Não tenho outra descrição para esse assunto a não ser exatamente isso: hora do desafio. Todos os dias antes do meu café da manhã e do jantar, eu sempre me preparo psicologicamente para o que está por vir.
Minhas refeições aqui funcionam basicamente dessa forma: café da manhã e jantar, na minha casa e almoço, na rua. Já que tenho três horas de aula pela manhã e uma hora e meia pela tarde. Nesse meio tempo, tenho uma hora para comer qualquer porcaria na rua. Pra ser bem sincero, eu realmente não sei onde eu como pior, se é na rua ou se é aqui em casa.
Não posso negar que nesse primeiro mês, eu já comi quatro vezes uma comida digna de querer mais: macarrão à bolonhesa. Pronto, essa foi a única. Todas as outras coisas que já comi aqui, são dignas de porco comer também. Como já comentei em algumas postagens anteriores, os canadenses não tem o costume de comer comida nenhuma com sal e/ou outro tempero, a não ser que seja pimenta, e isso faz piorar mais ainda minhas refeições, porque eu gosto de uma comida bem temperada e sem pimenta. Tudo aqui é completamente diferente do que eu gosto.
Não vou listar todas as coisas ruins que eu já comi nessa casa, vou apenas comentar os fatos que são até de se julgar como cômicos. Bem, começando por um café da manhã dos horrores: certo dia, acordei feliz da vida porque era uma Sexta-feira. Tomei banho, me organizei todo e fui toma café. Quando olhei meu prato, tinham duas salsichas completamente feias e mal cheirosas. Bom, como eu realmente não tenho problema em comer nada, pensei "Ah, não deve ser tão ruim". Quando pus o primeiro pedaço na boca, quase vomitei em cima do prato de tão ruim que era. Não tive dúvida: como não tinha ninguém na sala de jantar comigo, já estava tudo esquematizado para enrolar as salsichas em um papel e jogar no lixo do meu quarto. Enrolei a primeira e coloquei no meu bolso, quando tava prestes a enrolar a segunda, meu host father chegou para ler jornal do meu lado. Putz, não acreditei. Sabia que não poderia jogar aquele outro pedaço fora na frente dele. Pensei, pensei, pensei e cheguei a conclusão: "Vou fingir que tô comendo tudo e depois jogar no lixo" Pus toda a salsicha na boa, guardei nas bochechas e me levantei com a boca cheia, dizendo para ele por sinais que eu já ia embora. Quando tava na porta da cozinha, ele falou algo. Pensei: "Lascou, como vou falar agora?" A sorte foi que eu só precisava dizer "Sim" ou "Não", respondi aquele velho "Aham" e corri para o meu quarto pra jogar as salsichas fora.
Outro dia foi no jantar de um Sábado. Cheguei em casa às 17h e percebi que não tinha ninguém. Fui na cozinha e meu prato já estava pronto com um bilhete que dizia: "Pedro, esse é seu jantar, ponha no microondas e se quiser, tem mais no fogão" Foi só olhar para o prato, que meu estômago deu uma volta. Tinha certeza que não ia comer aquilo. Então, fui pro meu quarto, comi um salgadinho pra enganar a fome e quando o salgadinho acabou eu coloquei toda aquela comida no saquinho do salgadinho. Depois coloquei tudo no lixo. - Claro, o que eu pedi de perdão a Papai do céu não tá no gibi.
Não posso reclamar da minha Homestay em nada, eles são bastante atenciosos comigo e me dão comida a toda hora - Ok, não sei se isso é um ponto positivo - o problema é que a culinária no Canadá é que é ruim mesmo, ainda mais quando se fala em culinária canadense feita por Filipinos. Pronto, aí fecha com chave de ouro.
Enquanto aos meus almoços, também tenho que confessar que estão longe de ser um dos melhores. Aqui come-se muita besteira na hora que deveria ser a refeição mais importante do dia - No meu ponto de vista. Todo dia eu como alguma coisa bem variada: hamburguer ou pizza. Nas Sextas é que fica mais fácil de se comer algo 'melhor' porque não tem a aula da tarde, daí dá pra ir almoçar em alum restaurante que ofereça uma comida mais digna para brasileiros.
Enfim, eu gostaria de colocar na foto de hoje, algum prato que eu como aqui na minha casa, mas ainda não tive a oportunidade de tirar foto de nenhum. Sempre tem alguém por perto. Essa foto aí, é um prato de batatas fritas com bastante recheio. Todo mundo come muito por aqui, mas me dá naúseas só de sentir o cheiro.
Só tenho a dizer uma coisa para concluir: se orgulhem bastante desse nosso feijão com arroz, porque no mundo todo, não há outro tipo de comida que se possa comparar.
Ps.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Um pouco de Downtown.
Downtown. Lugar onde tudo e todos se encontram. Ponto de referência para as responsabilidades - E para as compras.
Como a palavra mesmo diz, Downtown é o centro de Vancouver, lugar que faz a vida acontecer nessa cidade. Acredito que grande parte da economia local venha de Downtown. Também é lá onde pode-se encontrar muitos pontos turísticos e os gigantes arranha-céus da cidade.
Muito antes de chegar aqui, eu já sabia dessa fama que Downtonw tinha, mas não imaginava que a intensidade era tão grande. Sempre ficava fazendo um parâmetro com o centro de Recife e todas as vezes me vinha na cabeça: "Vou sempre passar longe desse tal Downtown de Vancouver. Deve ser o mesmo inferno que o daqui de Recife!" E eu - mais uma vez - estava enganado com meus palpites.
É fato que o centro de Vancouver é a parte mais agitada da cidade, como a maioria - ou todas - as cidades do Brasil. No gigante Downtown encontra-se as principais lojas da cidade, restaurantes, grandes shopping centers, cafeterias e tantos outros pontos comerciais. O que mais me impressiona nisso tudo não é nem o tamanho que todo o Downtown tem, mas sim a tranquilidade que é o lugar. As vezes eu to caminhando pelo mesmo e me pego pensando: "Putz, não acredito que estou no centro de uma cidade enorme e não tem aquele barulho todo, aquelas mil e uma pessoas passando - e batendo - ao seu lado, ou o medo de ser assaltado. Não tem nada disso nesse centro" É de se impressionar com a paz que aquele lugar tem - Tendo-se em mente que é o centro, onde tudo acontece em uma cidade.
Da minha casa - e da maioria das casas dos meus amigos - para o Downtown são cerca de 40/45 minutos. Já que as casas de Vancouver ficam em bairros meio afastados do centro da cidade. A coisa mais difícil do mundo é encontrar algum estudante morando em um prédio em Downtown - Ops, isso é até uma analogia, já que todos - ou 95% - dos prédios de Vancouver ficam em Downtown.
Falando nisso, e voltando para aquele assunto de Planejamento, também é incrível como a divisão e a organização dessa cidade é bem feita, como por exemplo: Lugar de prédios é em Downtown ou nas suas proximidades e lugar de casas, são nos bairros. Talvez, isso seja um diferencial aqui em Vancouver, essa inexistência de poluição visual nos bairros facilita tudo, ajuda muito aos estrangeiros - eu que o diga - a não se perder. Já que todos os imóveis são casas, escolas, cemitérios, mercados. Fica bastante fácil de se achar nos bairros, além de sempre ter aquele prazer de ficar olhando as paisagens sem ter um ou outro prédio no meio para atrapalhar.
Pronto, essa seria outra coisa que se eu pudesse, colocaria na minha mala e levaria para Recife: A calmaria de Downtown. Ensinaria todas aquelas pessoas que passam todos os dias pelo centro do Recife como não se estressar no meio de tanta gente e tanto calor. Tarefa díficil, mas para ter a paz que eu tenho no centro daqui, eu juro que tentaria.
Ps.
Como a palavra mesmo diz, Downtown é o centro de Vancouver, lugar que faz a vida acontecer nessa cidade. Acredito que grande parte da economia local venha de Downtown. Também é lá onde pode-se encontrar muitos pontos turísticos e os gigantes arranha-céus da cidade.
Muito antes de chegar aqui, eu já sabia dessa fama que Downtonw tinha, mas não imaginava que a intensidade era tão grande. Sempre ficava fazendo um parâmetro com o centro de Recife e todas as vezes me vinha na cabeça: "Vou sempre passar longe desse tal Downtown de Vancouver. Deve ser o mesmo inferno que o daqui de Recife!" E eu - mais uma vez - estava enganado com meus palpites.
É fato que o centro de Vancouver é a parte mais agitada da cidade, como a maioria - ou todas - as cidades do Brasil. No gigante Downtown encontra-se as principais lojas da cidade, restaurantes, grandes shopping centers, cafeterias e tantos outros pontos comerciais. O que mais me impressiona nisso tudo não é nem o tamanho que todo o Downtown tem, mas sim a tranquilidade que é o lugar. As vezes eu to caminhando pelo mesmo e me pego pensando: "Putz, não acredito que estou no centro de uma cidade enorme e não tem aquele barulho todo, aquelas mil e uma pessoas passando - e batendo - ao seu lado, ou o medo de ser assaltado. Não tem nada disso nesse centro" É de se impressionar com a paz que aquele lugar tem - Tendo-se em mente que é o centro, onde tudo acontece em uma cidade.
Da minha casa - e da maioria das casas dos meus amigos - para o Downtown são cerca de 40/45 minutos. Já que as casas de Vancouver ficam em bairros meio afastados do centro da cidade. A coisa mais difícil do mundo é encontrar algum estudante morando em um prédio em Downtown - Ops, isso é até uma analogia, já que todos - ou 95% - dos prédios de Vancouver ficam em Downtown.
Falando nisso, e voltando para aquele assunto de Planejamento, também é incrível como a divisão e a organização dessa cidade é bem feita, como por exemplo: Lugar de prédios é em Downtown ou nas suas proximidades e lugar de casas, são nos bairros. Talvez, isso seja um diferencial aqui em Vancouver, essa inexistência de poluição visual nos bairros facilita tudo, ajuda muito aos estrangeiros - eu que o diga - a não se perder. Já que todos os imóveis são casas, escolas, cemitérios, mercados. Fica bastante fácil de se achar nos bairros, além de sempre ter aquele prazer de ficar olhando as paisagens sem ter um ou outro prédio no meio para atrapalhar.
Pronto, essa seria outra coisa que se eu pudesse, colocaria na minha mala e levaria para Recife: A calmaria de Downtown. Ensinaria todas aquelas pessoas que passam todos os dias pelo centro do Recife como não se estressar no meio de tanta gente e tanto calor. Tarefa díficil, mas para ter a paz que eu tenho no centro daqui, eu juro que tentaria.
Ps.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Agilidade na questão de emergência.
É inacreditável a competência dos serviços públicos em Vancouver. Deixa qualquer brasileiro de boca aberta e até com uma pequena - Ou grande - inveja.
Antes de vir pra cá, já tinha lido algumas coisas sobre a segurança no Canadá, e confesso que sempre achei utópico. Não acreditava que tal país pudesse ter tanta determinação nesses tipos de serviços: Policiamento, ambulâncias, corpo de bombeiros. Mas depois que cheguei aqui, logo no primeiro dia de aula já aconteceu uma situação que eu pude parar e pensar: Não, não existe utopia nenhuma. Tudo que eu li realmente é verdade.
No primeiro dia de aula, estávamos ouvindo as dezenas de explicações de como funcionava a escola e de repente uma sirene começou a tocar sem parar. A professora disse que deveriamos todos deixar o prédio e aguardar alguma resposta sobre o que era aquilo. Só foi o tempo de todo mundo sair do prédio que em cinco - Sim, cinco! - minutos já estava o corpo de bombeiros na frente da escola com mil e uma mangueiras e outros equipamentos para apagar um suposto "incêncio". Depois que perceberam que era só alarme falso, foram embora sem raiva nenhuma de terem 'perdido' tempo. Foi só um alarme falso, segundo eles...Acontece. Essa foto foi no dia desse acontecimento, o corpo de bombeiros na frente da escola.
Esse é só um de tantos outros exemplos que eu posso falar sobre o que eu já vi por aqui. Hoje mesmo eu estava tomando um café no Starbucks com um amigo, quando entraram dois bebados e ficaram falando alto lá dentro, criando problema. O gerente da cafeteria ligou pra polícia e em cerca de 5 minutos também, a mesma já estava lá. Mas quando eles chegaram, os bebados já tinham ido embora. O gerente explicou o que tinha acontecido e os policiais foram embora, também sem criar problemas por terem 'perdido' tempo.
Aqui em Vancouver eles dão muita importância quando se fala nesses serviços. A competência dos mesmos é incrível, seja policiais, bombeiros ou ambulâncias. Já vi por aqui uma ambulância com a sirene ligada no meio da rua e todos os carros ficarem bastante preocupados em dar logo a vez para a mesma. Isso comprova que não é só o serviço deles que é bom, a população também contribui muito.
Falando em população, não posso deixar de comentar o quanto é prazeroso andar nas ruas sem medo de ser furtado ou assaltado. É muito comum o uso com tranquilidade de aparelhos de valor nas ruas. Notebooks no Skytrain ou no ônibus. Celulares, Ipods, câmeras nas ruas. Aqui não existe o medo de levarem o que é seu. As vezes estou andando na rua e preciso pegar algo na minha carteira, fico com medo nos primeiros instantes mas depois lembro que estou aqui e mexo na mesma sem problemas, onde estiver. Tiro a câmera da bolsa onde estiver também. Aqui, sem dúvidas é um lugar pra se morar se você quer ter essa tranquilidade sempre. Taí, é uma das coisas que eu vou sentir muita diferença e saudade quando voltar pra Recife.
Outra coisa que é bom lembrar, é que também não tem hora pra essa segurança. Alguns dias eu precisei voltar tarde pra casa e em momento nenhum me deu um medo de andar à noite sozinho pelas ruas. Já andei em plena Meia noite a caminho de casa, tirando fotos da neve, sem ver ninguém na rua e o medo passava longe de mim.
O grande problema vai ser se eu me acostumar com isso durante esses seis meses e chegar em Recife com esses hábitos. Não dou um mês pra não ter mais pertence nenhum.
Ps.
Antes de vir pra cá, já tinha lido algumas coisas sobre a segurança no Canadá, e confesso que sempre achei utópico. Não acreditava que tal país pudesse ter tanta determinação nesses tipos de serviços: Policiamento, ambulâncias, corpo de bombeiros. Mas depois que cheguei aqui, logo no primeiro dia de aula já aconteceu uma situação que eu pude parar e pensar: Não, não existe utopia nenhuma. Tudo que eu li realmente é verdade.
No primeiro dia de aula, estávamos ouvindo as dezenas de explicações de como funcionava a escola e de repente uma sirene começou a tocar sem parar. A professora disse que deveriamos todos deixar o prédio e aguardar alguma resposta sobre o que era aquilo. Só foi o tempo de todo mundo sair do prédio que em cinco - Sim, cinco! - minutos já estava o corpo de bombeiros na frente da escola com mil e uma mangueiras e outros equipamentos para apagar um suposto "incêncio". Depois que perceberam que era só alarme falso, foram embora sem raiva nenhuma de terem 'perdido' tempo. Foi só um alarme falso, segundo eles...Acontece. Essa foto foi no dia desse acontecimento, o corpo de bombeiros na frente da escola.
Esse é só um de tantos outros exemplos que eu posso falar sobre o que eu já vi por aqui. Hoje mesmo eu estava tomando um café no Starbucks com um amigo, quando entraram dois bebados e ficaram falando alto lá dentro, criando problema. O gerente da cafeteria ligou pra polícia e em cerca de 5 minutos também, a mesma já estava lá. Mas quando eles chegaram, os bebados já tinham ido embora. O gerente explicou o que tinha acontecido e os policiais foram embora, também sem criar problemas por terem 'perdido' tempo.
Aqui em Vancouver eles dão muita importância quando se fala nesses serviços. A competência dos mesmos é incrível, seja policiais, bombeiros ou ambulâncias. Já vi por aqui uma ambulância com a sirene ligada no meio da rua e todos os carros ficarem bastante preocupados em dar logo a vez para a mesma. Isso comprova que não é só o serviço deles que é bom, a população também contribui muito.
Falando em população, não posso deixar de comentar o quanto é prazeroso andar nas ruas sem medo de ser furtado ou assaltado. É muito comum o uso com tranquilidade de aparelhos de valor nas ruas. Notebooks no Skytrain ou no ônibus. Celulares, Ipods, câmeras nas ruas. Aqui não existe o medo de levarem o que é seu. As vezes estou andando na rua e preciso pegar algo na minha carteira, fico com medo nos primeiros instantes mas depois lembro que estou aqui e mexo na mesma sem problemas, onde estiver. Tiro a câmera da bolsa onde estiver também. Aqui, sem dúvidas é um lugar pra se morar se você quer ter essa tranquilidade sempre. Taí, é uma das coisas que eu vou sentir muita diferença e saudade quando voltar pra Recife.
Outra coisa que é bom lembrar, é que também não tem hora pra essa segurança. Alguns dias eu precisei voltar tarde pra casa e em momento nenhum me deu um medo de andar à noite sozinho pelas ruas. Já andei em plena Meia noite a caminho de casa, tirando fotos da neve, sem ver ninguém na rua e o medo passava longe de mim.
O grande problema vai ser se eu me acostumar com isso durante esses seis meses e chegar em Recife com esses hábitos. Não dou um mês pra não ter mais pertence nenhum.
Ps.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Tranquilidade é sinônimo de trânsito.
Antes de chegar aqui, ficava me indagando como seria o trânsito em uma das maiores cidades do Canadá. Se em Recife é um caos, em Vancouver tenderia a ser pior ainda. Mas é ai que eu me enganava.
Não existe trânsito por aqui, o que existe é no máximo um semáforo fechado e uma fila de carros esperando o mesmo abrir. Tudo isso é devido ao planejamento que a cidade tem e a organização que a população sempre mantém no dia a dia. Barulho de buzinhas? Coisa mais rara do mundo!
Dá pra perceber o quanto a cidade é planejada, ainda dentro do avião quando você estar chegando e ver a cidade toda lá de cima. Incrível como todos os blocos são metricamente iguais. Esse foi um dos primeiros sustos que eu tomei mesmo antes de pisar aqui. Bem, voltando ao trânsito...Como já disse, existem vários fatores que levam a não existência do mesmo nessa cidade e um grande importante desses fatores é o transporte público.
Qual é a necessidade que tem em sair com o seu carro pela manhã e só voltar à noite? Você vai gastar gasolina, enfrentar dificuldade pra estacionar seu carro - Para as mulheres - e correr até o risco de alguma colisão com outros automóveis - Para as mulheres também - ao invés de todos esses incomodos, podes pegar um ônibus que passa pontualmente na parada e depois um Skytrain que a todo momento chega na estação e em poucos minutos chegar no seu destino. Sim, essa é uma opção que muitos canadenses tomam.
Com isso, já diminui bastante a quantidade de carros na rua, e os motoristas que optam por sair com seus carros, são bastantes educados tanto com os outros motoristas quanto com os pedestres. Pronto, cheguei na parte que eu queria: pedestres! Os pedestres de Vancouver são quase considerados como outros carros. Em todos - absolutamente todos - semáforos da cidade para automóveis, também existe um semáforo para pedestre, onde indica quando o mesmo pode atravessar. Ao ver uma imagem de uma pessoa caminhando, essa é a hora de atravessar! E ao ver a imagem de uma mão vermelha, deve-se esperar.
Outro meio de locomoção que aqui é respeitadíssimo são as bicicletas. É muito comum ver nas ruas pistas reservadas para as mesmas. Não são todas, mas grande parte das ruas tem essa parte reservada.
Bem, com espaços separados para automóveis, bicicletas e pedestres fica bem difícil ocorrer algum acidente, e contando com a ajuda do transporte público também fica difícil encontrar algum engarrafamento. É fato consumado que uma cidade muito bem planejada é outro nível. Todos essas qualidades ajudam na convivencia famíliar, aliviando o estresse diário do trânsito. Dúvido que alguém se irrite aqui porque atrasou dois minutos e por causa disso vai pegar um transito infernal até o local desejado.
Ps.
Não existe trânsito por aqui, o que existe é no máximo um semáforo fechado e uma fila de carros esperando o mesmo abrir. Tudo isso é devido ao planejamento que a cidade tem e a organização que a população sempre mantém no dia a dia. Barulho de buzinhas? Coisa mais rara do mundo!
Dá pra perceber o quanto a cidade é planejada, ainda dentro do avião quando você estar chegando e ver a cidade toda lá de cima. Incrível como todos os blocos são metricamente iguais. Esse foi um dos primeiros sustos que eu tomei mesmo antes de pisar aqui. Bem, voltando ao trânsito...Como já disse, existem vários fatores que levam a não existência do mesmo nessa cidade e um grande importante desses fatores é o transporte público.
Qual é a necessidade que tem em sair com o seu carro pela manhã e só voltar à noite? Você vai gastar gasolina, enfrentar dificuldade pra estacionar seu carro - Para as mulheres - e correr até o risco de alguma colisão com outros automóveis - Para as mulheres também - ao invés de todos esses incomodos, podes pegar um ônibus que passa pontualmente na parada e depois um Skytrain que a todo momento chega na estação e em poucos minutos chegar no seu destino. Sim, essa é uma opção que muitos canadenses tomam.
Com isso, já diminui bastante a quantidade de carros na rua, e os motoristas que optam por sair com seus carros, são bastantes educados tanto com os outros motoristas quanto com os pedestres. Pronto, cheguei na parte que eu queria: pedestres! Os pedestres de Vancouver são quase considerados como outros carros. Em todos - absolutamente todos - semáforos da cidade para automóveis, também existe um semáforo para pedestre, onde indica quando o mesmo pode atravessar. Ao ver uma imagem de uma pessoa caminhando, essa é a hora de atravessar! E ao ver a imagem de uma mão vermelha, deve-se esperar.
Outro meio de locomoção que aqui é respeitadíssimo são as bicicletas. É muito comum ver nas ruas pistas reservadas para as mesmas. Não são todas, mas grande parte das ruas tem essa parte reservada.
Bem, com espaços separados para automóveis, bicicletas e pedestres fica bem difícil ocorrer algum acidente, e contando com a ajuda do transporte público também fica difícil encontrar algum engarrafamento. É fato consumado que uma cidade muito bem planejada é outro nível. Todos essas qualidades ajudam na convivencia famíliar, aliviando o estresse diário do trânsito. Dúvido que alguém se irrite aqui porque atrasou dois minutos e por causa disso vai pegar um transito infernal até o local desejado.
Ps.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Por dentro do meio que vivo.
Somente a partir de hoje, é que eu comecei a entender como é que funciona essa minha família desde a raiz.
Quando tava saindo para ir à escola, dou de cara com Lian e sua mãe chegando em casa. Ela estava vindo trazer o garoto para depois ir trabalhar, logo, ela disse 'Petwron, me espera que eu vou com você hoje!' esperei-a acomodar o menino aqui em casa e logo em seguida fomos para as nossas obrigações.
Sendo uma mulher bastante simpática, fomos o percurso todo conversando bastante, e como ela mesma disse no começo: "É bom porque você treina cada vez mais o seu inglês". Percebi que ela estava me dando brecha pra qualquer tipo de conversa, e curioso como sou, tratei logo de perguntar absolutamente tudo sobre a família. Não nos exitamos em momento nenhum - A não ser na hora que chegou no assunto 'Lian'.
Comentei com ela que quando eu cheguei, pensava que ela era a filha dos meus pais daqui, ela gargalhou e disse que se dava muito bem com eles, mas que era nora dos mesmos. O marido dela é que é o filho. Isso foi o começo de uma longa conversa e descobertas. Ela me contou que meus pais tem quatro filhos homens - Ou quase homens, pois eu já conheci um semana passada que tem muita vontade de jogar no outro time!
Em seguida, perguntei se ela era Canadense, pois o que eu mais conheci aqui foram coreanos, filipinos, chineses e brasileiros. Mas não, ela não era canadense. Assim como minha família, ela também é filipina, e me adiantou logo que todos daquela família eram filipinos. Como meu host father me disse ontem, eles vinheram pra cá há mais de vinte e cinco anos. Perguntei-a qual dos dois países ela preferia: Canadá ou Filipinas. Ela me disse que saiu das Filipinas quando tinha apenas 7 anos de idade. Não saberia responder essa pergunta, mas que o Canadá pra ela é um lugar único. Depois desse diálogo, sem querer cheguei na parte chata. Perdendo uma ótima oportunidade de ficar calado, questionei-a sobre Lian, se ele era o único Canadense da família, já que tem apenas 2 anos.
Ela olhou-me com a cara mais errada possível, procurando palavras pra responder minha pergunta. Com bastante educação e sutileza ela começou a me responder e explicar: "Bem Petwron, eu não sou a mãe biológica de Lian. Se formos ver por sangue, Lian não faz parte dessa família. Ele é filipino também, mas nós só o descobrimos em Março do ano passado, quando meu marido voltou por motivos pessoais para resolver algumas coisas lá nas Filipinas e soube do caso do garoto Lian, sem exitar nada, ele o trouxe para cá e resolvemos todas as burocracias. Agora temos ele como nosso filho no papel. Lian tem dois anos, mas é nosso há 10 meses" Fiquei sem palavras, tanto pelo fato de ver a emoção nos olhos dela ao falar do garoto, quanto pelo fato da minha pergunta indiscreta. A verdade é que depois que ela me falou isso, eu comecei a perceber mais neles e pensei 'Putz, eu já podia ter descoberto isso há muito tempo, é só olhar pra eles! Pense em um menino bonito pra tanta gente feia nessa família!'
Meus pais tem uma aparencia muito sofrida, de pessoas que fizeram muito na vida e atualmente não tem tudo o que realmente mereciam, acredito que Lian tras uma vida pra essa casa, verdadeiramente é uma terapia para eles. Assim como os estudantes que eles recebem, acredito que tudo isso os fazem se sentirem menos sozinhos e mais felizes.
Depois de me atualizar bastante da história deles, ela quis saber da minha. Perguntou a idade dos meus pais, da minha irmã, das minhas avós. Contei tudo, e ela se impressionou com duas coisas: Primeiramente com a triste situação que foi eu ter que viajar sem poder receber um 'Boa viagem, vai com Deus' de uma das minhas avós, que estava bem mal na UTI. Porém, ela ficou imensamente feliz quando eu disse que há dois dias atrás, ela tinha saido do hospital. Outra coisa que a deixou de boca aberta foi saber a idade da minha mãe, quando eu disse que ela dinha 41, ela abriu a boca em um espanto e disse 'Oh my god! Eu tenho idade de ser sua mãe! Tenho 42 anos!!'
O papo tava tão bom, que eu terminei recaindo novamente na bobagem de falar no assunto 'Lian', perguntei se ele já estudava. Ela disse que ele tinha começado em um berçário nas Filipinas, mas que aqui ainda não tinha estrado na escola de verdade. Em frações de segundos ela mudou o assunto e foi aí que chegou minha estação do Skytrain e eu tive que descer.
Tentei por uma foto da minha casa nessa postagem, porém mais uma vez esse blog não ajudou. Fica para a próxima!
Ps.
Quando tava saindo para ir à escola, dou de cara com Lian e sua mãe chegando em casa. Ela estava vindo trazer o garoto para depois ir trabalhar, logo, ela disse 'Petwron, me espera que eu vou com você hoje!' esperei-a acomodar o menino aqui em casa e logo em seguida fomos para as nossas obrigações.
Sendo uma mulher bastante simpática, fomos o percurso todo conversando bastante, e como ela mesma disse no começo: "É bom porque você treina cada vez mais o seu inglês". Percebi que ela estava me dando brecha pra qualquer tipo de conversa, e curioso como sou, tratei logo de perguntar absolutamente tudo sobre a família. Não nos exitamos em momento nenhum - A não ser na hora que chegou no assunto 'Lian'.
Comentei com ela que quando eu cheguei, pensava que ela era a filha dos meus pais daqui, ela gargalhou e disse que se dava muito bem com eles, mas que era nora dos mesmos. O marido dela é que é o filho. Isso foi o começo de uma longa conversa e descobertas. Ela me contou que meus pais tem quatro filhos homens - Ou quase homens, pois eu já conheci um semana passada que tem muita vontade de jogar no outro time!
Em seguida, perguntei se ela era Canadense, pois o que eu mais conheci aqui foram coreanos, filipinos, chineses e brasileiros. Mas não, ela não era canadense. Assim como minha família, ela também é filipina, e me adiantou logo que todos daquela família eram filipinos. Como meu host father me disse ontem, eles vinheram pra cá há mais de vinte e cinco anos. Perguntei-a qual dos dois países ela preferia: Canadá ou Filipinas. Ela me disse que saiu das Filipinas quando tinha apenas 7 anos de idade. Não saberia responder essa pergunta, mas que o Canadá pra ela é um lugar único. Depois desse diálogo, sem querer cheguei na parte chata. Perdendo uma ótima oportunidade de ficar calado, questionei-a sobre Lian, se ele era o único Canadense da família, já que tem apenas 2 anos.
Ela olhou-me com a cara mais errada possível, procurando palavras pra responder minha pergunta. Com bastante educação e sutileza ela começou a me responder e explicar: "Bem Petwron, eu não sou a mãe biológica de Lian. Se formos ver por sangue, Lian não faz parte dessa família. Ele é filipino também, mas nós só o descobrimos em Março do ano passado, quando meu marido voltou por motivos pessoais para resolver algumas coisas lá nas Filipinas e soube do caso do garoto Lian, sem exitar nada, ele o trouxe para cá e resolvemos todas as burocracias. Agora temos ele como nosso filho no papel. Lian tem dois anos, mas é nosso há 10 meses" Fiquei sem palavras, tanto pelo fato de ver a emoção nos olhos dela ao falar do garoto, quanto pelo fato da minha pergunta indiscreta. A verdade é que depois que ela me falou isso, eu comecei a perceber mais neles e pensei 'Putz, eu já podia ter descoberto isso há muito tempo, é só olhar pra eles! Pense em um menino bonito pra tanta gente feia nessa família!'
Meus pais tem uma aparencia muito sofrida, de pessoas que fizeram muito na vida e atualmente não tem tudo o que realmente mereciam, acredito que Lian tras uma vida pra essa casa, verdadeiramente é uma terapia para eles. Assim como os estudantes que eles recebem, acredito que tudo isso os fazem se sentirem menos sozinhos e mais felizes.
Depois de me atualizar bastante da história deles, ela quis saber da minha. Perguntou a idade dos meus pais, da minha irmã, das minhas avós. Contei tudo, e ela se impressionou com duas coisas: Primeiramente com a triste situação que foi eu ter que viajar sem poder receber um 'Boa viagem, vai com Deus' de uma das minhas avós, que estava bem mal na UTI. Porém, ela ficou imensamente feliz quando eu disse que há dois dias atrás, ela tinha saido do hospital. Outra coisa que a deixou de boca aberta foi saber a idade da minha mãe, quando eu disse que ela dinha 41, ela abriu a boca em um espanto e disse 'Oh my god! Eu tenho idade de ser sua mãe! Tenho 42 anos!!'
O papo tava tão bom, que eu terminei recaindo novamente na bobagem de falar no assunto 'Lian', perguntei se ele já estudava. Ela disse que ele tinha começado em um berçário nas Filipinas, mas que aqui ainda não tinha estrado na escola de verdade. Em frações de segundos ela mudou o assunto e foi aí que chegou minha estação do Skytrain e eu tive que descer.
Tentei por uma foto da minha casa nessa postagem, porém mais uma vez esse blog não ajudou. Fica para a próxima!
Ps.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Custo de vida.
Como será que seria a vida de uma pessoa que recebe um salário mínimo (brasileiro) em uma cidade como Vancouver? Vou tentar mostrar isso para vocês agora.
Ciente que o salário mínimo de um trabalhador no Brasil é cerca de 540 reais, eu vou fazer meu relato baseado em 540 doláres canadenses, porque se eu for fazer o câmbio, ficaria em torno de 270 dólares e com essa quantia de dinheiro não daria nem para ele pensar em respirar por aqui.
A vida no Canadá é cara. Todos os dias a população passa por situações que é necessário gastar dinheiro - As vezes, muito dinheiro - e isso me faz acreditar que com 540 dólares mensais para pagar todas as contas e talvez, ainda ter um passeio no final de semana, se torne impossível. Aqui existem bairros e lugares que são considerados como "favelas" aí no Brasil, suponho que para fazer o aluguel de um imóvel nessas áreas seja em torno de 100 dólares mensais, só com isso, já vai boa parte do dinheiro.
Ao caminhar pelas ruas de Vancouver, você pode encontrar diferentes tipos de mercados, desde os mais simples até os mais caros. Uma feira de mês, deve custar 200 ou 250 dólares, para uma família com três pessoas mais ou menos. Porém, aqui no Canadá, as pessoas tem um costume muito grande de trocar alguma refeição por lanche. Muitas vezes, se come pizza, hamburguer ou qualquer outro tipo de comida gordurosa na hora do almoço. Isso já faz com que o gasto com alimentos durante o mês diminua.
Que os canadenses se alimentam muito mal, é fato. É de dar nausas ver ás 8 horas da manhã uma pessoa se lambuzando com um big tudo Mc. Mas como dizem por aí 'Educação vem de berço' e ontem eu descobri o porquê de tudo isso: Vi em uma hamburgueria, uma mãe dando um hamburguer do tamanho do mundo a uma criança que ainda usava carrinho de bebê.
Partindo para outro ponto, vou falar de carros. É bastante fácil comprar um carro no Canadá, esse é um dos únicos investimentos que por aqui, não é caro. Se você tem 700 dólares, já pode dar entrada em um carro de nível médio e investindo um pouco mais de dinheiro, quitá-lo completamente. Mas como tudo tem um 'porém', o caro aqui é o combustível. Geralmente, aqui não se para em um posto de gasolina para pedir 10, 15, 20 dólares de gasolinha ou alcool. Quando os canadenses vão colocar combustível, eles pedem para completar o tanque, e isso é em torno de 150/180 dólares. Se pensarmos em real...Pagar 300/360 reais para encher o tanque, é bem caro.
Em relação aos passeios de fim de semana, isso pode ser bem caro, como também, não custar nada. Existem diversos parques públicos por aqui, que geralmente famílias vão caminhar, jogar conversa fora e levar as crianças para brincar. Esses tipos de saídas não custam nada. Aqui também tem outros parques privados, como o Capilano e o Stanley, custam em torno de 25 dólares para passar o dia todo. Não é um tipo de passeio caro. Finalmente chegando nos absurdamentes caros, você pode ir esquiar em alguma montanha e pagar algo em torno de 150 dólares por algumas horas. Bem, vai da situação financeira de cada um!
As saídas noturnas para os jovens - A partir de 19 anos, sem restrições. Só e somente só pessoas com 19 anos ou mais - não é cara. Em frente às boates ficam bastantes organizadores de festas distribuindo ingressos, isso é bastante comum, não precisa ser uma pessoa especial ou então ganhar alguma promoção para receber esses ingressos. Basta ver alguém entregando e dizer 'Eu quero um também' e pronto, entrar na festa. Como não posso nem em sonho entrar em nenhuma boate ou mesmo bar por aqui, pergunto aos meus amigos quanto eles gastam em uma noite, e os mesmos dizem que não é caro, já que o ingresso é grátis. Lá dentro, a consumação custa entre 20/30 dólares.
Acho que ficou bem claro que é quase impossível alguém viver aqui com 540 dólares mensais, ou não?
Ps.
Ciente que o salário mínimo de um trabalhador no Brasil é cerca de 540 reais, eu vou fazer meu relato baseado em 540 doláres canadenses, porque se eu for fazer o câmbio, ficaria em torno de 270 dólares e com essa quantia de dinheiro não daria nem para ele pensar em respirar por aqui.
A vida no Canadá é cara. Todos os dias a população passa por situações que é necessário gastar dinheiro - As vezes, muito dinheiro - e isso me faz acreditar que com 540 dólares mensais para pagar todas as contas e talvez, ainda ter um passeio no final de semana, se torne impossível. Aqui existem bairros e lugares que são considerados como "favelas" aí no Brasil, suponho que para fazer o aluguel de um imóvel nessas áreas seja em torno de 100 dólares mensais, só com isso, já vai boa parte do dinheiro.
Ao caminhar pelas ruas de Vancouver, você pode encontrar diferentes tipos de mercados, desde os mais simples até os mais caros. Uma feira de mês, deve custar 200 ou 250 dólares, para uma família com três pessoas mais ou menos. Porém, aqui no Canadá, as pessoas tem um costume muito grande de trocar alguma refeição por lanche. Muitas vezes, se come pizza, hamburguer ou qualquer outro tipo de comida gordurosa na hora do almoço. Isso já faz com que o gasto com alimentos durante o mês diminua.
Que os canadenses se alimentam muito mal, é fato. É de dar nausas ver ás 8 horas da manhã uma pessoa se lambuzando com um big tudo Mc. Mas como dizem por aí 'Educação vem de berço' e ontem eu descobri o porquê de tudo isso: Vi em uma hamburgueria, uma mãe dando um hamburguer do tamanho do mundo a uma criança que ainda usava carrinho de bebê.
Partindo para outro ponto, vou falar de carros. É bastante fácil comprar um carro no Canadá, esse é um dos únicos investimentos que por aqui, não é caro. Se você tem 700 dólares, já pode dar entrada em um carro de nível médio e investindo um pouco mais de dinheiro, quitá-lo completamente. Mas como tudo tem um 'porém', o caro aqui é o combustível. Geralmente, aqui não se para em um posto de gasolina para pedir 10, 15, 20 dólares de gasolinha ou alcool. Quando os canadenses vão colocar combustível, eles pedem para completar o tanque, e isso é em torno de 150/180 dólares. Se pensarmos em real...Pagar 300/360 reais para encher o tanque, é bem caro.
Em relação aos passeios de fim de semana, isso pode ser bem caro, como também, não custar nada. Existem diversos parques públicos por aqui, que geralmente famílias vão caminhar, jogar conversa fora e levar as crianças para brincar. Esses tipos de saídas não custam nada. Aqui também tem outros parques privados, como o Capilano e o Stanley, custam em torno de 25 dólares para passar o dia todo. Não é um tipo de passeio caro. Finalmente chegando nos absurdamentes caros, você pode ir esquiar em alguma montanha e pagar algo em torno de 150 dólares por algumas horas. Bem, vai da situação financeira de cada um!
As saídas noturnas para os jovens - A partir de 19 anos, sem restrições. Só e somente só pessoas com 19 anos ou mais - não é cara. Em frente às boates ficam bastantes organizadores de festas distribuindo ingressos, isso é bastante comum, não precisa ser uma pessoa especial ou então ganhar alguma promoção para receber esses ingressos. Basta ver alguém entregando e dizer 'Eu quero um também' e pronto, entrar na festa. Como não posso nem em sonho entrar em nenhuma boate ou mesmo bar por aqui, pergunto aos meus amigos quanto eles gastam em uma noite, e os mesmos dizem que não é caro, já que o ingresso é grátis. Lá dentro, a consumação custa entre 20/30 dólares.
Acho que ficou bem claro que é quase impossível alguém viver aqui com 540 dólares mensais, ou não?
Ps.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Onze dias e muito mais.
Me peguei pensando hoje sobre tudo que já me aconteceu, desde que eu sai de Recife até agora. Só depois de lembrar do que já passei por aqui, é que pude perceber o quanto de coisas eu já conheci em onze dias.
Os acontecimentos aqui ocorrem muito diferentemente do que eu estou habituado, seja ao ver o sol nascer só às 9 horas da manhã ou em ver um único papel no chão e já achar coisa de outro mundo. Quando você está longe de casa, da família, dos amigos, tudo é mais intenso. Eu tô aqui há pouco mais de dez dias, mas parece que já fazem meses, a saudade bate muito mais rápido - Já que você sabe que não verá em breve determinadas pessoas e muito menos as encontrar ocasionalmente na rua - e a sensação de estar sozinho vem muito mais forte.
Por outro lado, tá sendo bom esse turbilhão de coisas acontecendo no mesmo tempo, pois só hoje eu me dei conta da quantidade de lugares que eu já conheci, das inúmeras comidas - Ruins - que eu comi, das pessoas maravilhosas que fiquei amigo e do quanto eu já aprendi por aqui. É engraçado ficar lembrando de como cheguei e de como, em apenas onde dias, eu já estou. A cabeça muda e o corpo se adapta - O paladar também!
Acho divertido lembrar dos fatos engraçados que já descobri e/ou já passei, tais como: Coreanos não nasceram para falar inglês. Minha família não é muito apta ao banho. O maior hobby da tarde é rir da professora. Nem sempre estar perdido é a pior coisa do mundo. Ensinar aos estrangeiros a falar algumas palavras feias em português é engraçadíssimo tanto para nós, quanto para eles. Dentre outas mil e uma coisas.
Entre outros momentos bons que passo por aqui, uma das coisas que mais me dão prazer, é quando em alguma aula eu tenho que fazer uma atividade com algum estrangeiro qualquer. É incrível como eles adoram saber da nossa cultura, principalmente os coreanos. Hoje, por exemplo, conversei com uma coreana, e quando ela viu minha letra, ela disse 'Oh, parece letra japonesa, na coreia nós não escrevemos palavras com letras ligadas, escrevemos tudo em letra de forma' e realmente é verdade, as letras deles são todas muito parecidas. Para ela entender a minha escrita e a de outros brasileiros, foi difícil!
São esses tipos de fatos que me deixam feliz aqui. Mostrar um pouco da nossa cultura, descobrir mais sobre a cultura de outros países, poder conhecer lugares que nunca imaginaria ir, sair andando nas ruas meio sem rumo, só por conhecer mesmo. E por fim, poder parar em alguma cafeteria, sem pressa, e tomar um bom café com os amigos.
Outro ponto que vou comentar, mas só quem estar aqui vai poder me compreender. Ninguém que estar no Brasil e que nunca veio por aqui, repito: ninguém, tem noção do quão agradável que é sair na rua a hora que for, mexer na carteira em qualquer lugar, usar qualquer tipo de objeto de valor nas ruas e não correr o risco de vim alguém tomar aquil que é seu. Isso com certeza é uma das coisas que mais estou adorando por aqui. As vezes percebo alguém atrás de mim por muito tempo, fico com medo por alguns minutos, mas depois lembro 'Ah, eu tô no Canadá, tá tudo bem!' e realmente, sempre tá tudo bem.
Sem mais por hoje, vejo vocês amanhã.
Ps.
Os acontecimentos aqui ocorrem muito diferentemente do que eu estou habituado, seja ao ver o sol nascer só às 9 horas da manhã ou em ver um único papel no chão e já achar coisa de outro mundo. Quando você está longe de casa, da família, dos amigos, tudo é mais intenso. Eu tô aqui há pouco mais de dez dias, mas parece que já fazem meses, a saudade bate muito mais rápido - Já que você sabe que não verá em breve determinadas pessoas e muito menos as encontrar ocasionalmente na rua - e a sensação de estar sozinho vem muito mais forte.
Por outro lado, tá sendo bom esse turbilhão de coisas acontecendo no mesmo tempo, pois só hoje eu me dei conta da quantidade de lugares que eu já conheci, das inúmeras comidas - Ruins - que eu comi, das pessoas maravilhosas que fiquei amigo e do quanto eu já aprendi por aqui. É engraçado ficar lembrando de como cheguei e de como, em apenas onde dias, eu já estou. A cabeça muda e o corpo se adapta - O paladar também!
Acho divertido lembrar dos fatos engraçados que já descobri e/ou já passei, tais como: Coreanos não nasceram para falar inglês. Minha família não é muito apta ao banho. O maior hobby da tarde é rir da professora. Nem sempre estar perdido é a pior coisa do mundo. Ensinar aos estrangeiros a falar algumas palavras feias em português é engraçadíssimo tanto para nós, quanto para eles. Dentre outas mil e uma coisas.
Entre outros momentos bons que passo por aqui, uma das coisas que mais me dão prazer, é quando em alguma aula eu tenho que fazer uma atividade com algum estrangeiro qualquer. É incrível como eles adoram saber da nossa cultura, principalmente os coreanos. Hoje, por exemplo, conversei com uma coreana, e quando ela viu minha letra, ela disse 'Oh, parece letra japonesa, na coreia nós não escrevemos palavras com letras ligadas, escrevemos tudo em letra de forma' e realmente é verdade, as letras deles são todas muito parecidas. Para ela entender a minha escrita e a de outros brasileiros, foi difícil!
São esses tipos de fatos que me deixam feliz aqui. Mostrar um pouco da nossa cultura, descobrir mais sobre a cultura de outros países, poder conhecer lugares que nunca imaginaria ir, sair andando nas ruas meio sem rumo, só por conhecer mesmo. E por fim, poder parar em alguma cafeteria, sem pressa, e tomar um bom café com os amigos.
Outro ponto que vou comentar, mas só quem estar aqui vai poder me compreender. Ninguém que estar no Brasil e que nunca veio por aqui, repito: ninguém, tem noção do quão agradável que é sair na rua a hora que for, mexer na carteira em qualquer lugar, usar qualquer tipo de objeto de valor nas ruas e não correr o risco de vim alguém tomar aquil que é seu. Isso com certeza é uma das coisas que mais estou adorando por aqui. As vezes percebo alguém atrás de mim por muito tempo, fico com medo por alguns minutos, mas depois lembro 'Ah, eu tô no Canadá, tá tudo bem!' e realmente, sempre tá tudo bem.
Sem mais por hoje, vejo vocês amanhã.
Ps.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Dia de neve.
Eu tinha outros planos completamente diferentes sobre o que ia escrever aqui hoje, mas ontem tive uma surpresa que não poderia deixar de fazer uma postagem especial: Neve na cidade.
Como já estava planejado desde o último Domingo, ontem nós fomos para um jogo de Hockey em um estádio que é uns 30 minutos de Downtown. Durante o dia foi tudo igual: Aula pela manhã, almoço, aula à tarde. Como a última aula acaba às 14h30 e o jogo era só às 19h30, fomos fazer hora no shopping e depois no Starbucks. O dia tava bom, o céu tava em uma tonalidade azul bem clarinho e não estava chovendo - Coisa que é extremamente rara na cidade que mais chove do Canadá.
Às 18h fomos para a concentração para depois irmos todos juntos ao jogo, o dia continuava bonito, porém já era noite. Fomos para o jogo e é uma sensação incrivel, pois eu realmente me sentia dentro de um filme. Nunca imaginava que um dia iria ver ao vivo um jogo de Hockey. Com duração de aproximadamente três horas, às 22h30 o jogo acabou e fomos saindo logo para não chegar tarde em casa.
Chegando perto da porta de saída do estádio, só ouviamos aquele 'zuzuzuzuzu, blablabalabla' e depois de perguntar o que estava acontecendo, recebemos a notícia: Estar nevando! Nossa, fiquei com o sorrido de orelha à orelha. Sair do estádio, fiquei brincando com a neve, abrindo a boca pra 'comer' neve. Parecia ter uns 5 anos. Não sabia que essa felicidade iria durar pouco tempo.
Estávamos meio perdidos, não sabiamos pra onde deviamos ir. Perguntamos a um homem na rua como fazia pra chegar em Downtown, ele explicou e apontou para onde deveriamos pegar o ônibus. A parada estava completamente lotada, nem se vinhessem uns quatro ônibus, nós não conseguiriamos entrar. Achamos outro caminho, e uma outra parada menos tumultuada, fomos para lá, esperamos o ônibus por uma hora.
Tenho que confessar que qualquer lugar fica extremamente bonito com neve, a mesma dá uma beleza muito especial em tudo, porém, a cidade fica um caos quando neva, os carros andam bastante devagar por causa da pista bastante escorregadia e atrasa tudo. Cheguei na estação do Skytrain mais próxima e aí foi outra loucura. Depois de entrarmos no mesmo, ele antou uns 10 metros e parou entre duas estações. Ficou cerca de uns 20 minutos parado, ninguém dizia nada. No meu vagão só tinha eu e mais quatro amigos. Sabe o que eu imaginei? Que iriam entrar assassinos no vagão, roubar todo mundo, abusar sexualmente e depois matar todos. No outro dia meu pai receberia uma coroa de flores com os pêsames da escola. Sim, tipo filme. Mas graças a Deus, nada disso aconteceu!
Cheguei na minha estação do Skytrain em 40 minutos e já fui correndo pra pegar o outro ônibus que me trás aqui pra casa. Vi o horário que ele chegaria - 23h37. Já comentei aqui da pontualidade, né? - e ainda faltavam uns 10 minutos. Aproveitei pra fotografar todas as paisagens da neve e depois peguei meu ônibus. O trajeto geralmente leva uns 6 minutos, ontem, levou 15. Neve, pra quê te quero! Entrei em casa à 00h10 e fui diretinho dormir.
Acordei, olhei a janela e vi que tudo estava mais branco do que na noite anterior. Respirei fundo. Olhei pra minha cama - Ela ainda estava me chamando. Tomei coragem. Fui tomar banho. Quando sair de casa, percebi que não existia mais grama, calçada, avenida, NADA! Só casas e árvores. Tudo estava em um plano só. Fui pisando - e afundando - na neve até chegar na minha parada e pensando 'Puta merda, sempre tive vontade de ver neve e agora tô passando a odiar a mesma'. Pura verdade, não faço muita questão de rever a neve, muito menos de andar sobre ela. Peguei meu ônibus e quando sentei, percebi que da batata pra baixo eu estava completamente molhado. Subiu um sangue quente. Respirei três vezes. Acalmei.
Largando da escola, vim diretamente pra casa, não aguentava mais ver as consequências da neve no dia a dia e só conseguia pensar na minha cama quentinha que estava me esperando.
Ps.
Como já estava planejado desde o último Domingo, ontem nós fomos para um jogo de Hockey em um estádio que é uns 30 minutos de Downtown. Durante o dia foi tudo igual: Aula pela manhã, almoço, aula à tarde. Como a última aula acaba às 14h30 e o jogo era só às 19h30, fomos fazer hora no shopping e depois no Starbucks. O dia tava bom, o céu tava em uma tonalidade azul bem clarinho e não estava chovendo - Coisa que é extremamente rara na cidade que mais chove do Canadá.
Às 18h fomos para a concentração para depois irmos todos juntos ao jogo, o dia continuava bonito, porém já era noite. Fomos para o jogo e é uma sensação incrivel, pois eu realmente me sentia dentro de um filme. Nunca imaginava que um dia iria ver ao vivo um jogo de Hockey. Com duração de aproximadamente três horas, às 22h30 o jogo acabou e fomos saindo logo para não chegar tarde em casa.
Chegando perto da porta de saída do estádio, só ouviamos aquele 'zuzuzuzuzu, blablabalabla' e depois de perguntar o que estava acontecendo, recebemos a notícia: Estar nevando! Nossa, fiquei com o sorrido de orelha à orelha. Sair do estádio, fiquei brincando com a neve, abrindo a boca pra 'comer' neve. Parecia ter uns 5 anos. Não sabia que essa felicidade iria durar pouco tempo.
Estávamos meio perdidos, não sabiamos pra onde deviamos ir. Perguntamos a um homem na rua como fazia pra chegar em Downtown, ele explicou e apontou para onde deveriamos pegar o ônibus. A parada estava completamente lotada, nem se vinhessem uns quatro ônibus, nós não conseguiriamos entrar. Achamos outro caminho, e uma outra parada menos tumultuada, fomos para lá, esperamos o ônibus por uma hora.
Tenho que confessar que qualquer lugar fica extremamente bonito com neve, a mesma dá uma beleza muito especial em tudo, porém, a cidade fica um caos quando neva, os carros andam bastante devagar por causa da pista bastante escorregadia e atrasa tudo. Cheguei na estação do Skytrain mais próxima e aí foi outra loucura. Depois de entrarmos no mesmo, ele antou uns 10 metros e parou entre duas estações. Ficou cerca de uns 20 minutos parado, ninguém dizia nada. No meu vagão só tinha eu e mais quatro amigos. Sabe o que eu imaginei? Que iriam entrar assassinos no vagão, roubar todo mundo, abusar sexualmente e depois matar todos. No outro dia meu pai receberia uma coroa de flores com os pêsames da escola. Sim, tipo filme. Mas graças a Deus, nada disso aconteceu!
Cheguei na minha estação do Skytrain em 40 minutos e já fui correndo pra pegar o outro ônibus que me trás aqui pra casa. Vi o horário que ele chegaria - 23h37. Já comentei aqui da pontualidade, né? - e ainda faltavam uns 10 minutos. Aproveitei pra fotografar todas as paisagens da neve e depois peguei meu ônibus. O trajeto geralmente leva uns 6 minutos, ontem, levou 15. Neve, pra quê te quero! Entrei em casa à 00h10 e fui diretinho dormir.
Acordei, olhei a janela e vi que tudo estava mais branco do que na noite anterior. Respirei fundo. Olhei pra minha cama - Ela ainda estava me chamando. Tomei coragem. Fui tomar banho. Quando sair de casa, percebi que não existia mais grama, calçada, avenida, NADA! Só casas e árvores. Tudo estava em um plano só. Fui pisando - e afundando - na neve até chegar na minha parada e pensando 'Puta merda, sempre tive vontade de ver neve e agora tô passando a odiar a mesma'. Pura verdade, não faço muita questão de rever a neve, muito menos de andar sobre ela. Peguei meu ônibus e quando sentei, percebi que da batata pra baixo eu estava completamente molhado. Subiu um sangue quente. Respirei três vezes. Acalmei.
Largando da escola, vim diretamente pra casa, não aguentava mais ver as consequências da neve no dia a dia e só conseguia pensar na minha cama quentinha que estava me esperando.
Ps.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Educação, cultura e desenvolvimento.
Sempre ficava me questionando qual era o porquê para o Brasil viver em uma situação difícil em relação a tudo: Economia, lazer, transporte. Apenas com uma semana aqui, já achei algumas respostas para esse questionamento.
Quando a fase é ruim, todo brasileiro tem a mania de colocar a culpa em alguém. Seja o patrão, os pais - ou os filhos - ou o presidente. Nunca temos o costume de olhar para o nosso próprio umbigo e pensar: O problema pode estar em mim. Acredito que duas simples coisas podem fazer grande diferença que é a educação e a cultura. Talvez, somando essas duas coisas, podemos um dia, quem sabe chegar ao desenvolvimento.
Alguns de vocês podem estar lendo isso aqui e pensando 'Ah, isso é história pra boi dormir que Pedro tá contanto. Todo dia nós vemos isso em noticiários, na escola e continua sempre a mesma coisa'. Sim, eu também pensava assim, até ver como é a realidade daqui. E o erro estava em mim, pois sabia de tudo isso e não movia uma palha pra tentar ver essa mudança.
Não é preciso ir muito longe - Aqui no Canadá - para ver a educação das pessoas. Algumas podem ser chatas, mas com certeza são educadas; e eu não falo de educação em relação a 'Oi. Tudo bom. Com licença. Obrigado. Desculpe' eu falo nesse assunto em realação a tudo, desde educação ambiental à educação colegial. Vou começar falando disso em um simples lugar: Ônibus coletivo. E vale salientar que todos os tópicos que eu abordar sobre educação, vocês podem ligar isso com cultura também. Pois se criarmos a cultura de sermos educados, podemos ir bem longe.
Bem, voltando ao lugar que eu citei logo a cima: É de se impressionar a quantidade de pessoas que entram e saem dos ônibus todos os dias. Certo dia, entrei no ônibus e o mesmo estava lotado, daí, fiquei bem perto do motorista, como sempre fico olhando a paisagem, as vezes eu não presto atenção nas pessoas, mas uma coisa me chamou atenção: A cada 10 pessoas que desciam do ônibus, 8 diziam 'Thanks very much' ao motorista - e não só as pessoas que descem pela porta que fica ao lado do motorista. As pessoas podem descer na última porta do ônibus, que mesmo assim elas vão dá um grito: 'THAAANKS' - e o mesmo se aplica às pessoas que sobem. Depois desse dia, começei a perceber mais nessa situação, e a partir daí pude comprovar isso: Não é só uma ou outra pessoa que agradecem ao subir ou descer do ônibus, 99% da população tem essa cultura.
Curioso como sou, uma vez vim sentado ao lado de uma senhora bem simpática e eu senti a necessidade de tocar naquele assunto com ela. Comentei que no Brasil as pessoas não tinham costume de agrader ao motorista ao usar um ônibus, e perguntei-a qual era o motivo deles fazerem isso. Com bastante espanto ela recebeu minha pergunta, e disse simplesmente isso: Se ele me leva para onde eu quero, a hora que eu quero, você não acha que eu devo no mínimo agradece-lo e/ou deseja-lo um bom dia? Fiquei realmente sem respostas. Preciso falar algo mais sobre a educação nos ônibus? Acho que não.
Partindo para outro ponto, vou falar sobre coleta seletiva. Os canadenses tem uma rigorosa seleção de lixo, em todos os lugares que você for por lixo, provavelmente vai encontrar diferentes cestos. E não são aqueles cestos do Brasil, onde tem escrito 'Plástico' e as pessoas jogam uma garrafa de vidro. Aqui eles são extremamente cautelosos quanto a isso e se verem alguém colocando errado, eles educadamente chamam sua atenção, como aconteceu comigo há três dias: Desci do ônibus e o primeiro cesto de lixo, joguei um copo de café. Imediatamente chegou um homem e me disse: Desculpe, mas esse cesto são para os jornais. Tirei meu copo de lá e levei para colocar no primeiro lixeiro que encontrasse na rua, daí, mais uma surpresa: Lixo nas ruas canadenses, são muito raros também. Perguntei ao meu host father o motivo disso e ele respondeu: Se você tem um lixo consigo, sabe que não pode jogar na rua, então pra que ter muitos lixeiros na mesma? Seu dever é joga-lo quando chegar em casa. Você só vai encontrar uns ou outros lixeiros na rua.
Falando rapidamente em um tópico que eu toquei no parágrafo anterior: Cesto para jornais. Aqui no Canadá, existem duas empresas de jornais (Metro de 24hrs) que seus exemplares são distribuidos gratuitamente por toda a cidade e você pode encontrar suas caixinhas em qualquer lugar da rua, ao lado do meu ponto de ônibus, por exemplo, tem uma caixinha do Metro, então todo dia eu puxo-a e cai um jornal. É bom para estrangeiros treinarem o inglês e para os nativos se manterem sempre por dentro do que acontece no mundo. - Embora nem sempre sejam boas matérias, uma vez vi uma matéria que o jornal julgava ser 'especialíssima' sobre Justin Bieber.
Eu sei que um exemplar de jornal não é caro, custa entre 1.50-2.00 reais, mas se o Brasil tomasse alguma iniciativa de fazer uma ação dessas, distribuir religiosamente todo dia jornais gratuitamente para a população, com certeza as pessoas menos favorecidas iriam poder ganhar um pouco de atualidade e cultura nos seus dia-a-dias.
Eu poderia escrever aqui muitos outros parágrafos abordando esse tema, mas resolvi dá uma resumida e escrever sobre esses subtemas, que são coisas que andam chamando muito minha atenção.
Essa foto de hoje, é um parque natural chamado Capilano. Comentei aqui sobre ele há uns dois dias atrás. Esse tipo de natureza, confesso que nunca tinha visto antes. Ah, um agradecimento em especial para minha amiga Aline, que me ensinou como por fotos nas minhas postagens e para meu amigo Isac, que anda me ajudando no desing do blog.
Ps.
Quando a fase é ruim, todo brasileiro tem a mania de colocar a culpa em alguém. Seja o patrão, os pais - ou os filhos - ou o presidente. Nunca temos o costume de olhar para o nosso próprio umbigo e pensar: O problema pode estar em mim. Acredito que duas simples coisas podem fazer grande diferença que é a educação e a cultura. Talvez, somando essas duas coisas, podemos um dia, quem sabe chegar ao desenvolvimento.
Alguns de vocês podem estar lendo isso aqui e pensando 'Ah, isso é história pra boi dormir que Pedro tá contanto. Todo dia nós vemos isso em noticiários, na escola e continua sempre a mesma coisa'. Sim, eu também pensava assim, até ver como é a realidade daqui. E o erro estava em mim, pois sabia de tudo isso e não movia uma palha pra tentar ver essa mudança.
Não é preciso ir muito longe - Aqui no Canadá - para ver a educação das pessoas. Algumas podem ser chatas, mas com certeza são educadas; e eu não falo de educação em relação a 'Oi. Tudo bom. Com licença. Obrigado. Desculpe' eu falo nesse assunto em realação a tudo, desde educação ambiental à educação colegial. Vou começar falando disso em um simples lugar: Ônibus coletivo. E vale salientar que todos os tópicos que eu abordar sobre educação, vocês podem ligar isso com cultura também. Pois se criarmos a cultura de sermos educados, podemos ir bem longe.
Bem, voltando ao lugar que eu citei logo a cima: É de se impressionar a quantidade de pessoas que entram e saem dos ônibus todos os dias. Certo dia, entrei no ônibus e o mesmo estava lotado, daí, fiquei bem perto do motorista, como sempre fico olhando a paisagem, as vezes eu não presto atenção nas pessoas, mas uma coisa me chamou atenção: A cada 10 pessoas que desciam do ônibus, 8 diziam 'Thanks very much' ao motorista - e não só as pessoas que descem pela porta que fica ao lado do motorista. As pessoas podem descer na última porta do ônibus, que mesmo assim elas vão dá um grito: 'THAAANKS' - e o mesmo se aplica às pessoas que sobem. Depois desse dia, começei a perceber mais nessa situação, e a partir daí pude comprovar isso: Não é só uma ou outra pessoa que agradecem ao subir ou descer do ônibus, 99% da população tem essa cultura.
Curioso como sou, uma vez vim sentado ao lado de uma senhora bem simpática e eu senti a necessidade de tocar naquele assunto com ela. Comentei que no Brasil as pessoas não tinham costume de agrader ao motorista ao usar um ônibus, e perguntei-a qual era o motivo deles fazerem isso. Com bastante espanto ela recebeu minha pergunta, e disse simplesmente isso: Se ele me leva para onde eu quero, a hora que eu quero, você não acha que eu devo no mínimo agradece-lo e/ou deseja-lo um bom dia? Fiquei realmente sem respostas. Preciso falar algo mais sobre a educação nos ônibus? Acho que não.
Partindo para outro ponto, vou falar sobre coleta seletiva. Os canadenses tem uma rigorosa seleção de lixo, em todos os lugares que você for por lixo, provavelmente vai encontrar diferentes cestos. E não são aqueles cestos do Brasil, onde tem escrito 'Plástico' e as pessoas jogam uma garrafa de vidro. Aqui eles são extremamente cautelosos quanto a isso e se verem alguém colocando errado, eles educadamente chamam sua atenção, como aconteceu comigo há três dias: Desci do ônibus e o primeiro cesto de lixo, joguei um copo de café. Imediatamente chegou um homem e me disse: Desculpe, mas esse cesto são para os jornais. Tirei meu copo de lá e levei para colocar no primeiro lixeiro que encontrasse na rua, daí, mais uma surpresa: Lixo nas ruas canadenses, são muito raros também. Perguntei ao meu host father o motivo disso e ele respondeu: Se você tem um lixo consigo, sabe que não pode jogar na rua, então pra que ter muitos lixeiros na mesma? Seu dever é joga-lo quando chegar em casa. Você só vai encontrar uns ou outros lixeiros na rua.
Falando rapidamente em um tópico que eu toquei no parágrafo anterior: Cesto para jornais. Aqui no Canadá, existem duas empresas de jornais (Metro de 24hrs) que seus exemplares são distribuidos gratuitamente por toda a cidade e você pode encontrar suas caixinhas em qualquer lugar da rua, ao lado do meu ponto de ônibus, por exemplo, tem uma caixinha do Metro, então todo dia eu puxo-a e cai um jornal. É bom para estrangeiros treinarem o inglês e para os nativos se manterem sempre por dentro do que acontece no mundo. - Embora nem sempre sejam boas matérias, uma vez vi uma matéria que o jornal julgava ser 'especialíssima' sobre Justin Bieber.
Eu sei que um exemplar de jornal não é caro, custa entre 1.50-2.00 reais, mas se o Brasil tomasse alguma iniciativa de fazer uma ação dessas, distribuir religiosamente todo dia jornais gratuitamente para a população, com certeza as pessoas menos favorecidas iriam poder ganhar um pouco de atualidade e cultura nos seus dia-a-dias.
Eu poderia escrever aqui muitos outros parágrafos abordando esse tema, mas resolvi dá uma resumida e escrever sobre esses subtemas, que são coisas que andam chamando muito minha atenção.
Essa foto de hoje, é um parque natural chamado Capilano. Comentei aqui sobre ele há uns dois dias atrás. Esse tipo de natureza, confesso que nunca tinha visto antes. Ah, um agradecimento em especial para minha amiga Aline, que me ensinou como por fotos nas minhas postagens e para meu amigo Isac, que anda me ajudando no desing do blog.
Ps.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Organização em primeira ordem.
Surgiram algumas dúvidas em o que postar hoje. Tinha muitas pequenas idéias e não dava para juntar todas, logo, resolvi fazer um resumo onde eu possa falar um pouco de tudo.
Não é de hoje que eu resolvi ser Jornalista, nem tão pouco depois desse blog. Isso sempre foi uma grande vontade minha e eu já estou percebendo que pra seguir essa carreira, organização tem que vir com tudo. Pois bem, aqui estou eu para provar com esse post que eu posso ser organizado com as minhas idéias. E falando em organização, hoje eu vou falar sobre a mesma aplicada em Vancouver.
Ontem, eu e alguns amigos resolvemos subir na Seymour Mountain, uma montanha de esquiagem bem famosa por aqui. Perguntamos no nosso colégio como faziamos pra chegar lá, quando a mulher explicou, pensei 'Nós não vamos conseguir chegar nunca. Se em Recife meu pai me pede para ir em algum lugar que eu não conheço, eu nunca acerto, imagina aqui como vai ser.' depois de muita conversa, resolvemos todos ir, acertando ou não, a gente pelo menos tentou.
Marcamos de nos encontrar todo mundo em um ponto de referência aqui na cidade e depois tomamos nosso rumo. A partir daí foi que eu começei a me impressionar com a organização daqui. Como já comentei anteriormente, os ônibus são numerados. Quando perguntamos a primeira pessoa como é que faziamos pra chegar na montanha, já disseram 'Pegue o 211, desça em North Vancouver, espere o ônibus que levará vocês para a montanha' Ok, fizemos tudo isso. Chegando em North Vancouver, vimos que o ônibus da montanha só chegaria às 13h32 - Sim, 13h32, e não é 30 nem 35. É 32. - como ainda eram 11h, fomos comer e quando eatava perto da hora fomos para o ponto. Exatamente às 13h32 chegou o ônibus. Entramos. Pagamos. Começamos a andar. Começei a ver neve. Chegou na montanha.
Fiquei logo impressionadíssimo com a quantidade de neve, essa era uma das grandes vontades da minha vida: Ver e pegar em neve. Sem muitas delongas, alugamos os equipamentos e já fomos tentar esquiar. Eu sinceramente pensei que fosse mais difícil, mas nem é. Quem sabe andar em patins, provavelmente vai tirar de letra. Ficamos na Seymour Mountain até às 18h. Fizemos todo o percursso de volta e chegamos novamente à cidade. Todos mortos de fome, resolvemos parar em um sushi. Coisa que rendeu boas risadas.
Nesse meio tempo, tentei ligar duas vezes para meu host father para dizer que não iria chegar em tempo para a janta, mas ele não atendia, então deixei duas mensagens na caixa postal explicando a situação. Quando cheguei todos estavam dormindo e agora de manhã ele veio me perguntar o que houve. Eu expliquei tudo e perguntei se ele viu minha mensagem. Ele disse que sim, mas que eu tinha falado muito rápido e que não dava pra entender. Bem, pedi desculpas, dormi de novo e agora eu acordei e eles não estão em casa.
Voltando rapidamente para o assunto 'organização', resolvi falar sobre isso porque eu realmente me impressionei muito como essa cidade é organizada. É incrível como é bastante fácil ir para qualquer lugar mesmo sem conhecer nada. Comentei com meus amigos 'Não imaginava nunca fazer um passeio desses sem meus pais do lado, me guiando e dizendo 'agora a gente faz isso, a gente faz aquilo, vai pra lá, vai acolá' É, independência batendo na porta.
Não é de hoje que eu resolvi ser Jornalista, nem tão pouco depois desse blog. Isso sempre foi uma grande vontade minha e eu já estou percebendo que pra seguir essa carreira, organização tem que vir com tudo. Pois bem, aqui estou eu para provar com esse post que eu posso ser organizado com as minhas idéias. E falando em organização, hoje eu vou falar sobre a mesma aplicada em Vancouver.
Ontem, eu e alguns amigos resolvemos subir na Seymour Mountain, uma montanha de esquiagem bem famosa por aqui. Perguntamos no nosso colégio como faziamos pra chegar lá, quando a mulher explicou, pensei 'Nós não vamos conseguir chegar nunca. Se em Recife meu pai me pede para ir em algum lugar que eu não conheço, eu nunca acerto, imagina aqui como vai ser.' depois de muita conversa, resolvemos todos ir, acertando ou não, a gente pelo menos tentou.
Marcamos de nos encontrar todo mundo em um ponto de referência aqui na cidade e depois tomamos nosso rumo. A partir daí foi que eu começei a me impressionar com a organização daqui. Como já comentei anteriormente, os ônibus são numerados. Quando perguntamos a primeira pessoa como é que faziamos pra chegar na montanha, já disseram 'Pegue o 211, desça em North Vancouver, espere o ônibus que levará vocês para a montanha' Ok, fizemos tudo isso. Chegando em North Vancouver, vimos que o ônibus da montanha só chegaria às 13h32 - Sim, 13h32, e não é 30 nem 35. É 32. - como ainda eram 11h, fomos comer e quando eatava perto da hora fomos para o ponto. Exatamente às 13h32 chegou o ônibus. Entramos. Pagamos. Começamos a andar. Começei a ver neve. Chegou na montanha.
Fiquei logo impressionadíssimo com a quantidade de neve, essa era uma das grandes vontades da minha vida: Ver e pegar em neve. Sem muitas delongas, alugamos os equipamentos e já fomos tentar esquiar. Eu sinceramente pensei que fosse mais difícil, mas nem é. Quem sabe andar em patins, provavelmente vai tirar de letra. Ficamos na Seymour Mountain até às 18h. Fizemos todo o percursso de volta e chegamos novamente à cidade. Todos mortos de fome, resolvemos parar em um sushi. Coisa que rendeu boas risadas.
Nesse meio tempo, tentei ligar duas vezes para meu host father para dizer que não iria chegar em tempo para a janta, mas ele não atendia, então deixei duas mensagens na caixa postal explicando a situação. Quando cheguei todos estavam dormindo e agora de manhã ele veio me perguntar o que houve. Eu expliquei tudo e perguntei se ele viu minha mensagem. Ele disse que sim, mas que eu tinha falado muito rápido e que não dava pra entender. Bem, pedi desculpas, dormi de novo e agora eu acordei e eles não estão em casa.
Voltando rapidamente para o assunto 'organização', resolvi falar sobre isso porque eu realmente me impressionei muito como essa cidade é organizada. É incrível como é bastante fácil ir para qualquer lugar mesmo sem conhecer nada. Comentei com meus amigos 'Não imaginava nunca fazer um passeio desses sem meus pais do lado, me guiando e dizendo 'agora a gente faz isso, a gente faz aquilo, vai pra lá, vai acolá' É, independência batendo na porta.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
"Amigos", colegas, conhecidos e outros.
Como prometi ontem, hoje eu vou falar sobre minha relação com as novas pessoas que conheci aqui. Brasileiros, coreanos, suíços, alemães, árabes. Todos.
No final da tarde de hoje, paramos para tomar um café e veio à tona o seguinte assunto: Como foi mesmo que nós nos aproximamos? Terminei recapitulando como começou esse nosso grupinho de novos amigos.
Tudo começou no primeiro dia de aula, na última Terça, quando em uma sala que só tinha brasileiros um professor passou uma atividade para nós entrevistarmos uns aos outros. Isso foi o começo de tudo. Como tava todo mundo na mesma situação, de não conhecer ninguém, foi tudo mais fácil. Quando deu a hora do almoço, eu me vi sozinho com mais seis pessoas ao meu redor, duas mulheres e quatro homens. Nos olhamos e todos pensaram e falaram a mesma coisa: 'Oi, de onde você é? Tá sozinho aqui? Vamos todos comer juntos?' E aí, no almoço desse dia, no Burguer King, foi quando começou exatamente nossa relação.
As primeiras conversas foram todas sobre conhecimento: Em que cidade morava, quantos anos tinha, o que fazia no Brasil. Toda aquela mesma ladainha de começo de amizade. Bem, como eu sou o único de Recife e do Nordeste, todos começaram a falar logo: 'Nossa, você fala muito engraçado, e com bastante sotaque'. É CLARO que eu sempre dizia o mesmo pra eles: 'Não, eu falo normal, vocês que falam muito puxando em tudo'. Enfim, esse era um dos assuntos que nunca iria entrar em um acordo, assim como religião, futebol e política. Como eu era o único do Nordeste e os outros seis do Sul, eu sempre perdia pela maioria, mas tudo não passava de brincadeiras. Depois da aula da tarde, fomos todos juntos caminhar e nos conhecer mais e a cidade também.
No dia seguinta, na Quarta, tivemos uma surpresa maior ainda: Todos estávamos na mesma turma no horário da tarde. Todo mundo ficou rindo à toa.
Quando começaram as aulas, tivemos a oportunidade de nos aproximar mais e também a oportunidade de conhecer outras pessoas, tanto brasileiras quanto de outras nacionalidades. Depois do começo das aulas, já entraram mais duas ou três pessoas para a nossa turma e agora somos um grupo de oito estrangeiros à conhecer Vancouver juntos. Ontem fomos todos para uma pista de patinação no gelo, e eu nunca vi um lugar que me fizesse rir tanto. Em determinados momentos eu ficava observando os outros cairem e rindo bastante internamente, e quando era meus amigos que caiam, eu gargalhava mesmo. E sabe o que acontecia depois? Era eu quem caia, pois esquecia que também esatava numa pista de patinação.
Hoje depois da aula fomos conhecer um parque em North Vancouver. Uma coisa de outro mundo, nunca vi uma natureza em uma harmonia tão perfeita como aquela. Depois vou aprender a colocar fotos aqui e prometo que em todas as postagens vou colocar uma.
Antes de terminar por hoje, tenho que comentar sobre o humor dos coreanos. Putz, nunca vi umas pessoas tão simpáticas. Todos os coreanos que eu conheci e conversei até hoje, me trataram super bem e adoram saber como funcionam as coisas aí no Brasil. Fazem elogios mil a nossa terra, e quando eu falo do nosso estado e mais especificamente da nossa cidade, eles enlouquecem de curiosidade para conhecer.
Como é de praxe, todos já sabem que coreanos e aquela turma toda lá da Ásia não são muito bem abençoados quando se fala em nome. Já vi uns aqui que eu até pensei que fosse aquelas risadas virtuais. Em uma atividade de sala, o professor juntou pequenos grupos de cinco pessoas, daí ficou eu, mais um brasileiro e outros três coreanos juntos. Quando começamos a conversar, eles perguntaram nosso nome, eu disse 'Pedro' e ele disse 'Renato'. Dava tudo pra poder gravar a cara de espanto deles e mostrar pra vocês. Eles disseram com bastante espanto: 'OOOH, VERY DIFICULT! How can I write this name?' Depois de dize-los que esses nomes eram muito comuns no Brasil, eles se espantaram mais ainda. Claro que eu não perdi a oportunidade de comentar sobre os nomes deles também. Se eu tivesse decorado, ou escrito em algum lugar, eu dizia por aqui para vocês.
Acho que por hoje é só isso. Agradeço a vocês todos os elogios que ando recebendo. Saibam que eu fico bastante feliz de saber que vocês me acompanham por aqui. Pode até parecer que não, mas isso me faz sentir vocês mais perto de mim. Saudade de todos meus amigos, famíliares, pai, mãe, Bela e Nadja.
Ps.
No final da tarde de hoje, paramos para tomar um café e veio à tona o seguinte assunto: Como foi mesmo que nós nos aproximamos? Terminei recapitulando como começou esse nosso grupinho de novos amigos.
Tudo começou no primeiro dia de aula, na última Terça, quando em uma sala que só tinha brasileiros um professor passou uma atividade para nós entrevistarmos uns aos outros. Isso foi o começo de tudo. Como tava todo mundo na mesma situação, de não conhecer ninguém, foi tudo mais fácil. Quando deu a hora do almoço, eu me vi sozinho com mais seis pessoas ao meu redor, duas mulheres e quatro homens. Nos olhamos e todos pensaram e falaram a mesma coisa: 'Oi, de onde você é? Tá sozinho aqui? Vamos todos comer juntos?' E aí, no almoço desse dia, no Burguer King, foi quando começou exatamente nossa relação.
As primeiras conversas foram todas sobre conhecimento: Em que cidade morava, quantos anos tinha, o que fazia no Brasil. Toda aquela mesma ladainha de começo de amizade. Bem, como eu sou o único de Recife e do Nordeste, todos começaram a falar logo: 'Nossa, você fala muito engraçado, e com bastante sotaque'. É CLARO que eu sempre dizia o mesmo pra eles: 'Não, eu falo normal, vocês que falam muito puxando em tudo'. Enfim, esse era um dos assuntos que nunca iria entrar em um acordo, assim como religião, futebol e política. Como eu era o único do Nordeste e os outros seis do Sul, eu sempre perdia pela maioria, mas tudo não passava de brincadeiras. Depois da aula da tarde, fomos todos juntos caminhar e nos conhecer mais e a cidade também.
No dia seguinta, na Quarta, tivemos uma surpresa maior ainda: Todos estávamos na mesma turma no horário da tarde. Todo mundo ficou rindo à toa.
Quando começaram as aulas, tivemos a oportunidade de nos aproximar mais e também a oportunidade de conhecer outras pessoas, tanto brasileiras quanto de outras nacionalidades. Depois do começo das aulas, já entraram mais duas ou três pessoas para a nossa turma e agora somos um grupo de oito estrangeiros à conhecer Vancouver juntos. Ontem fomos todos para uma pista de patinação no gelo, e eu nunca vi um lugar que me fizesse rir tanto. Em determinados momentos eu ficava observando os outros cairem e rindo bastante internamente, e quando era meus amigos que caiam, eu gargalhava mesmo. E sabe o que acontecia depois? Era eu quem caia, pois esquecia que também esatava numa pista de patinação.
Hoje depois da aula fomos conhecer um parque em North Vancouver. Uma coisa de outro mundo, nunca vi uma natureza em uma harmonia tão perfeita como aquela. Depois vou aprender a colocar fotos aqui e prometo que em todas as postagens vou colocar uma.
Antes de terminar por hoje, tenho que comentar sobre o humor dos coreanos. Putz, nunca vi umas pessoas tão simpáticas. Todos os coreanos que eu conheci e conversei até hoje, me trataram super bem e adoram saber como funcionam as coisas aí no Brasil. Fazem elogios mil a nossa terra, e quando eu falo do nosso estado e mais especificamente da nossa cidade, eles enlouquecem de curiosidade para conhecer.
Como é de praxe, todos já sabem que coreanos e aquela turma toda lá da Ásia não são muito bem abençoados quando se fala em nome. Já vi uns aqui que eu até pensei que fosse aquelas risadas virtuais. Em uma atividade de sala, o professor juntou pequenos grupos de cinco pessoas, daí ficou eu, mais um brasileiro e outros três coreanos juntos. Quando começamos a conversar, eles perguntaram nosso nome, eu disse 'Pedro' e ele disse 'Renato'. Dava tudo pra poder gravar a cara de espanto deles e mostrar pra vocês. Eles disseram com bastante espanto: 'OOOH, VERY DIFICULT! How can I write this name?' Depois de dize-los que esses nomes eram muito comuns no Brasil, eles se espantaram mais ainda. Claro que eu não perdi a oportunidade de comentar sobre os nomes deles também. Se eu tivesse decorado, ou escrito em algum lugar, eu dizia por aqui para vocês.
Acho que por hoje é só isso. Agradeço a vocês todos os elogios que ando recebendo. Saibam que eu fico bastante feliz de saber que vocês me acompanham por aqui. Pode até parecer que não, mas isso me faz sentir vocês mais perto de mim. Saudade de todos meus amigos, famíliares, pai, mãe, Bela e Nadja.
Ps.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Convivência familiar e afins.
Confesso que tive muita sorte em pegar a família cuja qual estou morando aqui no Canadá.
Minha host family é composta apenas por duas pessoas: Um casal de idosos, Ruben e Modesta, ambos com aproximadamente 65 anos. De nacionalidade Filipina, o inglês deles não é um dos melhores, os dois tem muito sotaque, daí algumas vezes eu não consigo entender determinadas palavras que já estão no meu vocabulario.
Meu host father é daqueles típicos homens que adoram fazer serviços em casa (Pai, sei que você gosta muito disso também! Haha). Meu host father passa o dia ajeitando o piso, limpando o tapete, trocando lâmpadas, apertando as portas. Minha host mother aparenta ser um pouco mais velha que meu host father. Ela é uma senhora bastante simpática, gosta de cozinhar e ama lavar pratos - Gosta tanto, que nunca me deixa lavar os meus.
Pois bem, eles tem um neto que o nome do garoto é Lian, uma simpática criança de apenas dois anos de idade. Todo dia os pais de Lian - O pai é filho dos meus pais daqui, e a mãe é nora deles - vem traze-lo para passar o dia por aqui, já que os dois passam o trabalhando. Quando eu chego da escola, aproximadamente 18h ou 19h, eles já estão aqui para pegar o garoto. São todos muito simpáticos, já me disseram que iam conversar bastante comigo para eu treinar o meu inglês e Lian pelo jeito gostou de mim. Todo dia ele me chama para brincar com seus carros e hoje ao ir embora, fez questão de falar comigo e me dá um abraço: 'Petrown, by by, tomorrow we can play again!'
Porém, como nem tudo são flores, aqui tem um ponto negativo que é a hora da comida. Nossa, essa é a única hora que eu penso: 'Quero voltar para o Brasil loooogo'. A comida canadense é muito diferente da brasileira. Aqui não se usa sal nenhum na comida (hipertensos, mãe, pai, vó, venham morar aqui!!) e isso faz com que as mesmas não tenham sabor nenhum, e além do mais, a consistência de algumas delas é bastante diferente. Por exemplo: Para comer o arroz daqui, é preciso cortá-lo com garfo e faca, pois ele é grudento e sai do pote parecendo um bolo. Nem um pouco saboroso.
Ontem a janta foi o tão comentado arroz com galinha. Quando vi a galinha, minha barriga roncou de fome. Mas quando pus na boca, senti aquele gosto de gengibre. Sim, eles colocam gengibre em tudo! Pelo amor de Deus, a galinha tava com gosto de bala para curar dor de garganta. O pior - Ou melhor - é que SEMPRE minha host mother diz 'Ponha mais, ponha mais, ponha mais' e como fica chato sempre dizer 'Não, estou bem, obrigado', as vezes eu peço mais, daí vem a maratona pra comer tudo aquilo.
Pela manhã, algumas vezes meu breakfast são ovos com torrada, sanduíches, frutas ou panquecas, bem, é sobre esse último que vou começar falando. Quando acordei e minha host mother disse: 'Hoje seu café da manhã é panqueca!' Mais uma vez, me animei e depois me frustrei. Quando vi a panqueca, tomei um susto. Pois não é nem um pouco parecida com a do Brasil, a panqueca daqui parece uma fatia de pão bolachão. Tem gosto de leite (Odeio leite) e você come o manteiga ou geléia. Sobre os ovos: Aqui se come ovos quase crus, eles só fazem esquentar no fogo. A gema vem completamente crua! E faz parte do grupo de comidas que come-se sem sal. Também não é algo muito prazeroso de comer.
Porém, algumas vezes eu me surpreendo com as comidas. Já comi aqui em casa uma deliciosa carne assada, um sanduíche de queijo dos deuses e hoje, quando cheguei da escola minha host mother me disse que fez uma comidinha que eu falei pra ela que gostava. Quando abri a panela, vi que ela tentou fazer um arroz com feijão e carne. Comi, não tava nem de perto parecido com o NOSSO arroz, feijão e carne, mas estava muito bom, fiquei mais feliz pela sua preocupação de fazer algo que me agradasse.
Já que estou falando de família, vou tocar em um assunto meio 'chato', que é o banho. É incrível como os Canadenses não tem a cultura de tomar banho todo dia, ou mais de um banho por dia. Percebo que sempre que eles me veem entrando no banheiro com adereços para tomar banho mais de uma vez por dia, eles me olham com uma cara meio assustada! E também já notei que tem alguns dias que eles não tomam banho. É, digamos que mesmo com a água quente, eles se sintam incomodados com o frio, não é?
Tinha planejado escrever aqui também hoje sobre os meus novos amigos, mas já percebi que vai ficar algo muito grande e uma leitura muito cansativa. Pois bem, amanhã prometo que vai ser esse o assunto do dia.
Ps.
Minha host family é composta apenas por duas pessoas: Um casal de idosos, Ruben e Modesta, ambos com aproximadamente 65 anos. De nacionalidade Filipina, o inglês deles não é um dos melhores, os dois tem muito sotaque, daí algumas vezes eu não consigo entender determinadas palavras que já estão no meu vocabulario.
Meu host father é daqueles típicos homens que adoram fazer serviços em casa (Pai, sei que você gosta muito disso também! Haha). Meu host father passa o dia ajeitando o piso, limpando o tapete, trocando lâmpadas, apertando as portas. Minha host mother aparenta ser um pouco mais velha que meu host father. Ela é uma senhora bastante simpática, gosta de cozinhar e ama lavar pratos - Gosta tanto, que nunca me deixa lavar os meus.
Pois bem, eles tem um neto que o nome do garoto é Lian, uma simpática criança de apenas dois anos de idade. Todo dia os pais de Lian - O pai é filho dos meus pais daqui, e a mãe é nora deles - vem traze-lo para passar o dia por aqui, já que os dois passam o trabalhando. Quando eu chego da escola, aproximadamente 18h ou 19h, eles já estão aqui para pegar o garoto. São todos muito simpáticos, já me disseram que iam conversar bastante comigo para eu treinar o meu inglês e Lian pelo jeito gostou de mim. Todo dia ele me chama para brincar com seus carros e hoje ao ir embora, fez questão de falar comigo e me dá um abraço: 'Petrown, by by, tomorrow we can play again!'
Porém, como nem tudo são flores, aqui tem um ponto negativo que é a hora da comida. Nossa, essa é a única hora que eu penso: 'Quero voltar para o Brasil loooogo'. A comida canadense é muito diferente da brasileira. Aqui não se usa sal nenhum na comida (hipertensos, mãe, pai, vó, venham morar aqui!!) e isso faz com que as mesmas não tenham sabor nenhum, e além do mais, a consistência de algumas delas é bastante diferente. Por exemplo: Para comer o arroz daqui, é preciso cortá-lo com garfo e faca, pois ele é grudento e sai do pote parecendo um bolo. Nem um pouco saboroso.
Ontem a janta foi o tão comentado arroz com galinha. Quando vi a galinha, minha barriga roncou de fome. Mas quando pus na boca, senti aquele gosto de gengibre. Sim, eles colocam gengibre em tudo! Pelo amor de Deus, a galinha tava com gosto de bala para curar dor de garganta. O pior - Ou melhor - é que SEMPRE minha host mother diz 'Ponha mais, ponha mais, ponha mais' e como fica chato sempre dizer 'Não, estou bem, obrigado', as vezes eu peço mais, daí vem a maratona pra comer tudo aquilo.
Pela manhã, algumas vezes meu breakfast são ovos com torrada, sanduíches, frutas ou panquecas, bem, é sobre esse último que vou começar falando. Quando acordei e minha host mother disse: 'Hoje seu café da manhã é panqueca!' Mais uma vez, me animei e depois me frustrei. Quando vi a panqueca, tomei um susto. Pois não é nem um pouco parecida com a do Brasil, a panqueca daqui parece uma fatia de pão bolachão. Tem gosto de leite (Odeio leite) e você come o manteiga ou geléia. Sobre os ovos: Aqui se come ovos quase crus, eles só fazem esquentar no fogo. A gema vem completamente crua! E faz parte do grupo de comidas que come-se sem sal. Também não é algo muito prazeroso de comer.
Porém, algumas vezes eu me surpreendo com as comidas. Já comi aqui em casa uma deliciosa carne assada, um sanduíche de queijo dos deuses e hoje, quando cheguei da escola minha host mother me disse que fez uma comidinha que eu falei pra ela que gostava. Quando abri a panela, vi que ela tentou fazer um arroz com feijão e carne. Comi, não tava nem de perto parecido com o NOSSO arroz, feijão e carne, mas estava muito bom, fiquei mais feliz pela sua preocupação de fazer algo que me agradasse.
Já que estou falando de família, vou tocar em um assunto meio 'chato', que é o banho. É incrível como os Canadenses não tem a cultura de tomar banho todo dia, ou mais de um banho por dia. Percebo que sempre que eles me veem entrando no banheiro com adereços para tomar banho mais de uma vez por dia, eles me olham com uma cara meio assustada! E também já notei que tem alguns dias que eles não tomam banho. É, digamos que mesmo com a água quente, eles se sintam incomodados com o frio, não é?
Tinha planejado escrever aqui também hoje sobre os meus novos amigos, mas já percebi que vai ficar algo muito grande e uma leitura muito cansativa. Pois bem, amanhã prometo que vai ser esse o assunto do dia.
Ps.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
As novidades não cessam nunca.
É fato consumado que até eu voltar, ainda vou me deparar com muita coisa nova e me impressionar bastante por aqui.
Eu poderia fazer dessa postagem igual a de ontem, contando como foi meu dia, mas eu percebi que tem muitos detalhes que podem até passar despercebidos e eu as vezes esqueço de colocar aqui. Pois bem, hoje eu vou contar essas pequenas coisas.
Quando cheguei aqui, minha host family foi me pegar no aeroporto. Chegamos no carro eles me perguntaram se eu tava com fome, e se eu queria comer na Mc Donald´s. Preciso dizer que me animei bastante? Pensei logo 'Se a Mc do Brasil é uma coisa de outro mundo, imagine a daqui' disse logo a eles que adoraria comer na Mc, pois bem, não sabia o que me esperava.
Chegando na Mc, percebi que o cardapio era totalmente diferente - Coisa que eu já sabia - e tratei logo de escolher o meu sanduíche com a maior animação do mundo. Escolhi. Peguei. Fui comer. Ao dar a primeira mordida, tive logo a surpresa: O pão era doce, a carne era totalmente industrializada e o ovo era meio cru. Tentei disfarçar a minha cara de surpresa negativa e acho que consegui. Eles me perguntaram: E aí Petrwon (Sim, é exatamente desse jeito o fonema deles ao falarem meu nome) tá gostoso? Com a cara mais cínica do mundo eu disse: Sim, tá uma delícia. A verdade é que da próxima vez ao ir na Mc, tenho que pesquisar mais sobre os sanduíches.
Como já disse antes, todo dia pego um ônibus - O 49 - e o Skytrain. É nesse percurso que eu consigo descobrir mais novidades. Hoje por exemplo, quando sair de casa - Às 7h30 da manhã, com o céu completamente escuro - parei na calçada para atravessar, já que o meu ponto do ônibus é do outro lado da rua. Vi que vinha um carro bastante distante, e parei para esperá-lo passar - Eu não estava em faixa de pedestre. Estava no meio de uma calçada qualquer - daí quando o motorista me viu parado esperando para atravessar, ele foi parando o carro. Eu como todo brasileiro, pensei logo 'Por que raios esse P#$*@ não passa logo? Só para eu ficar esperando mais no frio?' Mas aí que eu estava enganado. Ele tava parando para eu atravessar, mesmo sem eu estar em faixa de pedestre. Bem parecido com o Brasil, não é? Que no momento que qualquer pessoa põe o pé na FAIXA DE PEDESTRE, corre o risco de ser atropelado a qualquer hora e ainda levar aquele velho grito de motorista 'Quer chegar no céu mais cedo, é?!'
Quando chego na minha estação do Skytrain, tenho que pegar uma série de escadas rolantes para chegar na avenida. No primeiro dia que fui com meu host fahter conhecer o caminho da minha escola, nós chegamos na escada rolante e ele se posicionou em um lado e eu fui para o outro lado, para ficar lado a lado com ele. Quando fiz isso, ele chamou logo minha atenção dizendo: Se você não está com pressa, deve sempre ficar do lado direito da escada rolante, pois devemos deixar o lado esquerdo vago para pessoas que estão apressadas. Depois que ele falou isso, eu me posicionei atrás dele e prestei atenção na escada: Realmente, tinha uma fila de pessoas do lado direito, e algumas vezes passavam algumas outras pessoas apresadas pelo lado esquerdo.
Para finalizar as novidades que tenho pra contar hoje, essa que deixei por último é excepcional: No meu segundo dia aqui, já estava morrendo de sede e ainda não tinha visto nenhum filtro de água, muito menos água na geladeira. Daí quando já estava com a garganta quase seca, fui na cozinha e disse para minha host mother: 'Estou com sede, onde eu posso beber água aqui?' Gentilmente ele apontou para a pia. Pensei: 'Ela não entendeu o que eu falei.' Bem, repeti, mas dessa vez fazendo gestos pra ela entender: 'Estou com SEDE, não quero LAVAR MINHAS MÃOS' Ela deu uma gargalhada e disse: 'Petrwon - Sim, Petrwon novamente - aqui no Canadá você pode e deve beber água da torneira sempre que quiser. Toda a água que vem da torneira de todos os lugares é filtrada. Somente em alguns poucos lugares existe o filtro (Que é algo bastante desnecessário aqui) e aqui em casa não tem o mesmo'
Ainda estou me acostumando com essa idéia de pegar o copo no armário, enche-lo na torneira e beber essa água. Ou então com a ideia de estar escovando os dentes, bater aquela vontade de tomar água e beber alí mesmo, apenas fazendo o apoio com a mão e levando a água à boca.
Ps.
Eu poderia fazer dessa postagem igual a de ontem, contando como foi meu dia, mas eu percebi que tem muitos detalhes que podem até passar despercebidos e eu as vezes esqueço de colocar aqui. Pois bem, hoje eu vou contar essas pequenas coisas.
Quando cheguei aqui, minha host family foi me pegar no aeroporto. Chegamos no carro eles me perguntaram se eu tava com fome, e se eu queria comer na Mc Donald´s. Preciso dizer que me animei bastante? Pensei logo 'Se a Mc do Brasil é uma coisa de outro mundo, imagine a daqui' disse logo a eles que adoraria comer na Mc, pois bem, não sabia o que me esperava.
Chegando na Mc, percebi que o cardapio era totalmente diferente - Coisa que eu já sabia - e tratei logo de escolher o meu sanduíche com a maior animação do mundo. Escolhi. Peguei. Fui comer. Ao dar a primeira mordida, tive logo a surpresa: O pão era doce, a carne era totalmente industrializada e o ovo era meio cru. Tentei disfarçar a minha cara de surpresa negativa e acho que consegui. Eles me perguntaram: E aí Petrwon (Sim, é exatamente desse jeito o fonema deles ao falarem meu nome) tá gostoso? Com a cara mais cínica do mundo eu disse: Sim, tá uma delícia. A verdade é que da próxima vez ao ir na Mc, tenho que pesquisar mais sobre os sanduíches.
Como já disse antes, todo dia pego um ônibus - O 49 - e o Skytrain. É nesse percurso que eu consigo descobrir mais novidades. Hoje por exemplo, quando sair de casa - Às 7h30 da manhã, com o céu completamente escuro - parei na calçada para atravessar, já que o meu ponto do ônibus é do outro lado da rua. Vi que vinha um carro bastante distante, e parei para esperá-lo passar - Eu não estava em faixa de pedestre. Estava no meio de uma calçada qualquer - daí quando o motorista me viu parado esperando para atravessar, ele foi parando o carro. Eu como todo brasileiro, pensei logo 'Por que raios esse P#$*@ não passa logo? Só para eu ficar esperando mais no frio?' Mas aí que eu estava enganado. Ele tava parando para eu atravessar, mesmo sem eu estar em faixa de pedestre. Bem parecido com o Brasil, não é? Que no momento que qualquer pessoa põe o pé na FAIXA DE PEDESTRE, corre o risco de ser atropelado a qualquer hora e ainda levar aquele velho grito de motorista 'Quer chegar no céu mais cedo, é?!'
Quando chego na minha estação do Skytrain, tenho que pegar uma série de escadas rolantes para chegar na avenida. No primeiro dia que fui com meu host fahter conhecer o caminho da minha escola, nós chegamos na escada rolante e ele se posicionou em um lado e eu fui para o outro lado, para ficar lado a lado com ele. Quando fiz isso, ele chamou logo minha atenção dizendo: Se você não está com pressa, deve sempre ficar do lado direito da escada rolante, pois devemos deixar o lado esquerdo vago para pessoas que estão apressadas. Depois que ele falou isso, eu me posicionei atrás dele e prestei atenção na escada: Realmente, tinha uma fila de pessoas do lado direito, e algumas vezes passavam algumas outras pessoas apresadas pelo lado esquerdo.
Para finalizar as novidades que tenho pra contar hoje, essa que deixei por último é excepcional: No meu segundo dia aqui, já estava morrendo de sede e ainda não tinha visto nenhum filtro de água, muito menos água na geladeira. Daí quando já estava com a garganta quase seca, fui na cozinha e disse para minha host mother: 'Estou com sede, onde eu posso beber água aqui?' Gentilmente ele apontou para a pia. Pensei: 'Ela não entendeu o que eu falei.' Bem, repeti, mas dessa vez fazendo gestos pra ela entender: 'Estou com SEDE, não quero LAVAR MINHAS MÃOS' Ela deu uma gargalhada e disse: 'Petrwon - Sim, Petrwon novamente - aqui no Canadá você pode e deve beber água da torneira sempre que quiser. Toda a água que vem da torneira de todos os lugares é filtrada. Somente em alguns poucos lugares existe o filtro (Que é algo bastante desnecessário aqui) e aqui em casa não tem o mesmo'
Ainda estou me acostumando com essa idéia de pegar o copo no armário, enche-lo na torneira e beber essa água. Ou então com a ideia de estar escovando os dentes, bater aquela vontade de tomar água e beber alí mesmo, apenas fazendo o apoio com a mão e levando a água à boca.
Ps.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Céu escuro.
Já acordei tomando um susto: Meu host father disse que a temperatura lá fora estava -1 grau e que eu precisava sair mais agasalhado que nunca.
Putz, só conseguia pensar em uma coisa: Se hoje está mais frio do que ontem, o que vai ser de mim?
O dia aqui em Vancouver, demora bastante para clarear (geralmente, o céu só fica claro depois das 8h30-9h da manhã). Se é ruim acordar em Recife às 6h da manhã com o céu totalemente azul, os pássaros cantando, a vida correndo, imagine como é difícil acordar aqui às 6h da manhã com o céu totalmente escuro, as pessoas dormindo, o frio bastante forte e a vida ainda parada. Sim, é um desafio.
Às 6h meu despertador toca, eu levanto e já recebo a notícia que comentei aqui. Tomo banho, me organizo para ir ao meu primeiro dia de aula. Antes de sair de casa, minha host mather grita 'Pedro, você está se esquecendo o lanche que eu fiz pra você! Aqui dentro desse pacote tem maçã, biscoitos, um suco e uma banana. Sim, era banana. Nesse momento só veio a imagem do meu pai na minha cabeça, nos dias que ele sempre tirava sarro com minha cara: 'Não quer levar uma banana pra aula?' Olha aí pai, hoje eu levei!
Sair de casa para pegar o ônibus e depois o skytrain às 7h, com o céu totalmente escuro e pouca gente na rua, fui para o ponto de ônibus. Não tinha ninguém. O frio tava de doer na alma. Com 10 minutos meu ônibus chegou e aí novamente eu cometi mais uma 'garfe', pois quando vi o ônibus vindo, pus a mão para pedir parada - Com todo aquele jeitinho brasileiro de ser - daí quando uma senhora me viu fazendo isso, olhou pra mim e disse ´Não precisa fazer isso, pois se o motorista ver alguém no ponto, ele já para, pois sabe que você está esperando aquele ônibus. Já que aqui só passa um tipo de ônibus nos pontos.' Sim, foi mais uma surpresa.
Com bastante medo de me perder, fui até a escola (Não me perdi!) chegando lá, encontrei diversos outros estudantes. Peguei o papel do endereço de onde eu iria fazer meu teste e lá fui eu. Chegando nesse outro campus do meu colégio, mandaram eu entrar em uma sala que só tinha brasileiro. Poucos minutos depois chegou uma coordenadora brasileira (Também de Recife!) para explicar todas as regras para nós, e uma delas era: Apenas hoje pode-se falar em outra lingua que não seja inglês nesse estabelecimento, a partir de amanhã é só inglês e ponto. Se alguém contrariar essa regra, sofrerá penalidades. Fiz meu teste e amanhã saberei em que turma vou ficar.
Na hora do almoço eu já conhecia uma porrada de brasileiros e alguns japoneses, alemães e coreanos. Fui com um grupo almoçar no burguer king, depois voltamos para a aula e às 14h30 fomos liberados, daí fomos todos conhecer o Downtown, fazer algumas compras extras e jogar conversa fora.
Voltei pra casa às 18h, desci algumas paradas depois da minha, mas isso acontece. Procurei me informar como fazia pra chegar na minha rua: 'Please, how can I arrive at the Brooks street?' Me deram algumas coordenadas e eu cheguei aqui! Ao pisar em casa, minha host mother logo pensou que eu tinha me perdido, depois de lhe explicar tudo o que eu fiz, ficou tudo certo.
Amanhã tenho outras coisas para resolver em relação ao colégio e à tarde vou para um jogo de Hockey. Sem falar que a partir de amanhã vou tentar aproveitar ao máximo a pequena parte do dia que dá para 'ver' o sol, pois o dia só fica claro das 9h às 16h. É sem dúvidas a cidade o céu escuro.
Ps.
Putz, só conseguia pensar em uma coisa: Se hoje está mais frio do que ontem, o que vai ser de mim?
O dia aqui em Vancouver, demora bastante para clarear (geralmente, o céu só fica claro depois das 8h30-9h da manhã). Se é ruim acordar em Recife às 6h da manhã com o céu totalemente azul, os pássaros cantando, a vida correndo, imagine como é difícil acordar aqui às 6h da manhã com o céu totalmente escuro, as pessoas dormindo, o frio bastante forte e a vida ainda parada. Sim, é um desafio.
Às 6h meu despertador toca, eu levanto e já recebo a notícia que comentei aqui. Tomo banho, me organizo para ir ao meu primeiro dia de aula. Antes de sair de casa, minha host mather grita 'Pedro, você está se esquecendo o lanche que eu fiz pra você! Aqui dentro desse pacote tem maçã, biscoitos, um suco e uma banana. Sim, era banana. Nesse momento só veio a imagem do meu pai na minha cabeça, nos dias que ele sempre tirava sarro com minha cara: 'Não quer levar uma banana pra aula?' Olha aí pai, hoje eu levei!
Sair de casa para pegar o ônibus e depois o skytrain às 7h, com o céu totalmente escuro e pouca gente na rua, fui para o ponto de ônibus. Não tinha ninguém. O frio tava de doer na alma. Com 10 minutos meu ônibus chegou e aí novamente eu cometi mais uma 'garfe', pois quando vi o ônibus vindo, pus a mão para pedir parada - Com todo aquele jeitinho brasileiro de ser - daí quando uma senhora me viu fazendo isso, olhou pra mim e disse ´Não precisa fazer isso, pois se o motorista ver alguém no ponto, ele já para, pois sabe que você está esperando aquele ônibus. Já que aqui só passa um tipo de ônibus nos pontos.' Sim, foi mais uma surpresa.
Com bastante medo de me perder, fui até a escola (Não me perdi!) chegando lá, encontrei diversos outros estudantes. Peguei o papel do endereço de onde eu iria fazer meu teste e lá fui eu. Chegando nesse outro campus do meu colégio, mandaram eu entrar em uma sala que só tinha brasileiro. Poucos minutos depois chegou uma coordenadora brasileira (Também de Recife!) para explicar todas as regras para nós, e uma delas era: Apenas hoje pode-se falar em outra lingua que não seja inglês nesse estabelecimento, a partir de amanhã é só inglês e ponto. Se alguém contrariar essa regra, sofrerá penalidades. Fiz meu teste e amanhã saberei em que turma vou ficar.
Na hora do almoço eu já conhecia uma porrada de brasileiros e alguns japoneses, alemães e coreanos. Fui com um grupo almoçar no burguer king, depois voltamos para a aula e às 14h30 fomos liberados, daí fomos todos conhecer o Downtown, fazer algumas compras extras e jogar conversa fora.
Voltei pra casa às 18h, desci algumas paradas depois da minha, mas isso acontece. Procurei me informar como fazia pra chegar na minha rua: 'Please, how can I arrive at the Brooks street?' Me deram algumas coordenadas e eu cheguei aqui! Ao pisar em casa, minha host mother logo pensou que eu tinha me perdido, depois de lhe explicar tudo o que eu fiz, ficou tudo certo.
Amanhã tenho outras coisas para resolver em relação ao colégio e à tarde vou para um jogo de Hockey. Sem falar que a partir de amanhã vou tentar aproveitar ao máximo a pequena parte do dia que dá para 'ver' o sol, pois o dia só fica claro das 9h às 16h. É sem dúvidas a cidade o céu escuro.
Ps.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Conhecendo as ruas geladas.
Ao entrar pela primeira vez na 'minha' nova casa, já começei falhando. Quando abriram a porta para eu entrar, fui direto andando, só me dei conta que tinha algo errado quando não vi ninguém me acompanhando. Eu estava errado pelo fato de ter entrado com sapatos, quando se deve por os sapatos na porta e somente usar meias dentro de casa.
Fora uns e outros detalhes, aqui existe muita coisa parecida com o Brasil, quando se fala em relação aos serviços do lar. Quando cheguei aqui, minha host mother disse que eu tinha duas opções de quarto pra escolher, fiquei com um e já acomodei todas minhas coisas. Tive sorte de pegar uma família bastante reveptiva.
Já fiz três refeições aqui: Jantei ontem e tomei café da manhã e almocei hoje. As comidas são algumas bem gostosas, outras nem um pouco. Comi hoje um ovo sem absolutamente sal nenhum e quase cru. No almoço de hoje teve arroz - Sem sal e bastante grudento. Depois do café da manhã, fui com meu host father conhecer o caminho da minha escola e conhecer um pouco do centro. O famoso 'Downtown'.
Aqui em Vancouver é bastante fácil de se andar, os ônibus são bem numerados e não tem errada. Para ir ao minha escola, devo pegar um ônibus e depois o Skytrain (O famoso trêm aí no Brasil). A diferença é que aqui o Skytrain anda pelo meio da cidade, você passa ao lado de carros e afins.
Agora estou no meu quarto, descansando um pouco para mais tarde caminhar por aqui e conhecer algo mais.
Ps.
Fora uns e outros detalhes, aqui existe muita coisa parecida com o Brasil, quando se fala em relação aos serviços do lar. Quando cheguei aqui, minha host mother disse que eu tinha duas opções de quarto pra escolher, fiquei com um e já acomodei todas minhas coisas. Tive sorte de pegar uma família bastante reveptiva.
Já fiz três refeições aqui: Jantei ontem e tomei café da manhã e almocei hoje. As comidas são algumas bem gostosas, outras nem um pouco. Comi hoje um ovo sem absolutamente sal nenhum e quase cru. No almoço de hoje teve arroz - Sem sal e bastante grudento. Depois do café da manhã, fui com meu host father conhecer o caminho da minha escola e conhecer um pouco do centro. O famoso 'Downtown'.
Aqui em Vancouver é bastante fácil de se andar, os ônibus são bem numerados e não tem errada. Para ir ao minha escola, devo pegar um ônibus e depois o Skytrain (O famoso trêm aí no Brasil). A diferença é que aqui o Skytrain anda pelo meio da cidade, você passa ao lado de carros e afins.
Agora estou no meu quarto, descansando um pouco para mais tarde caminhar por aqui e conhecer algo mais.
Ps.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Apresentando.
Apresentando de dentro de um avião.
Só tinha a itenção de escrever aqui quando chegasse na minha nova casa e estivesse muito bem hospedado. Mas o tédio - E que tédio! - do avião e as coisas que vejo pela janela me animaram para começar escrevendo aqui no Word mesmo e depois colar nesse blog.
Sem aquelas besterias de apresentação, digo sem delongas que esse meu blog é para contar tudo que vou passar aqui no Canadá durante esses seis meses. Curiosos, interessados ou preocupados podem vir aqui sempre.
Estou nesse momento no meu terceiro voo desde que sair de Recife, já são mais de 24 horas de viagem - Sim, mais de 24 horas sem tomar um banho - pois fiz Recife - São Paulo - Toronto e agora estou indo para Vancouver.
Na verdade, o que me motivou a começar escrevendo logo daqui do avião, foi o fato de que há poucos minutos atrás eu abri a janela, olhei para baixo e vi um mar de neve, SIM, É NEVE! Fato que para mim, com Pernambucano de corpo e alma é inédito.
Outro ponto que estou achando muito legal até então é a genteleza das pessoas. Já fiz amizade com alguns paulistas que também vão para Vancouver e até com uma senhora koreana que sentou do meu lado no trajeto São Paulo - Toronto.
Antes de terminar de escrever, não posso esquecer de deixar um beijo pra meu pai e minha mãe, não é? PAI, MÃE um beijo! E outro também aos meus amigos.
Devo estar chegando em Vancouver daqui há umas três horas, quando me acomodar, posto isso aqui no blog. Continuarei escrevendo aqui o quanto antes.
Ps.
Só tinha a itenção de escrever aqui quando chegasse na minha nova casa e estivesse muito bem hospedado. Mas o tédio - E que tédio! - do avião e as coisas que vejo pela janela me animaram para começar escrevendo aqui no Word mesmo e depois colar nesse blog.
Sem aquelas besterias de apresentação, digo sem delongas que esse meu blog é para contar tudo que vou passar aqui no Canadá durante esses seis meses. Curiosos, interessados ou preocupados podem vir aqui sempre.
Estou nesse momento no meu terceiro voo desde que sair de Recife, já são mais de 24 horas de viagem - Sim, mais de 24 horas sem tomar um banho - pois fiz Recife - São Paulo - Toronto e agora estou indo para Vancouver.
Na verdade, o que me motivou a começar escrevendo logo daqui do avião, foi o fato de que há poucos minutos atrás eu abri a janela, olhei para baixo e vi um mar de neve, SIM, É NEVE! Fato que para mim, com Pernambucano de corpo e alma é inédito.
Outro ponto que estou achando muito legal até então é a genteleza das pessoas. Já fiz amizade com alguns paulistas que também vão para Vancouver e até com uma senhora koreana que sentou do meu lado no trajeto São Paulo - Toronto.
Antes de terminar de escrever, não posso esquecer de deixar um beijo pra meu pai e minha mãe, não é? PAI, MÃE um beijo! E outro também aos meus amigos.
Devo estar chegando em Vancouver daqui há umas três horas, quando me acomodar, posto isso aqui no blog. Continuarei escrevendo aqui o quanto antes.
Ps.
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