que aumenta mais ainda minha saudade de Recife. Eles tem uma mistura de samba com alguma coisa que eu não sei. Super recomendo baixarem o cd deles e ouvi-lo todo, e quem sabe até baixar no Ipod e colocar pra tocar em alguma festinha (Por favor, me chamem!). Soube que teve um show deles na veneza brasileira, e fiquei com uma vontade enorme de ir, assim como fiquei com o que teve de Jack Johnson (Mesmo gostando mais de Jason Mraz) e os inúmeros outros que tiveram de Mamelungos e Faringes da Paixão, sim, Faringes da Paixão sim. Só não consigo lembrar agora se teve de Volver, mas se teve, já adianto dizendo que fiquei com vontade também.

Outra coisa antes de apertar em 'publicar postagem', quem precisa limpar o quarto durante seis meses? Ninguém. Descobri que limpeza é psicológico. Desde que eu cheguei aqui, sabe quantas vezes eu limpei esse quarto? Uma! Foi no meu primeiro final de semana, que eu quis fazer isso pra mostrar serviço, depois percebi que eles não se importavam, e até então nunca mais passei um aspirador de pó, nadinha, nadinha. Por favor, não pensem que eu sou o sujinho, o sujinho é o quarto (Que na verdade nem tá tão sujo assim), mas se quiserem pensar que sou eu, eu também não ligo.

Vou parar por aqui porque meu sono já tá extrapolando, boa noite meus caros medíocres amigos e parentes, que ao invés de tá lendo isso aqui, deveriam está pensando em ideias pra acabar com o aquecimento global. NÃOOOOOOOO AQUECIMENTO GLOBAL NÃOOOOO.

Ps.

sábado, 21 de maio de 2011

Falando em saudade...

Faz tempo que não apareço por aqui, peço desculpas, mas não foi por culpa minha. Meu computador deu um problema, daí tive que esperar tudo se ajeitar até tê-lo de volta, e agora já tá tudo certo. Por aqui está tudo bem, Terça começo minha nova e última sessão, nesse último mês vou fazer o curso de Jornalismo aqui na escola e em menos de um mês, já tou de volta pra minha terra linda. Mas eu não vim aqui hoje pra falar sobre mim, ou como eu estou. Eu vim pra falar de saudade, pela primeira vez nesse blog, eu vou falar de sentimentos que eu sinto, ou que já senti durante meu intercâmbio. Pensei que fosse mais fácil pensar em tudo e colocá-los aqui, mas nem é.

Acho que nunca tinha sentido a real sensação de dizer 'Estou com saudades', pode até parecer rude, mas não é. Pois uma coisa é você dizer que tá com saudade, e não sentir realmente o que é saudade. E era isso que acontecia comigo. Quando eu passava 'muito' tempo longe dos meus pais, em época de férias, na praia com minha irmã e meus primos, eu pensava que sentia saudade deles, mas não chegava nem perto. Lembro quando conversava com eles pelo telefone, e eles diziam 'Estamos com saudade já' e eu respondia 'Eu também!'. Mas na verdade, isso não chegava nem aos pés do real sentido da palavra 'Saudade'. Saudade é pensar, pensar e pensar. Rir pensando em momentos juntos com determinadas pessoas. Dormir - e sonhar - com aquilo que te faz falta. Saudade é um misto de sentimentos bem difícil de explicar.

Depois de quase cinco meses aqui, eu tenho a certeza que posso dizer que sei o que é esse sentimento, e garanto que não tem só seu lado ruim não. Saudade também é gostoso de se sentir. Dá uma coisa boa no coração quando se lembra de alguém que se ama e o mesmo bate mais forte. Como a maioria de vocês já sabem, meus pais vinheram me visitar aqui e foi uma das coisas mais maravilhosas que já me aconteceram por aqui, vê-los chegando naquele aeroporto foi mágico. Passamos cinco dias gastando a voz com tantas risadas e tantas besteiras faladas. A saudade que eu sentia não era algo normal. Saudade de olhar pra minha mãe e dizer o meu bom e velho 'Tou cansado!!' ou então de olhar pro meu pai e dizer 'É muita besteira!'. Coisas - que parecem ser - bestas, mas que me levam a sentir falta. Uma rotina. Exatamente isso, uma rotina. Isso talvez seja uma das coisas que eu mais sinta falta. Rotina de sair pra almoçar todo mundo junto no final de semana, ou então de ficar em casa em um sábado de chuva. Enfim, rotinas.

Meus pais passaram cinco dias aqui, e quando eles foram embora, parecia que eu tinha ficado mais vulnerável a tudo, como se uma parte de mim quisesse ir com eles, e outra quisesse ficar. E sabe o que aconteceu? Cinco dias não foram o suficiente pra aquela saudade que já vinha acumulada ir toda embora. Quando eles sairam daqui, parece que tudo triplicou. Toda a saudade que eu sentia há quatro meses, triplicou em alguns dias. Esse tipo de coisa, acho que não tem explicação, é do ser humano, enfim, não faço nem ideia do porquê de que isso acontece.

Meus amigos. Outra grande parte que componhe minha saudade. Sinto falta de todos, e de uma forma bem singular. Seja ouvindo uma música e lembrando de um, ou vendo uma foto e lembrando de outro. Em muitos diferentes métodos, eu lembro de cada um. Acredito que agora esteja mais fácil me dá com esse tipo de saudade, pois eu tinha medo de um dia cair no esquecimento deles, ou algo do tipo. Mas só depois que eu me dei conta, que isso é uma experiência maravilhosa pra você poder colocar na peneira e avaliar quem realmente gosta de você. Após cinco meses, agora posso perceber qual das pessoas que eu considerava 'meus amigos' são realmente meus amigos. E não é difícil ver isso não, é fácil de perceber, é fácil analisar aqueles que fazem questão de verdade de conversar comigo e aqueles que no máximo deixam um recadinho - Ou nem isso.

Esse tipo de pensamento pode parecer forte demais, mas não é. É só verdade. Depois que eu voltar pra Recife, eu já vou poder ter a certeza dos quais são verdadeiramente meus amigos - Seja por ter se preocupado comigo aqui, por ter mandado uma mensagem perguntando como eu tou, por ter conversado horas comigo, perguntando minhas novidades. Ou seja pelo método da saudade, aqueles que eu sinto saudade daqui, tenho certeza que são os que eu realmente gosto. Hoje em dia, essa parte da minha saudade, não se torna mais uma preocupação, pois eu já sei quais são meus amigos e quais eu poderei contar daqui pra frente.

Falei, falei, falei, e ainda não cheguei em um dos pontos mais importantes, pelo qual eu tou escrevendo tudo isso aqui hoje. Sabem qual é? O nome é Isabela. Sim, Isabela.

Nunca, absolutamente nunca tinha sentido saudade dela. Nos meus 17 anos de vida, e nos 15 dela, nunca passamos muito tempo longe um do outro. No máximo, uma viagem, um final de semana na casa de amigos, ou algo do tipo. Sempre fomos juntos assim, e esse é o motivo de que eu sinto tanta saudade dela. Para os que não sabem, Isabela é minha irmã. Nunca imaginei que um dia iria tá escrevendo aqui sobre isso, mostrando meus sentimentos, e principalmente quando se fala em Isabela. Sempre fomos unidos, e sempre gostamos um do outro, porém, nunca fomos de demostrar isso. Sempre foi aquela situação de 'gosto do meu jeito, não preciso mostrar isso'. Até nas brigas tinha um pouco de amor, quando em dez minutos depois, um ou outro arrumava algum motivo de começar a pentelhar de novo. E isso me faz uma falta danada.

Pra falar a verdade, ela sempre foi minha companheira naqueles domingos que a gente ira pra casa de algum amigo de painho, e os dois ficavam de cara feia, e ao chegar em casa, levavamos broncas em dose dupla. Ou então quando iriamos dormir às 20h30 sem sono nenhum e ficavamos conversando potoca até o primeiro se entregar ao sono. Isso tudo são fatores que me levam a pensar tanto nela e a sentir uma saudade absurda. E sabe quando foi que eu me dei conta disso? Sábado passado. Exatamente isso, sábado passado a minha ficha caiu.

A gente já vinha conversando há mais de um mês sobre a abertura dos jogos dela, da dança dela, e a ansiedade que ela tava, passava pra mim cada vez mais. Até que dia 11 de maio foi a tão esperada abertura, a coitada ficou em quarto, mas com o mérito de primeiro. Bem, voltando ao 'sábado passado', foi nesse dia que eu vi o primeiro vídeo da dança dela, e não sei, senti algo diferente de quando via fotos normais. Acho que ao ver um vídeo, ver a pessoa se movimentando, sorrindo, dançando, dá uma impressão maior de realidade do que foto, apesar de achar que foto é algo extraordinário, acredito que o vídeo possibilite um contato maior. Quando vi o vídeo dela dançando, me deu uma batida diferente, uma sensação de alegria em vê-la feliz em cumprir tamanha dedicação e esforço com aquela apresentação, e aí, me deu uma saudade enorme. E foi a partir daí, que eu me toquei do quanto tou sentindo falta dela.

Enfim, já me prolonguei muito, digo até que eu me empoguei escrevendo esse tipo de coisa. Vou parar por aqui, porque jajá tenho que ir alí comprar um hamburguer - pelo amor de Deus, hambuguer não!!!- pra almoçar. Minha mensagem final, é só que eu amo demais essas quatro pessoas da foto, amo minha família (Avós, tios, tias, primos, primas), amo Nadja e os meus amigos também. E em muito em breve, estaremos juntos de novo.

Ps.