quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Onze dias e muito mais.

Me peguei pensando hoje sobre tudo que já me aconteceu, desde que eu sai de Recife até agora. Só depois de lembrar do que já passei por aqui, é que pude perceber o quanto de coisas eu já conheci em onze dias.

Os acontecimentos aqui ocorrem muito diferentemente do que eu estou habituado, seja ao ver o sol nascer só às 9 horas da manhã ou em ver um único papel no chão e já achar coisa de outro mundo. Quando você está longe de casa, da família, dos amigos, tudo é mais intenso. Eu tô aqui há pouco mais de dez dias, mas parece que já fazem meses, a saudade bate muito mais rápido - Já que você sabe que não verá em breve determinadas pessoas e muito menos as encontrar ocasionalmente na rua - e a sensação de estar sozinho vem muito mais forte.

Por outro lado, tá sendo bom esse turbilhão de coisas acontecendo no mesmo tempo, pois só hoje eu me dei conta da quantidade de lugares que eu já conheci, das inúmeras comidas - Ruins - que eu comi, das pessoas maravilhosas que fiquei amigo e do quanto eu já aprendi por aqui. É engraçado ficar lembrando de como cheguei e de como, em apenas onde dias, eu já estou. A cabeça muda e o corpo se adapta - O paladar também!

Acho divertido lembrar dos fatos engraçados que já descobri e/ou já passei, tais como: Coreanos não nasceram para falar inglês. Minha família não é muito apta ao banho. O maior hobby da tarde é rir da professora. Nem sempre estar perdido é a pior coisa do mundo. Ensinar aos estrangeiros a falar algumas palavras feias em português é engraçadíssimo tanto para nós, quanto para eles. Dentre outas mil e uma coisas.

Entre outros momentos bons que passo por aqui, uma das coisas que mais me dão prazer, é quando em alguma aula eu tenho que fazer uma atividade com algum estrangeiro qualquer. É incrível como eles adoram saber da nossa cultura, principalmente os coreanos. Hoje, por exemplo, conversei com uma coreana, e quando ela viu minha letra, ela disse 'Oh, parece letra japonesa, na coreia nós não escrevemos palavras com letras ligadas, escrevemos tudo em letra de forma' e realmente é verdade, as letras deles são todas muito parecidas. Para ela entender a minha escrita e a de outros brasileiros, foi difícil!

São esses tipos de fatos que me deixam feliz aqui. Mostrar um pouco da nossa cultura, descobrir mais sobre a cultura de outros países, poder conhecer lugares que nunca imaginaria ir, sair andando nas ruas meio sem rumo, só por conhecer mesmo. E por fim, poder parar em alguma cafeteria, sem pressa, e tomar um bom café com os amigos.

Outro ponto que vou comentar, mas só quem estar aqui vai poder me compreender. Ninguém que estar no Brasil e que nunca veio por aqui, repito: ninguém, tem noção do quão agradável que é sair na rua a hora que for, mexer na carteira em qualquer lugar, usar qualquer tipo de objeto de valor nas ruas e não correr o risco de vim alguém tomar aquil que é seu. Isso com certeza é uma das coisas que mais estou adorando por aqui. As vezes percebo alguém atrás de mim por muito tempo, fico com medo por alguns minutos, mas depois lembro 'Ah, eu tô no Canadá, tá tudo bem!' e realmente, sempre tá tudo bem.

Sem mais por hoje, vejo vocês amanhã.

Ps.

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