- Que horas é seu voo no Sábado?
- Às 14h.
- Ok. Você volta no Sábado, e no Domingo vai chegar um Japonês.
- Sério? :(
Eu seria a pessoa mais hipócrita do mundo se eu disser que não fiquei com ciúme em saber disso. Um Japonês vai tomar posse de um quarto que eu já batizei como meu. E vai sentar pra tomar café da manhã na cadeira que eu sento desde Janeiro, e que teoricamente já é minha também. E vai roubar o espaço que supostamente era meu.
Sei que é meio estúpido pensar assim, pois antes de mim já tiveram dezenas de outros estudantes ocupando esse quarto que eu chamo de "meu", mas é que é engraçado o quanto eu terminei me apegando as coisas. Se dependesse de mim, depois que eu fosse embora eles colocariam um aviso na porta do quarto: interditado até a volta do proprietário. E olhe que eu volto mesmo!
Mas sendo bem franco agora (não que antes eu não tivesse sendo) eu não tenho ideia ainda da falta que eu vou sentir desse lugar. De cada momento, de cada pessoa e até de cada rotina. Em menos de 48 horas vou tá dentro de um avião, chegando na cidade que eu mais amo nesse mundo. E isso me deixa feliz! Porém, quando as pessoas me diziam que quando você volta de um intercâmbio, é um misto de sentimentos malucos, eu não acreditava. Pois é. É verdade. Eu tou com uma mistura de felicidade, saudade, tristeza, orgulho. Eu poderia até explicar como cada um deles tá atuando em mim, mas eu acho meio complicado. Coisa difícil de explicar.
Voltar para a minha cidade, ver a minha casa, os meus amigos, a minha família, vai ser algo extraordinário. Eu sei. Mas vocês não tem noção do quanto é estranho passar nos lugares por aqui nessa semana e pensar: "Essa é uma das últimas vezes que eu tou passando por aqui". Mas eu não digo nunca. Nunca é uma palavra muito forte, e eu sou completamente adépto a aquela sentença que diz "Nunca diga nunca." Nunca digo mesmo, pois, e quem disse que eu nunca mais vou voltar aqui? A gente nunca sabe!
Nessas últimas semanas eu comecei a ficar mais nostálgico. Pensando mais, lembrando de tudo que eu passei, de tudo que aprendi e de tudo que ensinei. E olhe, que não foi pouca coisa não. Ensinei para a metade dos asiáticos, europeus e até canadenses que no Brasil a gente fala PORTUGUÊS e não espanhol - E uma das coisas mais engraças que eu via aqui, era a cara de espanto das pessoas em saber disso. Ensinei que o Brasil não se resume só a Carnaval, samba, festa e feijão com arroz. Mostrei o quão maravilhoso o nosso país é, e nossa cidade? Nem se fala! O que tem de gringo aqui querendo conhecer Recife não tá no gibi!
E o que eu aprendi? Pelo amor de Deus! Tava pensando aqui em como vou colocar tudo em palavras, e é meio difícil. Aprendi a ser paciente, a ser relevante, a esconder sentimentos que não precisam ser mostrados. Aprendi a engolir o choro, mas também aprendi que rir é o melhor remédio. Aprendi a sentir saudade, e também aprendi - ou descobri - o quanto sou uma pessoa que busca a felicidade dos outros pra se sentir feliz. Posso até tá parecendo patético ou então que minha humildade tá em falta. Mas isso tudo é pura verdade.
Despedidas. Taí uma parte que eu não gosto. Desde Segunda-feira estou em um dilema danado só pensando na hora da despedida. Fico imaginando como vai ser me despedir de cada amigo que fiz aqui, cada pessoa que foi especial pra mim durante esses seis meses, e tenho certeza que vão ser durante muito tempo ainda. Já tomei consciência que os Brasileiros que moram em outras cidades não vai ser problema. Tou preferindo não sofrer por ter que me despedir deles, pois pode parecer que não, mas é fácil demais ter outro reencontro dos "Brasileiros que se tornaram amigos no Canadá".
A parte mais difícil vai ser dizer o "Tchau, nos vemos em breve!" para amigos de outros países. Como vai ser desagradável abraçar cada um deles e dizer "Te espero em Recife" pois cada um deles criou um espaço especial no meu coração. Como esquecer a louca Maria da Colombia (Essa que tá na foto recebendo o diploma comigo. Chegamos no mesmo dia, e vamos embora no mesmo dia, porém, só nos conhecemos no meio do intercâmbio). Ou então dos Coreanos mais loucos que já vi na vida: Big Mac, Subin, Dong Ju, Yura, Tom e Soo Jung? Ou então dos Europeus mais humildes da face da terra: Lucien, Kevin, Lisa e Martina? E entre muitos outros que não cito aqui por não saber escrever os nomes - Tenho que admitir.
E uma família que eu pensei que não iria me fazer sentir saudades, mas já percebi que vou sentir muita falta sim: minha homestay. Incrível como vai fazer falta todo dia de manhã ouvir Ruben falando da previsão do tempo, ou então, de tal jogo do Canucks que teve em determinado dia. Sentir falta de Modesta quase sempre falando que eu deveria comer mais, e sempre adicionando algo no meu prato. Saudade de ir à escola na compania do Tailandês, e ouvi-lo falando religiosamente todo santo dia "Hoje tá mais frio que ontem!" E sem falar na família adicional que é Teresa, Lian e Ruben filho (Filho, nora e neto dos meus "pais" daqui). Sentir falta de vê-los perguntando sobre como minha família tá.
Mas e quem disse que eu vou esquece-los? Não vou. Todos tão guardados no meu coração e eu só tenho - ou só guardei, o que soar melhor - as melhores lembranças de cada um. E com toda sinceridade do mundo: espero vê-los o mais rápido possível. E tenham certeza: vou fazer o máximo para isso acontecer.
E assim eu finalizo minha última postagem daqui de vancouver. Domingo já estou de volta à minha Veneza Brasileira, e não pensem que estou triste por isso, pois eu estou feliz demais. Mal posso esperar pra esse reencontro chegar logo. Conto as horas!
Ps.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Abacaxi.
Não tenho nada pra escrever hoje, exatamente isso. Nadinha. Venho aqui pela falta do que fazer e também pela saudade de escrever algo em português, pois esse curso de Jornalismo que estou tendo agora, tá me fazendo escrever demais, mas em inglês. Por isso, vim aqui pra passar tempo escrevendo besteira, pra quem gosta de ler besteira. Sim, besteira. Não, besteira não.
Nessa altura do meu intercâmbio, não faz mais sentido nenhum fazer aquelas postagens do tipo 'Vi uma coisa hoje que me impressionou e blablabla' mesmo que eu algumas vezes realmente vejo, mas sinceramente falando? Não tenho mais vontade de colocar aqui, não faz mais sentido. Assim como, não faz sentido isso que eu tou escrevendo - Mas nem por isso vou parar, hehe.
Quase perco esse blog, por culpa da minha desorganização com e-mails e senhas diferentes, somados com meu desentendimento com tudo que tá ligado à internet. Nem parece, mas é. Há alguns dias atrás mais ou menos eu vim tentar abrir o blog e não consegui, dizia que eu tinha que confirmar meu e-mail, e o e-mail que tá atrelado ao blog é um que eu não uso há anos. Não faço nem ideia da senha, então, deixei pra lá, pra não ter que me aperriar muito. Vinha tentando abrir o blog todos os dias, e nada. Até que hoje, eu abro e ele entra normal. Consegue entender? Nem eu. E isso me fez pensar em sei lá, abacaxis, maçãs, biscoitos e conceito de felicidade. Tenho certeza que se meu pai tiver lendo isso aqui, deve tá pensando: 'Esse menino tá doido, é?' Já respondendo antes que tu pergunte, pai, eu não tou doido não, pode ficar tranquilo.
Mas falando em conceito de felicidade. Quem nunca teve um conceito de felicidade mudado ao extremo só por causa de uma situação? Eu sempre tenho. Meus conceitos de felicidade não são fixos, eles se alteram inúmeras vezes toda semana. Pois graças a Deus eu fico feliz por qualquer coisa, seja estando com fome e ver um cookie delicioso na minha frente, ou está morrendo de sono e ver minha cama pronta pra eu dormir (Coisa que nunca acontece). Tá bom, não quero mais falar disso, pois percebi que ia me prolongar muito e ninguém ia entender nada, e nesse exato momento eu tou muito psicologicamente cansado pra pensar demais.
Mudando de tópico, que tal Monobloco? Estou ouvindo agora e eles são uma das bandas que aumenta mais ainda minha saudade de Recife. Eles tem uma mistura de samba com alguma coisa que eu não sei. Super recomendo baixarem o cd deles e ouvi-lo todo, e quem sabe até baixar no Ipod e colocar pra tocar em alguma festinha (Por favor, me chamem!). Soube que teve um show deles na veneza brasileira, e fiquei com uma vontade enorme de ir, assim como fiquei com o que teve de Jack Johnson (Mesmo gostando mais de Jason Mraz) e os inúmeros outros que tiveram de Mamelungos e Faringes da Paixão, sim, Faringes da Paixão sim. Só não consigo lembrar agora se teve de Volver, mas se teve, já adianto dizendo que fiquei com vontade também.
Outra coisa antes de apertar em 'publicar postagem', quem precisa limpar o quarto durante seis meses? Ninguém. Descobri que limpeza é psicológico. Desde que eu cheguei aqui, sabe quantas vezes eu limpei esse quarto? Uma! Foi no meu primeiro final de semana, que eu quis fazer isso pra mostrar serviço, depois percebi que eles não se importavam, e até então nunca mais passei um aspirador de pó, nadinha, nadinha. Por favor, não pensem que eu sou o sujinho, o sujinho é o quarto (Que na verdade nem tá tão sujo assim), mas se quiserem pensar que sou eu, eu também não ligo.
Vou parar por aqui porque meu sono já tá extrapolando, boa noite meus caros medíocres amigos e parentes, que ao invés de tá lendo isso aqui, deveriam está pensando em ideias pra acabar com o aquecimento global. NÃOOOOOOOO AQUECIMENTO GLOBAL NÃOOOOO.
Ps.
Nessa altura do meu intercâmbio, não faz mais sentido nenhum fazer aquelas postagens do tipo 'Vi uma coisa hoje que me impressionou e blablabla' mesmo que eu algumas vezes realmente vejo, mas sinceramente falando? Não tenho mais vontade de colocar aqui, não faz mais sentido. Assim como, não faz sentido isso que eu tou escrevendo - Mas nem por isso vou parar, hehe.
Quase perco esse blog, por culpa da minha desorganização com e-mails e senhas diferentes, somados com meu desentendimento com tudo que tá ligado à internet. Nem parece, mas é. Há alguns dias atrás mais ou menos eu vim tentar abrir o blog e não consegui, dizia que eu tinha que confirmar meu e-mail, e o e-mail que tá atrelado ao blog é um que eu não uso há anos. Não faço nem ideia da senha, então, deixei pra lá, pra não ter que me aperriar muito. Vinha tentando abrir o blog todos os dias, e nada. Até que hoje, eu abro e ele entra normal. Consegue entender? Nem eu. E isso me fez pensar em sei lá, abacaxis, maçãs, biscoitos e conceito de felicidade. Tenho certeza que se meu pai tiver lendo isso aqui, deve tá pensando: 'Esse menino tá doido, é?' Já respondendo antes que tu pergunte, pai, eu não tou doido não, pode ficar tranquilo.
Mas falando em conceito de felicidade. Quem nunca teve um conceito de felicidade mudado ao extremo só por causa de uma situação? Eu sempre tenho. Meus conceitos de felicidade não são fixos, eles se alteram inúmeras vezes toda semana. Pois graças a Deus eu fico feliz por qualquer coisa, seja estando com fome e ver um cookie delicioso na minha frente, ou está morrendo de sono e ver minha cama pronta pra eu dormir (Coisa que nunca acontece). Tá bom, não quero mais falar disso, pois percebi que ia me prolongar muito e ninguém ia entender nada, e nesse exato momento eu tou muito psicologicamente cansado pra pensar demais.
Mudando de tópico, que tal Monobloco? Estou ouvindo agora e eles são uma das bandas que aumenta mais ainda minha saudade de Recife. Eles tem uma mistura de samba com alguma coisa que eu não sei. Super recomendo baixarem o cd deles e ouvi-lo todo, e quem sabe até baixar no Ipod e colocar pra tocar em alguma festinha (Por favor, me chamem!). Soube que teve um show deles na veneza brasileira, e fiquei com uma vontade enorme de ir, assim como fiquei com o que teve de Jack Johnson (Mesmo gostando mais de Jason Mraz) e os inúmeros outros que tiveram de Mamelungos e Faringes da Paixão, sim, Faringes da Paixão sim. Só não consigo lembrar agora se teve de Volver, mas se teve, já adianto dizendo que fiquei com vontade também.
Outra coisa antes de apertar em 'publicar postagem', quem precisa limpar o quarto durante seis meses? Ninguém. Descobri que limpeza é psicológico. Desde que eu cheguei aqui, sabe quantas vezes eu limpei esse quarto? Uma! Foi no meu primeiro final de semana, que eu quis fazer isso pra mostrar serviço, depois percebi que eles não se importavam, e até então nunca mais passei um aspirador de pó, nadinha, nadinha. Por favor, não pensem que eu sou o sujinho, o sujinho é o quarto (Que na verdade nem tá tão sujo assim), mas se quiserem pensar que sou eu, eu também não ligo.
Vou parar por aqui porque meu sono já tá extrapolando, boa noite meus caros medíocres amigos e parentes, que ao invés de tá lendo isso aqui, deveriam está pensando em ideias pra acabar com o aquecimento global. NÃOOOOOOOO AQUECIMENTO GLOBAL NÃOOOOO.
Ps.
sábado, 21 de maio de 2011
Falando em saudade...
Faz tempo que não apareço por aqui, peço desculpas, mas não foi por culpa minha. Meu computador deu um problema, daí tive que esperar tudo se ajeitar até tê-lo de volta, e agora já tá tudo certo. Por aqui está tudo bem, Terça começo minha nova e última sessão, nesse último mês vou fazer o curso de Jornalismo aqui na escola e em menos de um mês, já tou de volta pra minha terra linda. Mas eu não vim aqui hoje pra falar sobre mim, ou como eu estou. Eu vim pra falar de saudade, pela primeira vez nesse blog, eu vou falar de sentimentos que eu sinto, ou que já senti durante meu intercâmbio. Pensei que fosse mais fácil pensar em tudo e colocá-los aqui, mas nem é.
Acho que nunca tinha sentido a real sensação de dizer 'Estou com saudades', pode até parecer rude, mas não é. Pois uma coisa é você dizer que tá com saudade, e não sentir realmente o que é saudade. E era isso que acontecia comigo. Quando eu passava 'muito' tempo longe dos meus pais, em época de férias, na praia com minha irmã e meus primos, eu pensava que sentia saudade deles, mas não chegava nem perto. Lembro quando conversava com eles pelo telefone, e eles diziam 'Estamos com saudade já' e eu respondia 'Eu também!'. Mas na verdade, isso não chegava nem aos pés do real sentido da palavra 'Saudade'. Saudade é pensar, pensar e pensar. Rir pensando em momentos juntos com determinadas pessoas. Dormir - e sonhar - com aquilo que te faz falta. Saudade é um misto de sentimentos bem difícil de explicar.
Depois de quase cinco meses aqui, eu tenho a certeza que posso dizer que sei o que é esse sentimento, e garanto que não tem só seu lado ruim não. Saudade também é gostoso de se sentir. Dá uma coisa boa no coração quando se lembra de alguém que se ama e o mesmo bate mais forte. Como a maioria de vocês já sabem, meus pais vinheram me visitar aqui e foi uma das coisas mais maravilhosas que já me aconteceram por aqui, vê-los chegando naquele aeroporto foi mágico. Passamos cinco dias gastando a voz com tantas risadas e tantas besteiras faladas. A saudade que eu sentia não era algo normal. Saudade de olhar pra minha mãe e dizer o meu bom e velho 'Tou cansado!!' ou então de olhar pro meu pai e dizer 'É muita besteira!'. Coisas - que parecem ser - bestas, mas que me levam a sentir falta. Uma rotina. Exatamente isso, uma rotina. Isso talvez seja uma das coisas que eu mais sinta falta. Rotina de sair pra almoçar todo mundo junto no final de semana, ou então de ficar em casa em um sábado de chuva. Enfim, rotinas.
Meus pais passaram cinco dias aqui, e quando eles foram embora, parecia que eu tinha ficado mais vulnerável a tudo, como se uma parte de mim quisesse ir com eles, e outra quisesse ficar. E sabe o que aconteceu? Cinco dias não foram o suficiente pra aquela saudade que já vinha acumulada ir toda embora. Quando eles sairam daqui, parece que tudo triplicou. Toda a saudade que eu sentia há quatro meses, triplicou em alguns dias. Esse tipo de coisa, acho que não tem explicação, é do ser humano, enfim, não faço nem ideia do porquê de que isso acontece.
Meus amigos. Outra grande parte que componhe minha saudade. Sinto falta de todos, e de uma forma bem singular. Seja ouvindo uma música e lembrando de um, ou vendo uma foto e lembrando de outro. Em muitos diferentes métodos, eu lembro de cada um. Acredito que agora esteja mais fácil me dá com esse tipo de saudade, pois eu tinha medo de um dia cair no esquecimento deles, ou algo do tipo. Mas só depois que eu me dei conta, que isso é uma experiência maravilhosa pra você poder colocar na peneira e avaliar quem realmente gosta de você. Após cinco meses, agora posso perceber qual das pessoas que eu considerava 'meus amigos' são realmente meus amigos. E não é difícil ver isso não, é fácil de perceber, é fácil analisar aqueles que fazem questão de verdade de conversar comigo e aqueles que no máximo deixam um recadinho - Ou nem isso.
Esse tipo de pensamento pode parecer forte demais, mas não é. É só verdade. Depois que eu voltar pra Recife, eu já vou poder ter a certeza dos quais são verdadeiramente meus amigos - Seja por ter se preocupado comigo aqui, por ter mandado uma mensagem perguntando como eu tou, por ter conversado horas comigo, perguntando minhas novidades. Ou seja pelo método da saudade, aqueles que eu sinto saudade daqui, tenho certeza que são os que eu realmente gosto. Hoje em dia, essa parte da minha saudade, não se torna mais uma preocupação, pois eu já sei quais são meus amigos e quais eu poderei contar daqui pra frente.
Falei, falei, falei, e ainda não cheguei em um dos pontos mais importantes, pelo qual eu tou escrevendo tudo isso aqui hoje. Sabem qual é? O nome é Isabela. Sim, Isabela.
Nunca, absolutamente nunca tinha sentido saudade dela. Nos meus 17 anos de vida, e nos 15 dela, nunca passamos muito tempo longe um do outro. No máximo, uma viagem, um final de semana na casa de amigos, ou algo do tipo. Sempre fomos juntos assim, e esse é o motivo de que eu sinto tanta saudade dela. Para os que não sabem, Isabela é minha irmã. Nunca imaginei que um dia iria tá escrevendo aqui sobre isso, mostrando meus sentimentos, e principalmente quando se fala em Isabela. Sempre fomos unidos, e sempre gostamos um do outro, porém, nunca fomos de demostrar isso. Sempre foi aquela situação de 'gosto do meu jeito, não preciso mostrar isso'. Até nas brigas tinha um pouco de amor, quando em dez minutos depois, um ou outro arrumava algum motivo de começar a pentelhar de novo. E isso me faz uma falta danada.
Pra falar a verdade, ela sempre foi minha companheira naqueles domingos que a gente ira pra casa de algum amigo de painho, e os dois ficavam de cara feia, e ao chegar em casa, levavamos broncas em dose dupla. Ou então quando iriamos dormir às 20h30 sem sono nenhum e ficavamos conversando potoca até o primeiro se entregar ao sono. Isso tudo são fatores que me levam a pensar tanto nela e a sentir uma saudade absurda. E sabe quando foi que eu me dei conta disso? Sábado passado. Exatamente isso, sábado passado a minha ficha caiu.
A gente já vinha conversando há mais de um mês sobre a abertura dos jogos dela, da dança dela, e a ansiedade que ela tava, passava pra mim cada vez mais. Até que dia 11 de maio foi a tão esperada abertura, a coitada ficou em quarto, mas com o mérito de primeiro. Bem, voltando ao 'sábado passado', foi nesse dia que eu vi o primeiro vídeo da dança dela, e não sei, senti algo diferente de quando via fotos normais. Acho que ao ver um vídeo, ver a pessoa se movimentando, sorrindo, dançando, dá uma impressão maior de realidade do que foto, apesar de achar que foto é algo extraordinário, acredito que o vídeo possibilite um contato maior. Quando vi o vídeo dela dançando, me deu uma batida diferente, uma sensação de alegria em vê-la feliz em cumprir tamanha dedicação e esforço com aquela apresentação, e aí, me deu uma saudade enorme. E foi a partir daí, que eu me toquei do quanto tou sentindo falta dela.
Enfim, já me prolonguei muito, digo até que eu me empoguei escrevendo esse tipo de coisa. Vou parar por aqui, porque jajá tenho que ir alí comprar um hamburguer - pelo amor de Deus, hambuguer não!!!- pra almoçar. Minha mensagem final, é só que eu amo demais essas quatro pessoas da foto, amo minha família (Avós, tios, tias, primos, primas), amo Nadja e os meus amigos também. E em muito em breve, estaremos juntos de novo.
Ps.
Acho que nunca tinha sentido a real sensação de dizer 'Estou com saudades', pode até parecer rude, mas não é. Pois uma coisa é você dizer que tá com saudade, e não sentir realmente o que é saudade. E era isso que acontecia comigo. Quando eu passava 'muito' tempo longe dos meus pais, em época de férias, na praia com minha irmã e meus primos, eu pensava que sentia saudade deles, mas não chegava nem perto. Lembro quando conversava com eles pelo telefone, e eles diziam 'Estamos com saudade já' e eu respondia 'Eu também!'. Mas na verdade, isso não chegava nem aos pés do real sentido da palavra 'Saudade'. Saudade é pensar, pensar e pensar. Rir pensando em momentos juntos com determinadas pessoas. Dormir - e sonhar - com aquilo que te faz falta. Saudade é um misto de sentimentos bem difícil de explicar.
Depois de quase cinco meses aqui, eu tenho a certeza que posso dizer que sei o que é esse sentimento, e garanto que não tem só seu lado ruim não. Saudade também é gostoso de se sentir. Dá uma coisa boa no coração quando se lembra de alguém que se ama e o mesmo bate mais forte. Como a maioria de vocês já sabem, meus pais vinheram me visitar aqui e foi uma das coisas mais maravilhosas que já me aconteceram por aqui, vê-los chegando naquele aeroporto foi mágico. Passamos cinco dias gastando a voz com tantas risadas e tantas besteiras faladas. A saudade que eu sentia não era algo normal. Saudade de olhar pra minha mãe e dizer o meu bom e velho 'Tou cansado!!' ou então de olhar pro meu pai e dizer 'É muita besteira!'. Coisas - que parecem ser - bestas, mas que me levam a sentir falta. Uma rotina. Exatamente isso, uma rotina. Isso talvez seja uma das coisas que eu mais sinta falta. Rotina de sair pra almoçar todo mundo junto no final de semana, ou então de ficar em casa em um sábado de chuva. Enfim, rotinas.
Meus pais passaram cinco dias aqui, e quando eles foram embora, parecia que eu tinha ficado mais vulnerável a tudo, como se uma parte de mim quisesse ir com eles, e outra quisesse ficar. E sabe o que aconteceu? Cinco dias não foram o suficiente pra aquela saudade que já vinha acumulada ir toda embora. Quando eles sairam daqui, parece que tudo triplicou. Toda a saudade que eu sentia há quatro meses, triplicou em alguns dias. Esse tipo de coisa, acho que não tem explicação, é do ser humano, enfim, não faço nem ideia do porquê de que isso acontece.
Meus amigos. Outra grande parte que componhe minha saudade. Sinto falta de todos, e de uma forma bem singular. Seja ouvindo uma música e lembrando de um, ou vendo uma foto e lembrando de outro. Em muitos diferentes métodos, eu lembro de cada um. Acredito que agora esteja mais fácil me dá com esse tipo de saudade, pois eu tinha medo de um dia cair no esquecimento deles, ou algo do tipo. Mas só depois que eu me dei conta, que isso é uma experiência maravilhosa pra você poder colocar na peneira e avaliar quem realmente gosta de você. Após cinco meses, agora posso perceber qual das pessoas que eu considerava 'meus amigos' são realmente meus amigos. E não é difícil ver isso não, é fácil de perceber, é fácil analisar aqueles que fazem questão de verdade de conversar comigo e aqueles que no máximo deixam um recadinho - Ou nem isso.
Esse tipo de pensamento pode parecer forte demais, mas não é. É só verdade. Depois que eu voltar pra Recife, eu já vou poder ter a certeza dos quais são verdadeiramente meus amigos - Seja por ter se preocupado comigo aqui, por ter mandado uma mensagem perguntando como eu tou, por ter conversado horas comigo, perguntando minhas novidades. Ou seja pelo método da saudade, aqueles que eu sinto saudade daqui, tenho certeza que são os que eu realmente gosto. Hoje em dia, essa parte da minha saudade, não se torna mais uma preocupação, pois eu já sei quais são meus amigos e quais eu poderei contar daqui pra frente.
Falei, falei, falei, e ainda não cheguei em um dos pontos mais importantes, pelo qual eu tou escrevendo tudo isso aqui hoje. Sabem qual é? O nome é Isabela. Sim, Isabela.
Nunca, absolutamente nunca tinha sentido saudade dela. Nos meus 17 anos de vida, e nos 15 dela, nunca passamos muito tempo longe um do outro. No máximo, uma viagem, um final de semana na casa de amigos, ou algo do tipo. Sempre fomos juntos assim, e esse é o motivo de que eu sinto tanta saudade dela. Para os que não sabem, Isabela é minha irmã. Nunca imaginei que um dia iria tá escrevendo aqui sobre isso, mostrando meus sentimentos, e principalmente quando se fala em Isabela. Sempre fomos unidos, e sempre gostamos um do outro, porém, nunca fomos de demostrar isso. Sempre foi aquela situação de 'gosto do meu jeito, não preciso mostrar isso'. Até nas brigas tinha um pouco de amor, quando em dez minutos depois, um ou outro arrumava algum motivo de começar a pentelhar de novo. E isso me faz uma falta danada.
Pra falar a verdade, ela sempre foi minha companheira naqueles domingos que a gente ira pra casa de algum amigo de painho, e os dois ficavam de cara feia, e ao chegar em casa, levavamos broncas em dose dupla. Ou então quando iriamos dormir às 20h30 sem sono nenhum e ficavamos conversando potoca até o primeiro se entregar ao sono. Isso tudo são fatores que me levam a pensar tanto nela e a sentir uma saudade absurda. E sabe quando foi que eu me dei conta disso? Sábado passado. Exatamente isso, sábado passado a minha ficha caiu.
A gente já vinha conversando há mais de um mês sobre a abertura dos jogos dela, da dança dela, e a ansiedade que ela tava, passava pra mim cada vez mais. Até que dia 11 de maio foi a tão esperada abertura, a coitada ficou em quarto, mas com o mérito de primeiro. Bem, voltando ao 'sábado passado', foi nesse dia que eu vi o primeiro vídeo da dança dela, e não sei, senti algo diferente de quando via fotos normais. Acho que ao ver um vídeo, ver a pessoa se movimentando, sorrindo, dançando, dá uma impressão maior de realidade do que foto, apesar de achar que foto é algo extraordinário, acredito que o vídeo possibilite um contato maior. Quando vi o vídeo dela dançando, me deu uma batida diferente, uma sensação de alegria em vê-la feliz em cumprir tamanha dedicação e esforço com aquela apresentação, e aí, me deu uma saudade enorme. E foi a partir daí, que eu me toquei do quanto tou sentindo falta dela.
Enfim, já me prolonguei muito, digo até que eu me empoguei escrevendo esse tipo de coisa. Vou parar por aqui, porque jajá tenho que ir alí comprar um hamburguer - pelo amor de Deus, hambuguer não!!!- pra almoçar. Minha mensagem final, é só que eu amo demais essas quatro pessoas da foto, amo minha família (Avós, tios, tias, primos, primas), amo Nadja e os meus amigos também. E em muito em breve, estaremos juntos de novo.
Ps.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Whistler.
No feriado da semana santa, fiz a primeira viagem com a escola. Fomos para Whistler e passamos três dias lá. Whistler fica há umas duas horas daqui de Vancouver e é uma cidade bem pequena, mas muito bonita. Acredito que seja a montanha mais famosa por aqui, pois é uma das maiores e que as pessoas que esquiam consideram a melhor pra praticar o esporte. E também foi lá que ocorreu as Olimpíadas de Inverno de 2010, por isso, a cidade se tornou um grande foco para o turísmo.
Saímos daqui na Sexta pela manhã e chegamos lá um pouco depois da hora do almoço, fomos logo conhecer a vila, onde ficam os bares, boates, lojinhas, restaurantes, lanchonetes e esse símbolo das Olimpíadas. Como tava havendo um festival, a cidade tava cheia de gente, música pra todo lado e calor também - Pois é, CALOR! Na minha mala, tinham uns quatro casacos gigantes de frio, pois como é uma montanha, todo mundo fala que o frio é insuportável, e essa é a lógica. Porém, tivemos sorte de pegar os três dias de sol quente, e como o inverno já tá indo embora, o tempo tava lindo demais. Só com um casaco fininho resolvia o problema.
Depois de conhecer a vila, fomos nos acomodar no hotel e à noite foi totalmene livre, todo mundo poderia fazer o que quizesse. No outro dia, foi o dia de ir nas montanhas, quem quizesse esquiar, era só esquiar, mas como já tentei uma vez antes e percebi que não nasci pra isso, preferi só subir na montanha e olhar a paisagem mesmo. E foi isso que eu fiz, subi com um amigo que também não ia esquiar e ficamos vendo as paisagens, tirando fotos e claro, rindo dos nossos outros amigos que se atreveram a tentar esquiar. No outro dia, ninguém não conseguia nem mexer as pernas.
E finalmente no último dia, fizemos uma trilha pra conhecer um lago congelado, uma das coisas mais bonitas que eu já vi na vida, sem dúvidas. A vontade de caminhar o lago todo era fora do normal, mas o guia falou logo no começo que era perigoso, pois com o final do inverno, a camada de gelo tava ficando cada vez mais fina, então o perigo de quebrar era muito maior, logo, voltei pra casa sem caminhar sobre a água.
Assim, acabou a semana santa e começou mais uma sessão de novas aulas. Nessa minha penúltima sessão, escolhi fazer a primeira aula de discurssões sobre acontecimentos mundiais como fome, pobreza, aborto, legalização de drogas, e pela tarde eu optei a aula de escrita, pra aprimorar essa parte do inglês. Continuo escrevendo pra vocês o mais breve possível.
Ps.
Saímos daqui na Sexta pela manhã e chegamos lá um pouco depois da hora do almoço, fomos logo conhecer a vila, onde ficam os bares, boates, lojinhas, restaurantes, lanchonetes e esse símbolo das Olimpíadas. Como tava havendo um festival, a cidade tava cheia de gente, música pra todo lado e calor também - Pois é, CALOR! Na minha mala, tinham uns quatro casacos gigantes de frio, pois como é uma montanha, todo mundo fala que o frio é insuportável, e essa é a lógica. Porém, tivemos sorte de pegar os três dias de sol quente, e como o inverno já tá indo embora, o tempo tava lindo demais. Só com um casaco fininho resolvia o problema.
Depois de conhecer a vila, fomos nos acomodar no hotel e à noite foi totalmene livre, todo mundo poderia fazer o que quizesse. No outro dia, foi o dia de ir nas montanhas, quem quizesse esquiar, era só esquiar, mas como já tentei uma vez antes e percebi que não nasci pra isso, preferi só subir na montanha e olhar a paisagem mesmo. E foi isso que eu fiz, subi com um amigo que também não ia esquiar e ficamos vendo as paisagens, tirando fotos e claro, rindo dos nossos outros amigos que se atreveram a tentar esquiar. No outro dia, ninguém não conseguia nem mexer as pernas.
E finalmente no último dia, fizemos uma trilha pra conhecer um lago congelado, uma das coisas mais bonitas que eu já vi na vida, sem dúvidas. A vontade de caminhar o lago todo era fora do normal, mas o guia falou logo no começo que era perigoso, pois com o final do inverno, a camada de gelo tava ficando cada vez mais fina, então o perigo de quebrar era muito maior, logo, voltei pra casa sem caminhar sobre a água.
Assim, acabou a semana santa e começou mais uma sessão de novas aulas. Nessa minha penúltima sessão, escolhi fazer a primeira aula de discurssões sobre acontecimentos mundiais como fome, pobreza, aborto, legalização de drogas, e pela tarde eu optei a aula de escrita, pra aprimorar essa parte do inglês. Continuo escrevendo pra vocês o mais breve possível.
Ps.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Vamos à praia.
Primeira impressão que tive ao ver a imagem das pessoas na praia em uma cidade fria: que coisa estranha. A segunda impressão já foi diferente: que coisa engraçada.
No último final de semana, foi a segunda vez que fui à praia aqui em Vancouver. A primeira vez que eu tinha ido, foi em Janeiro, e como o tempo estava bastante nublado, não me espantei tanto, pois não vi quase ninguém por lá. Coisa que eu já esperava. Porém, quando fui da segunda fez, foi em um dia de sol forte, entretanto, muito frio. E aí sim, me espantei bastante com todo o cenário que eu presenciei.
Ambas as vezes que fui, ao chegar no mar fui logo colocando a mão na água e em seguida, colocando a mão na boca, só pra sentir o gostinho do mar. Coisa que eu achava que só eu tinha feito, mas ao conversar com outros brasileiros que vivem em cidades litorâneas e costumam frequentar a praia, eles me afirmaram que fizeram a mesma coisa. O porquê? Eu não sei. Depois de mais de três meses sem nem saber mais o que é passar um dia de sol na praia, quando fui na mesma no último Sábado e pude sentir o cheirinho de mar, mesmo antes de chegar na areia, já me deu uma sensação maravilhosa de 'é com isso que eu me identifico'.
Quando fui em Janeiro, não aproveitei nada, pois o tempo estava muito feio, só deu tempo de olhar, tirar algumas fotos e voltar. Mas dessa última vez, nós chegamos e ficamos um bom tempo curtindo um dia de sol na praia. Mesmo que pra isso, precisasse usar alguns casacos. Quer saber como é a imagem de um dia de sol na praia em uma cidade como Vancouver? Primeiro, apague toda a imagem que você tem sobre praia em qualquer lugar do Brasil. Garanto que ficará mais fácil.
Sem absolutamente ninguém na água - Claro! - e algumas criaças, parecendo uns pacotes de presente, brincando na areia, já nos mostra o quanto é diferente. Os canadenses adoram ir à praia, sem dúvidas é um passeio bem fora da rotina deles. Porém, eles fazem o uso da mesma, dependendo das condições que o tempo lhes oferece. Como o dia estava com bastante sol, então foi muito comum ver muitas pessoas sentadas na areia, só conversando e tomando café - Sim, café. E essa foi logo a primeira piadinha que nós tiramos: no Brasil, quando surge a ideia de ir à praia, as conversas são logo do tipo 'Vamos comprar umas cervejas e ficar curtindo o sol'. Aqui, não é bem assim por dois motivos: o primeiro, é que não se pode beber nada alcoolico nas ruas, e isso, inclui parques, shoppings, e até praias. Se você quiser beber, tem que ir aos bares ou boates. E o segundo motivo, é que é completamente impossível tomar uma cerveja gelada no tempo que Vancouver apresenta. Logo, do outro lado da rua, tem uma grande franquia da Starbucks, onde é muito comum as pessoas pararem lá antes de ir à praia, e comprarem seus cafés.
Outra utilidade que esse ambiente proporciona para as pessoas, é de fazer atividades físicas, como por exemplo, caminhadas e corridas. Como a praia apresenta um grande 'calçadão', as pessoas aproveitam para se exercitarem nos mesmos.
E finalmente, outro ponto que algumas pessoas realmente gostam de apreciar nas praias, é fumar maconha. Pode parecer engraçado ou mentira, mas não é. Nessa última vez que estive lá, sem ficar atento em quem estava fumando ou não, somente sentido o cheiro por onde eu passava, eu pude ver três diferentes grupos de pessoas fazendo o uso da droga em frente ao mar. Como aqui não é algo que a polícia se preocupa muito em apreender, eles ficam muito mais tranquilos pra usar a mesma. E esse é um tópico que eu vou contar a vocês na próxima postagem: como funciona o esquema de uso de drogas aqui em Vancouver.
Sem mais, é basicamente dessa forma que as pessoas apreciam um dia de sol em qualquer praia daqui de Vancouver.
Ps.
No último final de semana, foi a segunda vez que fui à praia aqui em Vancouver. A primeira vez que eu tinha ido, foi em Janeiro, e como o tempo estava bastante nublado, não me espantei tanto, pois não vi quase ninguém por lá. Coisa que eu já esperava. Porém, quando fui da segunda fez, foi em um dia de sol forte, entretanto, muito frio. E aí sim, me espantei bastante com todo o cenário que eu presenciei.
Ambas as vezes que fui, ao chegar no mar fui logo colocando a mão na água e em seguida, colocando a mão na boca, só pra sentir o gostinho do mar. Coisa que eu achava que só eu tinha feito, mas ao conversar com outros brasileiros que vivem em cidades litorâneas e costumam frequentar a praia, eles me afirmaram que fizeram a mesma coisa. O porquê? Eu não sei. Depois de mais de três meses sem nem saber mais o que é passar um dia de sol na praia, quando fui na mesma no último Sábado e pude sentir o cheirinho de mar, mesmo antes de chegar na areia, já me deu uma sensação maravilhosa de 'é com isso que eu me identifico'.
Quando fui em Janeiro, não aproveitei nada, pois o tempo estava muito feio, só deu tempo de olhar, tirar algumas fotos e voltar. Mas dessa última vez, nós chegamos e ficamos um bom tempo curtindo um dia de sol na praia. Mesmo que pra isso, precisasse usar alguns casacos. Quer saber como é a imagem de um dia de sol na praia em uma cidade como Vancouver? Primeiro, apague toda a imagem que você tem sobre praia em qualquer lugar do Brasil. Garanto que ficará mais fácil.
Sem absolutamente ninguém na água - Claro! - e algumas criaças, parecendo uns pacotes de presente, brincando na areia, já nos mostra o quanto é diferente. Os canadenses adoram ir à praia, sem dúvidas é um passeio bem fora da rotina deles. Porém, eles fazem o uso da mesma, dependendo das condições que o tempo lhes oferece. Como o dia estava com bastante sol, então foi muito comum ver muitas pessoas sentadas na areia, só conversando e tomando café - Sim, café. E essa foi logo a primeira piadinha que nós tiramos: no Brasil, quando surge a ideia de ir à praia, as conversas são logo do tipo 'Vamos comprar umas cervejas e ficar curtindo o sol'. Aqui, não é bem assim por dois motivos: o primeiro, é que não se pode beber nada alcoolico nas ruas, e isso, inclui parques, shoppings, e até praias. Se você quiser beber, tem que ir aos bares ou boates. E o segundo motivo, é que é completamente impossível tomar uma cerveja gelada no tempo que Vancouver apresenta. Logo, do outro lado da rua, tem uma grande franquia da Starbucks, onde é muito comum as pessoas pararem lá antes de ir à praia, e comprarem seus cafés.
Outra utilidade que esse ambiente proporciona para as pessoas, é de fazer atividades físicas, como por exemplo, caminhadas e corridas. Como a praia apresenta um grande 'calçadão', as pessoas aproveitam para se exercitarem nos mesmos.
E finalmente, outro ponto que algumas pessoas realmente gostam de apreciar nas praias, é fumar maconha. Pode parecer engraçado ou mentira, mas não é. Nessa última vez que estive lá, sem ficar atento em quem estava fumando ou não, somente sentido o cheiro por onde eu passava, eu pude ver três diferentes grupos de pessoas fazendo o uso da droga em frente ao mar. Como aqui não é algo que a polícia se preocupa muito em apreender, eles ficam muito mais tranquilos pra usar a mesma. E esse é um tópico que eu vou contar a vocês na próxima postagem: como funciona o esquema de uso de drogas aqui em Vancouver.
Sem mais, é basicamente dessa forma que as pessoas apreciam um dia de sol em qualquer praia daqui de Vancouver.
Ps.
sábado, 2 de abril de 2011
Quatro estações muito bem definidas.
Nunca tinha visto em lugar nenhum algo tão impressionante como a mudança das paisagens com o decorrer das estações do ano como aqui. Fico realmente impressionado porque em Recife e acredito que em quase todas as cidades do Brasil, nós não temos grandes mudanças entre as estações. Pra falar a verdade, acho que nem existem mudanças. Primeiramente, primavera e outono nós não temos, e a única diferença no "inverno" nordestino, é que chove um pouco mais.
A temperatura não sofre oscilações no decorrer do ano. De Janeiro até Dezembro, o termômetro praticamente marca sempre a mesma temperatura. A diferença fica concentrada no dia e na noite, onde podemos ter um clima menos quente durante a noite.
Enfim, dei essa introdução pra fazer um grau comparativo com o tempo em Vancouver. Sendo a segunda cidade mais quente do Canadá, perdendo só para Victória, Vancouver é considerada o melhor lugar de se morar por aqui, pois é a cidade que tem o tempo mais favorável, já que os outros lugares como Toronto, Montreal, Quebec, apresentam um inverno com temperaturas baixíssimas, chegando aos menos 20/30/40 graus. Além de que, tem neve o tempo todo, atributo chato demais, diga-se de passagem.
Cheguei aqui em pleno auge do inverno, o mínimo que eu peguei foi em torno de -5 graus. Sim, era um frio insuportável, mas nada que pudesse se comparar as outras cidades. Agora, no começo de Abril, já estamos no fim do inverno e está se dando inícil à Primavera. É de ficar com a boca aberta ao perceber o quão diferente a cidade já está desde que eu cheguei, a começar pelas árvores. Podem perceber na foto desta postagem, essa é a vista da janela do meu quarto, é o mesmo lugar da foto principal do blog. Tomem nota do quanto as árvores estão bonitas com a chegada da primavera.
Depois da primavera, chega o verão, porém, não vou estar aqui pra curtir a melhor época do verão vancouvenho, que é no mês de Julho. Mas vou pegar o começo do mesmo e todos dizem que é a melhor época do ano pra se visitar a cidade, pois não é preciso sair de casa com milhões de casacos, muito pelo contrário: não precisa de casacos. E é nessa parte do ano que os lugares ficam mais acessíveis e mais bonitos de conhecer. Mas não tem problema, os lugares eu já conheci quase todos, e garanto que não deixaram de ser menos bonitos só porque foi no inverno, e outra, nessa época eu vou está no inverno da minha cidade maravilhosa, cuja tem a temperatuda do inverno mais quente que a do verão daqui.
Ps.
A temperatura não sofre oscilações no decorrer do ano. De Janeiro até Dezembro, o termômetro praticamente marca sempre a mesma temperatura. A diferença fica concentrada no dia e na noite, onde podemos ter um clima menos quente durante a noite.
Enfim, dei essa introdução pra fazer um grau comparativo com o tempo em Vancouver. Sendo a segunda cidade mais quente do Canadá, perdendo só para Victória, Vancouver é considerada o melhor lugar de se morar por aqui, pois é a cidade que tem o tempo mais favorável, já que os outros lugares como Toronto, Montreal, Quebec, apresentam um inverno com temperaturas baixíssimas, chegando aos menos 20/30/40 graus. Além de que, tem neve o tempo todo, atributo chato demais, diga-se de passagem.
Cheguei aqui em pleno auge do inverno, o mínimo que eu peguei foi em torno de -5 graus. Sim, era um frio insuportável, mas nada que pudesse se comparar as outras cidades. Agora, no começo de Abril, já estamos no fim do inverno e está se dando inícil à Primavera. É de ficar com a boca aberta ao perceber o quão diferente a cidade já está desde que eu cheguei, a começar pelas árvores. Podem perceber na foto desta postagem, essa é a vista da janela do meu quarto, é o mesmo lugar da foto principal do blog. Tomem nota do quanto as árvores estão bonitas com a chegada da primavera.
Depois da primavera, chega o verão, porém, não vou estar aqui pra curtir a melhor época do verão vancouvenho, que é no mês de Julho. Mas vou pegar o começo do mesmo e todos dizem que é a melhor época do ano pra se visitar a cidade, pois não é preciso sair de casa com milhões de casacos, muito pelo contrário: não precisa de casacos. E é nessa parte do ano que os lugares ficam mais acessíveis e mais bonitos de conhecer. Mas não tem problema, os lugares eu já conheci quase todos, e garanto que não deixaram de ser menos bonitos só porque foi no inverno, e outra, nessa época eu vou está no inverno da minha cidade maravilhosa, cuja tem a temperatuda do inverno mais quente que a do verão daqui.
Ps.
sábado, 26 de março de 2011
Meio.
Pra mim, é muito estranho parar, analisar o tempo e perceber que cheguei exatamente no meio do meu intercâmbio. Hoje, dia 26 de Março, fazem 85 dias que eu estou aqui e faltam 85 dias para eu chegar em casa.
O tempo passou tão rápido, que quando eu menos esperei, já passou a metade da minha estadia no Canadá. Junto a isso, essa semana que se passou foi a última semana da minha sessão de aulas de Março. Nas quais eu assisti aula de Comunicação pela manhã - Essa é a foto da turma de Comunicação - e Audição pela tarde.
Considerei a aula de Comunicação muito boa e bastante dinâmica, a professora era muito gente boa e engraçada, porém, a aula de Audição era bastante monótona, pois todos os dias nós fazíamos a mesma coisa e o tempo passava se arrastando. Enfim, já passaram e na última Quarta-feira eu escolhi as aulas que vou assistir nas próximas quatro semanas.
Para a aula da manhã, optei por uma aula cujo nome é Pessoas e lugares famosos, onde a gente discutirá sobre vidas de pessoas famosas, como Bob Marley, John Lennon, Gandhi e sobre histórias do que já aconteceu eu lugares famosos, como Nova Iorque, Roma, Grécia. Pela tarde, minha professora me recomendou fazer aula de Discurso em público, ela disse que isso poderia me ajudar a falar mais devagar em uma conversa com muitas pessoas.
Bem, acredito que era só isso que eu precisava dizer pra deixar vocês mais atualizados. Com a chegada do meio da viagem, agora só faltam mais três meses de aula, cujos eu tenho certeza que vão passar bem mais rápido do que os três que já passaram.
Ps.
O tempo passou tão rápido, que quando eu menos esperei, já passou a metade da minha estadia no Canadá. Junto a isso, essa semana que se passou foi a última semana da minha sessão de aulas de Março. Nas quais eu assisti aula de Comunicação pela manhã - Essa é a foto da turma de Comunicação - e Audição pela tarde.
Considerei a aula de Comunicação muito boa e bastante dinâmica, a professora era muito gente boa e engraçada, porém, a aula de Audição era bastante monótona, pois todos os dias nós fazíamos a mesma coisa e o tempo passava se arrastando. Enfim, já passaram e na última Quarta-feira eu escolhi as aulas que vou assistir nas próximas quatro semanas.
Para a aula da manhã, optei por uma aula cujo nome é Pessoas e lugares famosos, onde a gente discutirá sobre vidas de pessoas famosas, como Bob Marley, John Lennon, Gandhi e sobre histórias do que já aconteceu eu lugares famosos, como Nova Iorque, Roma, Grécia. Pela tarde, minha professora me recomendou fazer aula de Discurso em público, ela disse que isso poderia me ajudar a falar mais devagar em uma conversa com muitas pessoas.
Bem, acredito que era só isso que eu precisava dizer pra deixar vocês mais atualizados. Com a chegada do meio da viagem, agora só faltam mais três meses de aula, cujos eu tenho certeza que vão passar bem mais rápido do que os três que já passaram.
Ps.
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